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quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Fabricantes de adoçantes são multadas em R$ 325,5 mil


Para o Ministério da Justiça, consumidor foi induzido a acreditar que comprava produto à base de stevia, mas a quantidade comercializada era mínima

As fabricantes de adoçantes Stevia Brasil Indústria Alimentícia e Gold Nutrition Indústria e Comércio foram multadas em 325,5 mil reais por propaganda enganosa e falta de informações a respeito da composição dos produtos. A informação foi divulgada na tarde desta terça-feira pelo Ministério da Justiça (MJ), que chegou a esse total de multa após processo de investigação que teve início há sete anos.
Na avaliação do Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC), órgão da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), que pertence ao MJ, o consumidor foi induzido a acreditar que comprava um produto à base de stevia – nome pelo qual são comercializados os edulcorantes naturais de steviosídeo. Na realidade, de acordo com o DPDC, a quantidade da substância que dá nome ao produto é "mínima". O MJ explicou que, segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o glicosídeo de steviol é o nome do aditivo alimentar com função edulcorante, que dá o sabor doce aos alimentos.
O diretor do DPDC, Amaury Oliva, disse, por meio de nota, que os rótulos dos produtos Doce Menor Stevia Mix e Stevip tinham informações inadequadas. Isso porque, além do ingrediente natural, os adoçantes contavam com outros ingredientes químicos artificiais, como o ciclamato de sódio e a sacarina. "O nome do produto e as informações incompletas sobre a composição induziram o consumidor ao erro", considerou. De acordo com Oliva, é dever do fornecedor garantir a informação correta e clara sobre as características dos produtos que comercializa.
Para chegar ao valor da multa, o DPDC levou em consideração os critérios do Código de Defesa do Consumidor e a quantidade de adoçantes vendidos pelas empresas. Como de praxe, o montante precisa ser depositado para o Fundo de Defesa de Direitos Difusos do MJ. Eles serão aplicados em projetos de proteção ao meio ambiente, patrimônio público e defesa do consumidor.
Fonte: http://veja.abril.com.br/noticia/economia/fabricantes-de-adocantes-sao-multadas-em-r-325-5-mil

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Anvisa muda regras para alimentos light e dados nutricionais nos rótulos


Medida é para termos como 'alto/baixo teor, rico em fonte de e não contém’. Decisão vai valer para o que for fabricado a partir de 1º de janeiro de 2014.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) alterou os critérios para definir alimentos light e informações nutricionais nos rótulos dos produtos, que incluem termos como "alto/baixo teor, rico em, fonte de, e não contém".
A decisão vai valer para o que for fabricado no país a partir de 1º de janeiro de 2014. E a medida também servirá para ajustar as normas do Brasil com as do Mercosul, o que deve facilitar a circulação dos itens exportados.
As novas regras valem para alimentos com gorduras trans, ômega 3, 6 e 9, e sem adição de sal. Além disso, para que os esclarecimentos e as advertências fiquem visíveis nas embalagens, as marcas devem usar o mesmo tipo de letra do restante do rótulo, com pelo menos metade do tamanho das outras informações e cor contrastante com o fundo.Segundo a resolução da Anvisa, os alimentos só poderão ser chamados de light se tiverem algum nutriente reduzido na composição, em comparação ao produto convencional.
A resolução, porém, não abrange alimentos para fins especiais, águas envasadas, sal de mesa, bebidas alcoólicas, aditivos, especiarias, vinagre, café, erva-mate e outras espécies vegetais usadas no preparo de chás.
Para o diretor-presidente da Anvisa, Dirceu Barbano, os novos critérios devem melhorar o entendimento e a identificação dos produtos pelos consumidores e pelos profissionais de saúde. Isso pretende evitar práticas enganosas, como uma marca que usa proteínas incompletas ou de baixa qualidade alegar que seja fonte de proteínas.
Barbano explica que um exemplo típico são os óleos vegetais que dizem não conter colesterol. Nesse caso, nenhum óleo vegetal fabricado pela indústria brasileira apresenta colesterol, ou seja, essa não é uma característica específica de uma marca ou outra.
Para que a medida seja aplicada, a Anvisa também mudou a base de cálculo das informações nutricionais. Antes, os critérios eram definidos a cada 100 g ou 100 ml de alimento. Agora, será estabelecida uma porção.

