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domingo, 7 de agosto de 2011

  04/08/2011 - 12h42
Fumo e álcool juntos causam maioria dos tumores de boca
RICARDO BONALUME NETO
DE SÃO PAULO

O maior estudo do gênero já feito na América Latina, com ênfase no Brasil, revelou que fumantes e bebedores regulares de álcool têm maiores riscos de câncer na boca, faringe, laringe e esôfago, como já se previa de acordo com dados de outros países.
O resultado mais impactante do estudo foi mostrar que o uso simultâneo de álcool e tabaco teve um efeito multiplicador: 65% dos 2.252 casos de câncer avaliados estavam entre bebedores que também fumavam.
O estudo mostrou que quem bebe ou fuma mais tem maior risco da doença.
Os 25% que beberam menos ao longo da vida (de 0,1 a 233,6 g de etanol por ano, sendo que uma lata de cerveja tem 14 g de etanol), tinham chance 2,26 vezes maior do que os abstêmios de ter câncer de esôfago.
Já os 25% que mais beberam (mais de 2 kg de etanol por ano ou 142 latinhas) aumentavam o risco de desenvolver o tumor em 9,26 vezes.
Dos bebedores de álcool, os que consumiam destilados tiveram um risco 12 vezes maior de câncer no esôfago. Os dados também indicam que quem parar de fumar e beber reduz o risco de ter câncer nessas regiões.
A equipe de doze pesquisadores, dos quais seis brasileiros, foi coordenada pela Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer, com sede em Lyon, França.
Participaram pesquisadores de São Paulo, Goiás, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. Dos 2.252 pacientes, 1.750 vieram do Brasil, 309 da Argentina e 193 de Cuba. O estudo foi publicado na revista "Cancer Causes Control".
"O câncer é resultado de um processo longo de agressão ao organismo, até que uma célula fique tumoral", diz Sergio Koifman, da Fiocruz (RJ), um dos autores.
Os pesquisadores descartaram outra causa possível de câncer no grupo estudado, o vírus HPV, pelo baixo nível de infecção presente.
Estudo do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo, com 26,1 mil pacientes, mostra que 11% dos pacientes de câncer ali atendidos dizem consumir bebidas alcoólicas em excesso.


terça-feira, 2 de agosto de 2011

Pode a nanotecnologia produzir algo como um Donut Saudável?

     Empresas europeias produtoras de alimentos usam já nanotecnologia na fabricação e concepção de novos alimentos, mas muito poucas disponibilizam a informação aos consumidores, diz o cientista alemão especialista em ciência alimentar Frans Kampers.
     Frans Kampers está entre os palestrantes reunidos em Chigaco para a Reunião Anual de 2009 da Associação Americana para o Avanço da Ciência (AAAS) que vão discursar sobre o tema “Dos Donuts aos Medicamentos: (R)Evolução da Nanobiotecnologia”.
      Kampers, do Centro de Pesquisa da Universidade de Wageningen, nos Países Baixos, irá comentar aspectos interessantes da ciência alimentar: “O que a nanotecnologia pode fazer pelo seu Donut”.
      O painel inclui dois estudantes graduados, Jessica Koehne da Universidade da Califórnia e Kristina Kriegel da Universidade de Massachusetts que estão a trabalhar em projectos combinados de nanotecnologia, biologia e química.
      “No que diz respeito à alimentação e nutrição, há uma maior resistência do grande público quanto aos nanomateriais e nanotecnologia na aplicação em alimentos do que, por exemplo, na utilização médica.  Contudo, a sua aplicação em processos e criação de produtos, sensores para a segurança alimentar e controlo da qualidade dos alimentos e das embalagens, são alguns exemplos que reflecte a ampla gama de utilizações possíveis da nanotecnologia na indústria alimentícia”, diz Kampers.
      “O problema que os cientistas que trabalham nesta área enfrentam é que as pessoas não entendem o que se faz em nanotecnologia e alimentos”, diz Kampers. “Todo a gente tem uma visão da nanotecnologia como sendo nanopartículas, ou seja partículas infinitamente pequenas, e que essas partículas infinitamente pequenas possam ser prejudiciais aos alimentos e ter um efeito adverso na saúde.  A grande promessa da nanotecnologia, diz o cientista holandês, é que poderia permitir uma engenharia de ingredientes de forma a que os nutrientes actuem de forma mais eficaz no corpo humano, enquanto que impedem a passagem de outros elementos prejudiciais e menos desejáveis.”
Cientistas europeus de ciência alimentar usam nanotecnologia para criar estruturas especiais nos alimentos que podem “entregar” os nutrientes em locais específicos do corpo e maximizar assim os efeitos benéficos destes nutrientes. “Basicamente, estamos a criar nanoestruturas desenhadas especialmente para integrarem o sistema digestivo e serem expelidas pelo organismo, de modo a que, no final, não restem nenhumas destas nanoestruturas,” diz Kampers.
      O cientista afirma também que alguns investigadores mais controversos estudam possíveis aplicações de nanopartículas persistentes nos alimentos e em embalagens que podem apresentar riscos acrescidos. A utilização de nanopartículas de metal, em particular de prata, poderão provocar uma redução significativa no ritmo da deterioração do material da embalagem, e até mutar da embalagem do alimento para o próprio alimento.
      “Nanopartículas de óxido metálico podem avançar para a corrente sanguínea, e os pesquisadores demonstraram que podem mesmo migrar para as células, ou em alguns casos para os núcleos das células. Estas são aplicações mais controversas sobre a utilização da nanotecnologia nos alimentos, contudo, existem muitas aplicações que merecem estudo sério e que poderão melhorar significativamente a resposta às exigências nutricionais do organismo, mesmo em situações de escassez de alimentos.” diz Kampers
Fonte: Science Daily

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

10 mitos sobre alimentos

Alimentos como leite, ovo e maionese já entraram na lista de itens proibidos na cesta do supermercado de muitas pessoas, apesar de serem inocentes e até benéficos se consumidos com moderação. O endocrinologista e consultor do programa Bem Estar da rede globo, Alfredo Halpern, elaborou uma lista com 10 mitos sobre alguns alimentos, que segue abaixo:

  1. Café deixa as pessoas mais aceleradas.
    Verdade: A cafeína atua como estimulante, e a ingestão em excesso pode provocar irritabilidade, ansiedade, agitação, dor de cabeça e insônia. No caso da dor de cabeça, mais de três xícaras por dia podem fazer mal.

  2. Leite faz bem para os ossos.
    Verdade: Segundo o Ministério da Saúde, o leite é a melhor fonte de cálcio, mineral essencial à saúde dos ossos. Adultos devem preferir o tipo desnatado. Três porções de leite e derivados por dia são suficientes.

  3. Leite piora alergias e asma.
    Mentira: Apenas pessoas com intolerância à lactose ou com recomendação médica não devem consumir leite.

  4. Maionese industrializada tem gordura demais e é muito calórica.
    Mentira: Não há problema se o consumo for moderado, porque a maionese é feita à base de gorduras vegetais.

  5. Chocolate tem gordura, mas pode fazer bem e dar sensação de felicidade.
    Verdade: O consumo moderado do chocolate escuro já é aceito por médicos e nutricionistas, principalmente por causa da presença de antioxidantes, que previnem doenças e retardam o envelhecimento. Também estimula a produção de serotonina, que atua sobre o bem-estar.

  6. Azeite de oliva é uma gordura ruim.
    Mentira: Até uma colher de sopa diária é aceitável. Ao contrário das gorduras saturadas, as insaturadas presentes no azeite não causam problemas de saúde, exceto quando consumidas em grande quantidade.

  7. Castanha de caju é gordurosa, mas diminui o colesterol.
    Verdade: Consumida com moderação (uma colher de sopa por dia), pode ajudar a reduzir as taxas do colesterol ruim, o LDL.

  8. Castanhas contribuem para reduzir o risco de doenças cardíacas e diabetes.
    Verdade: Castanhas contêm gorduras monoinsaturadas, magnésio e zinco, além de vitaminas e minerais que favorecem o equilíbrio do organismo e evitam doenças. O ideal é consumir uma colher de sopa por dia, sem sal.