Fonte:http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2012/11/anvisa-muda-regras-de-alimentos-light-e-dados-nutricionais-nos-rotulos.html

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Pesquisador transforma bagaço da cana, cevada e casca de frutas em salgadinhos

Máquina "recicla" bagaço de cana e produz farinha para salgadinhos nutritivos; à direita, biscoito feito com farinha de arroz e casca de maracujáMáquina "recicla" bagaço de cana e produz farinha para salgadinhos nutritivos; à direita, biscoito feito com farinha de arroz e casca de maracujá.

De salgadinhos a sopas instantâneas, passando por bebidas, o aproveitamento de resíduos industriais pode contribuir para a produção de alimentos de qualidade e, ainda por cima, mais baratos.
Carlos Wanderlei Piler de Carvalho, pesquisador da Embrapa Agroindústria de Alimentos, coordena projeto que reaproveita bagaço de cana de açúcar, de cevada, cascas de maracujá e arroz quebrado para desenvolver alimentos nutritivos, saborosos, funcionais e, principalmente, a custos mais baixos.
"Além de oferecer um destino para rejeitos produzidos nas indústrias sucroalcooleira, de sucos e de cerveja, representa também vantagem econômica para quem produz e para quem consome, além de ser benéfico para o meio ambiente", explica Piler.
A técnica utilizada para a produção desses alimentos já é conhecida. Apesar do nome pouco sonoro, a extrusão termoplástica - processo de tratamento térmico, que por uma combinação de calor, umidade e trabalho mecânico, modifica profundamente as matérias primas, dando-lhes novas formas, estruturas e características funcionais e nutricionais - tem resultados bastante apreciados.
Na máquina extrusora podem ser colocados junto à farinha de arroz, separadamente, o bagaço da cana de açúcar, o da cevada ou a casca de maracujá. Submetidos a altas temperaturas, que podem superar os 120º Celsius na hora do cozimento, o produto é moldado em formato de salgadinho ou cereal matinal.
"Para obter diversos efeitos no produto final, podemos alternar a força mecânica e a temperatura e adicionar outros ingredientes. Para que um biscoito fique mais aerado e crocante, por exemplo, incluímos mais farinha de arroz. Esta mistura também é necessária para que os produtos tenham mais sabor, além de melhor textura", diz o pesquisador. 
De acordo com Piler, o produto mais difícil de ser processado é o bagaço da cana, por ser bastante fibroso. "Ele contém cerca de 30% de lignina, a mesma fibra da casca das árvores. Mas seu alto teor de celulose, parte de fibra insolúvel, traz benefícios para o consumidor, ajudando a regular o intestino. Além disso, ele possui um sabor adocicado", garante o pesquisador. 
Com a farinha do bagaço da cana ou com o da cevada, ricos em fibras, é possível desenvolver pães, biscoitos e sopas. Já a farinha da casca do maracujá serve para criar bebidas cremosas e biscoitos. O pesquisador orienta um grupo de doutorandos que estuda a fabricação de uma bebida nutritiva à base de cereais, entre eles o arroz.

Fonte: http://noticias.uol.com.br/meio-ambiente/ultimas-noticias/redacao/2012/10/26/bagaco-de-cana-cevada-e-casca-de-frutas-viram-comidinhas-nutritivas.htm

terça-feira, 6 de novembro de 2012

EUA investigam cinco mortes relacionadas ao consumo de bebida energética


A FDA, agência que controla a comercialização de alimentos e medicamentos nos Estados Unidos, anunciou nesta terça-feira (23) que vai investigar se cinco mortes no país estão relacionadas ao consumo de bebida energética. O órgão decidiu abrir o inquérito após receber a denúncia da mãe de Anais Fournier, que morreu em 23 de dezembro do ano passado após sofrer uma arritmia cardíaca.
Segundo o advogado da família de Maryland, a jovem de 14 anos teve uma parada cardíaca enquanto assistia a um filme na TV. Ela foi levada ao hospital inconsciente, mas morreu, segundo a autópsia, pelo excesso de cafeína no organismo que impediu seu coração de bombear sangue.
Anais tomou, em um período de 24 horas, duas latas grandes de 24-oz (cerca de 750 mililitros) que contêm cerca de 240 miligramas de cafeína cada - ou sete vezes mais a quantidade de estimulante da lata de 350 mililitros de refrigerante de cola.
Desde então, os pais tentam provar que a morte da sua filha está ligada ao consumo do energético Monster Energy Drink. Segundo eles, a empresa Monster Beverage falhou em não alertar sobre os riscos da bebida - a marca responde por mais de 30% do mercado e só fica atrás da gigante Red Bull nos Estados Unidos. Além da investigação da agência, a Monster Beverage também está sendo processada pela família de Anais. Um porta-voz da empresa disse que seus produtos eram seguros e que a marca desconhecia qualquer fatalidade causada por suas bebidas.
“Com cores brilhantes e nomes sugestivos, essas bebidas atingem adolescentes sem supervisão ou prestação de contas [à sociedade]. Essas bebidas são armadilhas mortais para jovens, meninos e meninas em fase de desenvolvimento como a minha filha, Anais”, disse a mãe Wendy Crossland à imprensa norte-americana. “Fiquei chocada em saber que a FDA pode regular a quantidade de cafeína em uma lata de refrigerante, mas não nesse tipo de bebida.”Leia mais

sábado, 3 de novembro de 2012

Alimentos causam quase 1/3 das emissões do efeito estufa, diz estudo


Entre as recomendações do novo estudo está a promoção do vegetarianismo


     A produção de alimentos responde por até 29% das emissões humanas de gases do efeito estufa, o dobro do que a ONU estimava, segundo um estudo publicado nesta quarta-feira, 31.
A diferença ocorre porque a ONU avaliou apenas as emissões decorrentes da agricultura, ao passo que a entidade de pesquisas agrícolas CGIAR levou em conta também o desmatamento, a produção de fertilizantes e o transporte dos produtos agrícolas.
     O relatório, intitulado Mudança Climática e Sistemas Alimentares, estima que a produção de alimentos gere entre 19% e 29% de todas as emissões humanas. A estimativa da ONU era de 14%.
   "Do ponto de vista alimentar, (a abordagem da ONU) não faz sentido", disse Bruce Campbell, diretor do programa de pesquisas da CGIAR sobre mudança climática, agricultura e segurança alimentar.
     Muitos países poderiam fazer uma economia significativa se reduzissem suas emissões, segundo ele. "Há boas razões econômicas para melhorar a eficiência na agricultura, não só para reduzir as emissões de gases do efeito estufa."
     A China, por exemplo, poderia reduzir fortemente suas emissões se melhorasse a eficiência na fabricação de fertilizantes. Na Grã-Bretanha, seria mais vantajoso consumir carne de cordeiro importada de fazendas mais eficientes na Nova Zelândia, em vez de criar seus próprios animais.
      Outra recomendação do relatório é para que o mundo altere sua dieta, dando preferência ao vegetarianismo. O cultivo de alimentos para vacas, porcos e ovelhas ocupa muito mais terras e emite mais gases de efeito estufa do que a manutenção de lavouras para consumo humano.
     Outro relatório do CGIAR indica que a mudança climática deve reduzir nas próximas décadas a produtividade dos três produtos agrícolas que mais fornecem calorias à humanidade - milho, trigo e arroz - nos países em desenvolvimento.
     Isso obrigaria alguns agricultores a optarem por cultivos mais tolerantes ao calor, a inundações e a secas, de acordo com o segundo relatório, intitulado Recalibrando a Produção Alimentar no Mundo em Desenvolvimento.
     Cultivos mais resistentes, como inhame, cevada, feijão-fradinho, milheto, lentilha, mandioca e banana, podem preencher o espaço deixado por produtos mais sensíveis, diz o estudo.
        "Os sistemas agrícolas mundiais enfrentam uma árdua luta para alimentar projetados 9 a 10 bilhões de pessoas em 2050. A mudança climática introduz um obstáculo significativo pra essa luta", disse o texto. A população mundial atualmente está ligeiramente acima dos 7 bilhões.
     O estudo diz também que o aquecimento global, atribuído por cientistas da ONU à atividades humanas como a queima de combustíveis fósseis, implica riscos para a produção alimentar além das lavouras, por gerar problemas também no armazenamento e transporte.