  9. Ovo aumenta os níveis de colesterol.
    Incerto: Ovos têm muitas proteínas, gorduras insaturadas, vitaminas do complexo B e colesterol, mas não há evidências de que o consumo afete negativamente essas taxas. Até dois ovos cozidos por dia são aceitáveis, substituindo a carne.

  10. Chá verde ajuda a queimar calorias e emagrecer.
    Verdade: O principal composto do chá verde tem antioxidantes e ativa a queima de gorduras. O recomendado é fazer o chá com as ervas naturais e tomar até 3 xícaras por dia. O chá só não deve ser consumido por quem tem hipertensão, hipotireoidismo ou insônia.
Reportagem modificado do site do programa Bem Estar.
Reportgem completa:

sábado, 30 de julho de 2011

Alimentos serão produzidos com menos sódio no Brasil


O Ministério da Saúde e os fabricantes de produtos alimentícios fecharam um acordo para reduzir o uso do sódio na fabricação de alimentos. Esse mineral está presente no sal e pode levar a doenças como a pressão alta se for consumido em excesso. O anúncio foi feito pelo ministro Alexandre Padilha nesta quinta-feira (7), data em que se comemora o Dia Mundial da Saúde.
O termo foi assinado pelo ministro e pelas associações que representam os produtores de alimentos processados. O plano estabelece redução gradual na quantidade de sódio em 16 categorias de alimentos, começando por massas instantâneas, pães e bisnaguinhas.
O documento define o teor máximo de sódio a cada 100 gramas em alimentos industrializados. Algumas metas devem ser cumpridas pelo setor produtivo até 2012 e aprofundadas até 2014. No caso das massas instantâneas, a quantidade de sódio fica limitada a 1,9 g a cada 100 g do alimento. De acordo com o Ministério da Saúde, isso representa uma diminuição anual de 30%.
Nos pães de forma, o acordo prevê redução do teor máximo de sódio para 645 mg, até 2012, e para 522 mg, até 2014. Já nas bisnaginhas, o limite será de 531 e 430 mg, nas mesmas datas. Segundo o ministério, essas metas correspondem a uma redução de 10% ao ano.
Após as massas instantâneas, pães e bisnaguinhas, em julho o governo deve estabelecer as metas para o pão francês, os bolos prontos, as misturas para bolos, os salgadinhos de milho e as batatas fritas. Até o fim de 2011, será a vez dos biscoitos (cream cracker, recheados e maisena), embutidos (salsicha, presunto, hambúrguer, empanados, lingüiça, salame e mortadela), caldos e temperos, margarinas vegetais, maioneses, derivados de cereais, laticínios (bebidas lácteas, queijos e requeijão) e refeições prontas (pizza, lasanha, papa infantil salgada e sopas).
De acordo com Padilha, o objetivo é reduzir o consumo excessivo de sal (cerca de 40% do sal é composto de sódio), que está associado a uma série de doenças crônicas, como hipertensão arterial, doenças cardiovasculares, problemas renais e cânceres.
- Este acordo com a indústria alimentícia representa um passo fundamental para que seja atingida a recomendação de consumo máximo da Organização Mundial de Saúde, que é de menos de 5 gramas de sal diários por pessoa, até 2020. 
O Secretário de Vigilância em Saúde do ministério, Jarbas Barbosa, disse que o sódio "é um componente importante no processamento dos alimentos".
- Mas é possível proceder a redução sem alterar o sabor, de maneira a reduzir um problema mundial, que é o consumo elevado de sal.
Segundo Barbosa, essa medida será capaz de reduzir o número de pessoas hipertensas no país, o que vai reduzir o uso de medicamentos para tratar o problema. O governo também espera que a medida reduza o número de internações no país.
- Essa é uma ação de prevenção extremamente importante para a saúde pública brasileira.
O sódio em excesso é apontado pelos médicos como o principal vilão da pressão alta, doença que tem relação direta com problemas como o AVC (acidente vascular cerebral) e infartos. A indústria utiliza esse mineral por causa do sabor que ele dá aos produtos.


fonte: http://noticias.r7.com/saude/noticias/alimentos-serao-produzidos-com-menos-sodio-no-brasil-20110407.html

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Alimentos probióticos e seus benefícios