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Veja 8 alimentos que devem ser consumidos após os 40 anos

Com o passar do tempo, o corpo mostra que já não é mais o mesmo de 20 anos atrás. Por isso, é importante cuidar da dieta, incluindo alimentos que podem ajudar a manter a saúde em dia. Pensando nas pessoas que já passaram dos 40 anos, o site Daily Mail listou 8 alimentos que não podem faltar no cardápio. Veja:





Aveia
A aveia contém beta-glucanos, uma fibra solúvel que ajuda a reduzir o nível do colestero ruim. Também conta com antioxidantes exclusivos, que protegem contra a aterosclerose (acúmulo de placas nas paredes das artérias). Pesquisadores defendem que consumir apenas 3 g do grão por dia já auxilia na redução do colesterol total em 5 a 10%, o que transforma o alimento em obrigatório para pessoas com mais de 50 anos, quando o risco de doenças cardíacas cresce ainda mais. Adcionar uma colher de sopa cheia de aveia ao iogurte natural é uma boa opção para consumir o alimento.

Cereja
Fonte rica em antioxidantes e antocianina, a fruta ajuda a combater doenças comuns na meia idade, como gota e artrite. A gota, mais comum em homens, está ligada ao aumento dos níveis de ácido úrico, que formam pequenos cristais dentro das articulações. E, de acordo com pesquisas, 200 g de cerejas podem ajudar o organismo a excretar o ácido úrico em até 60%. Para incorporar a fruta ao cardápio, basta beber um corpo de suco sem açúcar três ou quatro vezes por semana.

Amêndoa
As amêndoas ajudam a reduzir os níveis de açúcar no sangue e também a diminuir o colesterol. Um estudo contou com 20 adultos que comeram 60 g de amêndoas por dia por quatro semanas e apresentaram uma redução de 9% nos níveis de açúcar no sangue, provando que o alimento pode ajudar a evitar doenças do coração e diabetes. Outra pesquisa teve a participação de 22 adultos, que tiveram um terço de suas fontes de gordura substituída por amêndoas. Após seis semanas, estes participantes apresentaram uma redução de 6% no colesterol ruim e aumento de 6% no colesterol bom. Para obter esses benefícios, escolha os tipos mais simples, já que os mais elaborados podem ter quantidades excessivas de sal.

Peixe
O ômega 3 presente no óleo do peixe pode ajudar a diminuir a pressão arterial e a reduzir o risco de arritmia cardíaca. As maiores fontes do nutriente são salmão, atum e sardinha. Uma pesquisa também revelou que mulheres que consomem peixe regularmente podem ter os riscos de AVC reduzidos. Uma boa opção de consumo é o sashimi que, por ser cru, manterá os níveis de ômega 3 intactos.

Soja
A isoflavona presente na soja já foi relacionada à redução do colesterol, ao aumento da densidade óssea em mulheres após a menopausa e à melhora da fertilidade masculina. Para acrescentar a soja ao cardápio, você pode optar por feijão edamame duas ou três vezes por semana.

Tomate
Tomates são ótimas fontes de licopeno, um antioxidante capaz de inibir a formação de células cancerígenas, assim como proteger as paredes das artérias da formação de placas. Uma pesquisa mostrou que beber 150 ml de suco de tomate após 20 minutos de exercícios pode ajudar a prevenir contra câncer de próstata, pulmão e estômago.

Leite integral
O leite integral pode ajudar a combater a perda de massa muscular associada à idade. Um estudo de 2006 concluiu que beber leite integral depois da atividade física colabora para a formação da massa muscular. O leite integral contém 118 mg de cálcio, essencial para a saúde óssea, a cada 100 ml. A quantidade recomendada por dia é 1000 mg para homens e 1200 mg para mulheres.

Frango
Grande fonte de proteína, o frango é ótimo na tarefa de manter o peso ideal e construir músculos saudáveis. A melhor opção é a região do peito que, sem a pele, tem apenas 2% de gorduras.

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Hospital das Clínicas lança programa com modelo de prato saudável


Um programa de alimentação saudável, lúdico e de fácil compreensão, foi lançado nesta quarta pelo Hospital das Clínicas da USP e pelo InCor (Instituto do Coração).
O projeto batizado de Meu Prato Saudável tem o objetivo de ensinar as pessoas a fazer escolhas melhores e em porções do tamanho ideal.
"Fizemos uma tradução da pirâmide alimentar com fotos de pratos balanceados", explica Mitsue Isosaki, diretora técnica do serviço de nutrição e dietética do InCor.
Metade do "prato saudável" deve ser repleta de salada e verduras cozidas. A outra deve ser preenchida com uma porção de proteínas (um bife ou filé de frango, por exemplo), carboidratos (arroz, batata ou massas) e proteína vegetal (feijão, grão-de-bico, soja ou lentilha). A ideia é usar alimentos comuns na mesa do brasileiro.
O programa foi apresentado na estação Sé do metrô.
Luiz Carlos Murauskas/Folhapress
Usuário do metrô brinca com jogo do prato saudável na Sé
Usuário do metrô brinca com jogo do prato saudável na Sé
Quem passava por lá podia usar jogos em tablets para montar um prato ideal. Alimentos de resina foram usados por nutricionistas para mostrar o tamanho das porções. Também foram distribuídas cartilhas com receitas.
A estratégia de divulgação conta ainda com um site (www.meupratosaudavel.com.br), aplicativos para celular e redes sociais.
O objetivo é expandir o Meu Prato Saudável para todo o país -nos próximos anos, ele será implantado no Rio e em Minas Gerais.
Há ainda um filhote do programa, o Meu Pratinho Saudável, dirigido às crianças de até 12 anos e que deverá ser levado às escolas por meio de uma parceria com a Secretaria Estadual de Educação.
O programa lembra o My Plate, lançado pelo governo dos EUA em 2011. Mas, em vez da divisão por cores, o prato brasileiro usa fotos dos alimentos para facilitar a compreensão, segundo Isosaki.

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Aprenda como substituir manteiga e margarina por alternativas mais saudáveis e saborosas.

Nutricionistas sugerem a "manteiga melhorada" e pastas como as de soja, tofu ou grão de bico
Nutricionistas sugerem a "manteiga melhorada" e pastas como a de soja, tofu ou grão de bico.

   O pãozinho nosso de cada dia pode ganhar acompanhamentos muito mais saudáveis e saborosos do que a manteiga e a margarina. Embora sejam tradicionais e favoritas nas mesas brasileiras, ambas têm o seu lado de vilãs.