“Setenta por cento das defesas do nosso sistema imunológico se concentram no intestino. Os probióticos ajudam a fazer com que a flora intestinal fique bem e o sistema imunológico bem também”, explica Cristine Boelter, nutricionista.
Isso acontece porque os probióticos aumentam a absorção dos nutrientes dos alimentos. Mas atenção: a indicação de que o produto tem probiótico deve estar no rótulo.
“Para ser um probiótico ele precisa ter "bifido bactérias" e "lactobacilos" e/ou, de preferência as duas”, afirma a nutricionista. Para aproveitar os benefícios dos probióticos, a nutricionista recomenda ingerir 100 gramas desses derivados de leite por dia.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Radicais Livres

Possivelmente você já ouviu falar de radicais livres, não é mesmo?! Entenda o que são, porque se fala tanto neles e como a alimentação pode prevenir a formação dos radicais livres.


Os radicais livres são formados a partir do metabolismo das células do nosso corpo. São formados normalmente pelo nosso organismo, mas em quantidades maiores torna-se um problema para a manutenção de funções normais, causando doenças importantes.



E são muitas as doenças relacionadas com a grande formação de radicais livres e, entre elas, podemos citar, o envelhecimento precoce, alguns cânceres, a artrite e as cardiopatias. Por outro lado, existem os compostos antioxidantes que combatem a formação dos radicais livres pelo nosso corpo. Estes compostos são os agentes responsáveis pela inibição e redução das lesões causadas pelos radicais livres nas células.



E os alimentos ganham força nisso porque são eles que trazem potentes compostos antioxidantes como a vitamina C, a vitamina E, o β-caroteno e os flavonóides.



Para diminuir a formação destes radicais livres e aumentar a quantidade de antioxidantes, é fácil. O segredo é consumir, todos os dias, alguns alimentos com estas vitaminas para combater a formação e diminuir alguns fatores que levam a maior produção de radicais livres.



É como uma balança... aumentar os fatores bons e diminuir os fatores ruins!!! Então, vamos as dicas para fazer com que a sua alimentação seja a favor do combate dos radicais livres.



Fatores que levam a maior geração de radicais livres e que devem ser evitados:



- Álcool em excesso

- Cigarro

- Alguns medicamentos

- Alimentos industrializados.



Alimentos que devem ser consumidos em boas quantidades, todos os dias por prevenir a formação de radicais livres:



- Mamão, cenoura: são alimentos ricos em β-caroteno.

- Brócolis, salsa, cebolinha: apresentam grande quantidades de flavonóides.

- Laranja, tangerina, morango, abóbora: ricas em vitamina C.

- Chá verde, uva, morango, maça: boas fontes de flavonóides.



Então, não se esqueça, para melhorar sua saúde e prevenir doenças, faça uso de alimentos ricos em antioxidantes. E, claro, diminuía os fatores de risco para a formação dos radicais livres.



Nutricionista do DietaCerta

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Reaproveitamento de alimentos

Aqui estão algumas dicas de como reaproveitar alimentos em casa, principalmente cascas de legumes e frutas:


segunda-feira, 4 de julho de 2011

Novas regras para alimento transgênico são questionadas

São Paulo - As novas regras para a comercialização de alimentos transgênicos em São Paulo passaram a valer no dia 14/06/2011, mas advogados já questionam a viabilidade e razoabilidade da Lei nº 14.274/10, que deve trazer mais custos a produtores, fabricantes e comerciantes. A norma exige que qualquer produto que contenha a presença de organismo transgênico em proporção igual ou superior ao limite de 1%, deverá ter rótulo especial. 

A medida, anunciada em 16 de dezembro, concedeu 180 dias para as adequações. Os estabelecimentos que comercializam esses produtos ainda ficam obrigados a possuir local específico para sua exposição em todo o estado. A vigilância sanitária de São Paulo começará a fiscalizar e autuar fabricantes de transgênicos e estabelecimentos comerciais que não se adaptarem à nova legislação.

A lei prevê a aplicação de multas de até 10 mil Unidades Fiscais Estaduais, apreensão de produtos que não estejam rotulados, apreensão de itens não embalados ou acondicionados na forma prescrita pela lei, suspensão da atividade econômica e, até, o cancelamento da autorização para funcionamento. Hoje já existe a exigência de rotulagem específica suficiente para que o consumidor possa saber se aquele produto possui conteúdo transgênico. 