   “A manteiga é rica em gordura saturada. Consumida em excesso, aumenta o risco de doenças cardiovasculares e contribui para a inflamação do organismo”, afirma Natália Colombo, nutricionista da NCNutre – Nutrição Funcional Individualizada.

   Mesmo assim, ela ainda é melhor que a margarina, pois é rica em ácido butírico, que ajuda a prevenir o câncer intestinal, e também é fonte de vitamina A, segundo Bruna Murta, nutricionista da rede Mundo Verde. “Entretanto, deve ser consumida com moderação: três vezes por semana, passando apenas a ponta da faca com manteiga no pão”, recomenda.

   Já a margarina, segundo as especialistas, não contém nenhum nutriente. “Devido à sua estrutura, não é reconhecida pelo corpo como alimento”, observa Murta. Ela explica que a margarina é produzida artificialmente, por meio do processo de hidrogenação de óleos vegetais, para ficar sólida.

   Este processo acaba formando as temíveis gorduras trans, que ativam reações inflamatórias, bloqueiam substâncias vasodilatadoras, levando ao aumento da pressão arterial, prejudicam o sistema imunológico e aumentam o risco de câncer.

   Por conta disso, os próprios fabricantes têm buscado recursos para melhorar os seus produtos como, por exemplo, o uso de substâncias que ajudam a absorver o colesterol (os fitoesteróis) ou de processo para reduzir as gorduras trans, chamado tecnicamente de interesterificação.

Manteiga de oleaginosas

   Uma alternativa caseira bem saudável é a manteiga de oleaginosas, feita com castanhas como amêndoas, avelãs ou nozes. O preparo é fácil: basta tostar as castanhas e passá-las num processador até obter uma pasta. A partir daí, vale a criatividade para diversificar os sabores, adicionando mel, cacau em pó ou baunilha, entre outros produtos.

   “As castanhas possuem uma grande quantidade de gorduras boas, ou seja, ácidos graxos mono e poli-insaturados, além de vitaminas B e E, cálcio, ferro, magnésio e arginina, que ajuda a regular a pressão arterial e melhorar a imunidade”, relata Colombo.

   Ainda, segundo a nutricionista, as oleaginosas são ricas em selênio, que contribui no combate aos radicais livres, substâncias produzidas pelo organismo que causam o envelhecimento precoce.

   Outra dica é fazer a manteiga de azeite de oliva extra virgem, incluindo as ervas e os condimentos que preferir. Este azeite previne doenças cardiovasculares ao diminuir o chamado colesterol ruim e aumentar o colesterol bom. “Além disso, é anti-inflamatório, previne alguns tipos de câncer, ajuda a reduzir a gordura visceral e melhora a saúde da pele, entre outros benefícios”, diz.

Versão melhorada

   Para quem não quer mudar radicalmente, a nutricionista sugere a “manteiga melhorada”, uma mistura da manteiga tradicional com a mesma quantidade de azeite de oliva extra virgem. “Assim, é possível diminuir os impactos negativos de um produto e agregar os pontos positivos do outro. E quando você acrescenta ervas, adiciona os benefícios delas também”.

   No caso dos azeites, Colombo reforça que o ideal é usar os do tipo extra virgem com acidez máxima de 0,5% a 0,8%, acondicionados em vidros escuros, pois preservam mais a qualidade.

   Pastas de grão de bico (húmus), de tofu e de soja também são opções saudáveis para acompanhar pães frescos, torradas e bolachas, sugere Murta. Já no preparo de bolos, doces e tortas, a nutricionista recomenda usar óleos vegetais, como os de canola, girassol ou coco, inclusive para untar as formas, pois eles apresentam benefícios semelhantes aos do azeite. A substituição deve ser feita na mesma proporção da receita original.

   As especialistas lembram que estas trocas favorecem a saúde, mas não têm efeito para quem quer perder peso, uma vez que os produtos substitutos apresentam praticamente a mesma quantidade de calorias da manteiga ou da margarina. Para se ter uma ideia, uma colher de chá de margarina tem 40 calorias.


sexta-feira, 5 de outubro de 2012



Brasil será um dos campeões de mortalidade cardiovascular em 2040; portanto, cuidado com o sal .

Rosana Faria de Freitas
Do UOL, em São Paulo

Apesar da extração do sal marinho ser distinta em relação ao refinado, ambos apresentam igual composição, podendo promover os mesmos efeitos fisiológicos
Apesar da extração do sal marinho ser distinta em relação ao refinado, ambos apresentam igual composição, podendo promover os mesmos efeitos fisiológicos.
Bate certa culpa – e receio – na hora de pegar o saleiro e despejar o pozinho branco sobre a comida? É bem provável que sim, principalmente se você é do tipo que se interessa e lê sobre nutrição e saúde. Afinal, não é de hoje que médicos alertam que o componente, em excesso, aumenta o risco de doenças do coração, especialmente a pressão alta, também conhecida como hipertensão. O Brasil deverá ocupar o posto de  campeão de mortalidade cardiovascular em 2040, entre os países emergentes, de acordo com dados da OMS (Organização Mundial da Saúde).
Mas não é o caso de eliminar totalmente o sal da alimentação. Ele tem sua importância para a saúde. “O sal de cozinha tradicional, ou cloreto de sódio, é composto por 40% de sódio, mineral que representa o principal íon positivo dos fluidos corporais, e 60% de cloreto, íon negativo. Ambos têm funções, como conter a pressão osmótica, quer dizer, o volume de água que passa através da membrana celular. Além disso, o sódio é responsável pela transmissão de impulsos nervosos e pelo estímulo da secreção gástrica”, ressalta Ricardo Zanuto, graduado em nutrição e educação física, doutor em fisiologia humana pelo Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (USP).
Como vemos, o sódio é um dos elementos mais importantes do líquido extracelular, atuando basicamente no equilíbrio dos fluidos do corpo. Ele age, também, para controlar a pressão sanguínea– e, por isso, a ingestão elevada do mesmo ocasiona um aumento do sistema hormonal e, consequentemente, uma série de desordens fisiológicas.

A ordem, então, é não ficar nos extremos: nem cortar radicalmente do cardápio, nem exagerar na dose. “Apenas quando consumido em demasia, pode trazer riscos para a saúde”, salienta Fábio Medici Lorenzeti, mestrando no Laboratório de Nutrição e Metabolismo da Escola de Educação Física e Esporte da USP, técnico em nutrição e dietética.

Porém, em nosso país, abusa-se do sódio. A Organização Mundial de Saúde recomenda o consumo máximo de 2 g diárias, o que equivale a 5 g de sal (pois 40% do sal é composto de sódio). Estima-se que, atualmente, o brasileiro consuma mais que o dobro desta quantidade – algo em torno de 12 g de sal por dia.

Acordo para redução

De acordo com o Ministério da Saúde, os males cardiovasculares incluem hipertensão, doenças cardíacas coronarianas (infarto e angina), insuficiência cardíaca congestiva (ICC), acidente vascular cerebral (AVC) e cardiopatias congênitas. A Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) calcula que mais de 320 mil brasileiros morrem, todo ano, vítimas destes distúrbios, estatística confirmada pela Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (Socesp).

A entidade vem alardeando que as condições, em 2040, serão preocupantes e, entre os emergentes, o Brasil possivelmente ocupará o posto de campeão de mortalidade cardiovascular – profecia que encontra respaldo na Organização Mundial da Saúde (OMS).

É importante lembrar que o governo brasileiro e a indústria assinaram, no último mês de agosto, um acordo que promete reduzir o teor de sódio em alimentos como margarinas, cereais matinais e temperos prontos. O compromisso propõe uma diminuição de 1,3% (no caso de temperos à base de alho e cebola) e até 19% (para margarinas vegetais) ao ano.