O advogado Ruy Dourado, sócio de contencioso estratégico do escritório Siqueira Castro, afirma que a lei não tem vício formal quanto à sua edição, já que o poder público tem legitimidade para legislar sobre a questão. Mas a norma pode ser considerada, segundo o especialista, discriminatória. "Os produtos ficarão segregados dentro do estabelecimento, o que pode parecer que são prejudiciais à saúde, quando não há nada comprovado nesse sentido. Se os produtos chegam ao consumidor, foram chancelados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e passaram por diversos testes e estudos", diz o especialista.

Para ele, colocar a informação no rótulo é aceitável por atender ao direito de informação, já previsto no Código de Defesa do Consumidor. Mas criar áreas especiais e destacadas para os produtos, segundo ele, induz os compradores e cria uma espécie de "reserva de mercado" para outros produtos. "Não há razão para a distinção, especialmente em face da demanda de produção mundial, não acompanhada na mesmavelocidade pela produção de alimentos", diz Dourado.

O advogado afirma que houve discussões, especialmente de associações afetadas pelas novas regras, sobre a possibilidade de se ingressar com medidas judiciais. "Por razões políticas, não se chegou a um consenso", afirma. 

Mas a discussão da lei no Judiciário, com ações individuais de produtores e estabelecimentos comerciais, não é descartada. "Não tem como discutir a legalidade ou inconstitucionalidade, pois em tese não há vícios nesse sentido. O que existe é a contestação sobre a razoabilidade e real necessidade da lei. Argumentos existem e podem ser usados, especialmente os de ordem econômica", afirma. 


Saiba mais: http://www.dci.com.br/Novas-regras-para-alimento-transgenico-sao-questionadas-3-377563.html

domingo, 3 de julho de 2011

Ministros do G-20 querem alta da produção de alimentos

AE - Agência Estado
    Os ministros de agricultura do grupo das 20 nações industrializadas e emergentes apresentaram nesta quinta-feira uma série de propostas para aumentar a produção de alimentos e pediram maior transparência no mercado de commodities, a fim de conter a volatilidade dos preços dos alimentos e atender a crescente demanda mundial.
    As propostas, apresentadas no comunicado do encontro realizado em Paris, incluem a criação de uma base global de dados que irá agregar informações sobre produção de alimentos, consumo e estoques. Este novo sistema de informação visa melhorar a transparência dos mercados de alimentos. O G-20 disse que o sistema servirá para diminuir a flutuação dos preços dos alimentos.
    O G-20 decidiu suspender as restrições sobre exportações por razões humanitárias e melhorar a ação coordenada quando catástrofes naturais ou eventos climáticos atingirem as colheitas. O grupo concordou em abrir as reservas de emergência de alimentos localizadas próximo as regiões vulneráveis do mundo, numa tentativa de ajudar a evitar e administrar crises de alimentos.
    Os ministros do G-20 também prometeram elevar a produção e a produtividade dos alimentos e promover os investimentos em novas tecnologias e em infraestrutura para isso.
    "Reconhecemos a importância de um significante aumento na produção agrícola de alimentos e da produtividade, considerando a diversidade das condições mundiais e a necessidade do uso sustentável dos recursos naturais, a fim de responder ao desafio do crescimento na demanda", disse o comunicado final do G-20.
    O ministros da agricultura dos 20 países pediram aumento da regulação nos mercados derivativos de commodities de alimentos, mas não propuseram medidas concretas para atingir tal objetivo.
    O G-20 não tomou posição sobre restrições nos investimentos em biocombustíveis, os quais utilizam uma significante parte das terras agrícolas em alguns mercados emergentes. Ao invés disso, o G-20 disse que lançaria um estudo sobre o impacto dos biocombustíveis no meio ambiente e na produção agrícola. As informações são Dow Jones. 




Fonte: estadao.com.br/internacional - 23 de Junho de 2011
http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,ministros-do-g-20-querem-alta-da-producao-de-alimentos,736145,0.htm