Em 2011, já haviam sido assinados dois termos relativos a produtos consumidos em sua maioria por crianças e jovens, como massas instantâneas, vários tipos de pães, misturas para bolos, salgadinhos de milho e batata frita.



terça-feira, 2 de outubro de 2012

Saiba quais são e como atuam os alimentos que ajudam a retardar o envelhecimento


Promessas de juventude eterna são um engodo, mas qualquer ajudinha para retardar um pouco os sinais do envelhecimento é sempre bem-vinda, não importa em que idade, certo? A boa notícia é que uma dieta saudável, rica em alimentos antioxidantes, faz isso de forma natural e muito gostosa.
Os anos vão passar na mesma velocidade, claro, mas com uma alimentação balanceada os sinais na saúde e na aparência vão ser menores, garantem especialistas em nutrição.

Os alimentos ricos em nutrientes antioxidantes combatem as marcas de expressão na pele, estimulam o sistema imunológico e ainda ajudam a prevenir doenças cardiovasculares e o câncer. Isso acontece porque os antioxidantes são moléculas que se ligam aos radicais livres, anulando seus efeitos.
“Radicais livres, apesar de serem metabólicos naturais das reações do nosso organismo, em excesso, são responsáveis pelo envelhecimento precoce e podem estar ligados ao Mal de Alzheimer e de Parkinson”, explica a nutricionista Rafaela Isis Allevato, do Hospital San Paolo.
Mas o médico Durval Ribas Filho, presidente da Associação Brasileira de Nutrologia (Abran), alerta que, na busca da juventude, não adianta comer apenas os alimentos com ação antioxidante. O bom resultado, diz, vem do equilíbrio.
“Há grandes estudos mostrando que um bom aporte de fibras, vitaminas e mineirais, aliado a exercícios físicos, aumenta a longevidade e promove a agerasia, que é o envelhecimento saudável. Isso é o sonho de todos nós: morrer o mais velho possível, mas sendo jovem”, afirma.

Segundo Ribas Filhos, o resultado dos hábitos alimentares saudáveis inclui tanto evitar doenças como ficar com um aspecto visual melhor, pois a dieta equilibrada ajuda a dar uma boa textura para pele e cabelos.

O consumo diário de frutas, verduras, legumes, castanhas, cereais integrais e, ao menos duas vezes por semana, de peixes, é suficiente para sentir no organismo os efeitos positivos dos antioxidantes, garante a nutricionista Marcella Quattrucci, do restaurante Seletti Culinária Saudável.
Consumo constante
“A ação dos antioxidantes ocorre logo após a ingestão e durante a permanência destas substâncias no corpo; entretanto, os efeitos benéficos são percebidos no longo prazo e os alimentos ricos em antioxidantes devem ser consumidos constantemente”, recomenda.

Os carotenóides, vitamina C, E e ômega 3, são exemplos de antioxidantes que auxiliam a retardar o envelhecimento, a proteger o coração e a controlar os níveis de colesterol. Segundo Quattrucci, todos os tipos de antioxidantes atuam na proteção do organismo com algumas especificidades, mas não é preciso se preocupar com a ingestão de cada um deles: uma dieta variada e colorida resolve a questão.

A variedade é recomendada também por Allevato. “Ingerir determinado alimento apenas para ter a quantidade de antioxidantes pode ser prejudicial. Por exemplo, se eu tomar chá verde em excesso vou ter insônia, irritabilidade, disponibilidade a dor de estômago”, diz. A nutricionista alerta ainda que não existe a necessidade de se tomar suplementos de antioxidantes, uma prática inclusive desaconselhada pelos profissionais.

Saber se você está consumido uma boa dose de alimentos antioxidantes é simples: basta verificar se você ingere 400 g de frutas, legumes e verduras diariamente, explica Ribas Filhos.