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segunda-feira, 8 de abril de 2013

Alimentos têm deflação global, mas sobem no País


Considerado um dos celeiros do mundo, o Brasil tem vivido uma situação inusitada nos últimos meses. Enquanto os alimentos ficaram mais baratos no exterior desde o ano passado, o preço da comida brasileira está na contramão e sobe sem parar há 19 meses.
Dados da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO, na sigla em inglês) mostram que, globalmente, os alimentos têm queda consecutiva desde outubro de 2012 e acumulam deflação de 2,6% no período. No Brasil, ao contrário, os preços ao consumidor subiram 5,5%.
Com a economia global ainda tentando sair da crise, a demanda por commodities segue aquém do esperado pelos analistas, especialmente em grãos - segmento em que o Brasil é um forte exportador. Com as estimativas frustradas, os preços internacionais engataram a tendência de queda.
Comparação. Levantamento feito pelo Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado, com dados da FAO revela que a economia global vive atualmente a maior sequência de quedas do índice de preços de alimentos desde o estouro da crise financeira no fim de 2008.
Esse índice é medido pela FAO conforme a evolução mensal do preço de 55 alimentos de origem vegetal e animal em cinco categorias: açúcar, carnes, cereais, lácteos e oleaginosos.
O Brasil, porém, não sentiu essa recente virada dos preços. Na mesa do consumidor brasileiro, ao contrário, nada mudou e a inflação segue firme a tendência de alta. Ou seja, a queda dos preços internacionais - verificada nas commodities como soja, milho, café e carnes - ficou em algum lugar até chegar à casa do consumidor.
Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) mostram que os preços do grupo Alimentação e Bebidas têm subido todos os meses desde agosto de 2011, conforme a série dessazonalizada. Nesse período, a inflação da comida avançou nada desprezíveis 16,5% ou mais de três vezes a meta de inflação perseguida pelo Banco Central. No índice medido pela FAO, o mundo é completamente diferente: deflação acumulada de 9% nos mesmos 19 meses.
Na contramão. Os dois últimos meses do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) - parâmetro oficial no Brasil para a evolução dos juros -, inclusive, revelam que a remarcação voltou a ganhar força e a inflação de alimentos e bebidas foi de 1,63% em janeiro e 1,52% em fevereiro.
O ritmo é o mais forte desde o fim de 2007, quando alimentos chegaram a subir 1,97% em um mês. Naquele ano, porém, o Brasil cresceu mais de 7,0%. Em 2012, vale lembrar, o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro girou em torno de 1,0% e deve avançar para 3,0% este ano. Ou seja, alimentos têm subido tanto quanto em 2007, mas a economia roda muito abaixo da velocidade daquele ano.
Nos 12 meses acumulados até fevereiro, o grupo Alimentação e Bebidas do IPCA dessazonalizado acumula alta de 11,7%, a maior desde novembro de 2008 - logo após a quebra do banco americano Lehman Brothers. Na medição internacional de preços de alimentos feita pela FAO, o mesmo período acumulou deflação de 2,24%.

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Quais alimentos podem substituir o caro tomate?


O grande trunfo do tomate é um antioxidante chamado licopeno. Mas os alimentos com cores do amarelo ao vermelho, como a cenoura e a abóbora, podem substituí-lo a contento

Desde que o preço do tomate atingiu altas históricas, nas últimas semanas, e praticamente virou artigo de luxo na mesa dos brasileiros, restaurantes e consumidores estão o utilizando cada vez menos. Na hora de montar o cardápio das refeições, no entanto, é possível substituí-lo por outros alimentos de igual ou semelhante valor nutricional. Qualquer vegetal ou fruta que tenha coloração entre o amarelo e o vermelho trazem o mesmo tipo de carotenoide (substância responsável pela coloração vermelha do fruto) pelo qual o tomate é famoso: o licopeno.
Antioxidante notório pela capacidade de ajudar a prevenir o câncer de próstata, o licopeno é um carotenoide que dá a cor avermelhada a certos alimentos — como melancia e goiaba. Os carotenoides, por sua vez, além de serem corantes naturais, se caracterizam por ajudarem o corpo a manter seus níveis normais de vitamina A. A ingestão dessa substância é importante porque ajuda a prevenir a liberação dos radicais livres, moléculas que levam ao envelhecimento e ao desenvolvimento de doenças.
"Não adianta, no entanto, comer apenas tomate ou apenas cenoura, que são do mesmo grupo. A pessoa deve comer cinco cores diferentes, já que cada grupo de cor oferece um tipo de antioxidante diferente, para garantir uma ação eficaz", diz o médico Durval Ribas Filho, presidente da Associação Brasileira de Nutrologia (Abran).
Para substituir o consumo de tomate, basta escolher qualquer outro vegetal ou fruta que tenha coloração variante entre amarelo e vermelho. Entre as opções mais comuns estão cenoura, abóbora, melancia, caqui e goiaba. O ideal é que o consumo desses alimentos, assim como o de tomate, seja de 100 gramas diárias. Além do licopeno, o tomate também é rico em vitamina C, magnésio, potássio e fibras. Essas substâncias, no entanto, podem ser facilmente encontradas em grande parte dos demais legumes e vegetais.
Fonte: http://veja.abril.com.br/noticia/saude/quais-alimentos-podem-substituir-o-tomate

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Até metade dos alimentos do mundo vai para o lixo, diz estudo


    Até a metade de todo o alimento produzido no mundo acaba indo parar no lixo devido a métodos falhos de colheita, armazenamento e transporte, assim como de atitudes irresponsáveis de varejistas e consumidores, afirmou um relatório nesta quinta-feira. O mundo produz cerca de quatro bilhões de toneladas métricas de alimentos por ano, mas entre 1,2 e 2 bilhões de toneladas não são consumidos, disse o estudo do Instituto de Engenheiros Mecânicos, com sede em Londres. "Esse nível de desperdício é uma tragédia que não pode continuar se quisermos ter sucesso no desafio de atender de forma sustentável nossas futuras demandas de alimentos", disse. Nos países desenvolvidos, como a Grã-Bretanha, métodos eficientes de agricultura, transporte e armazenamento indicam que a maior parte do desperdício ocorre através do comportamento varejista e do consumidor. Os varejistas produzem 1,6 milhão de toneladas de resíduos alimentares por ano porque rejeitam grupos de frutas e legumes comestíveis que não cumprem os critérios exatos de tamanho e aparência, disse o estudo da sociedade de engenharia. "Trinta por cento do que é colhido do campo nunca realmente atinge o mercado (principalmente o supermercado) devido à triagem, seleção de qualidade e por não cumprir critérios puramente cosméticos", disse. Dos alimentos que chegam às prateleiras de supermercados, de 30 a 50 por cento do que é comprado nos países desenvolvidos são jogados fora pelos consumidores, geralmente devido à má compreensão das datas de "melhor consumido antes" e "usar até". Uma data que diz "usar até" é colocada quando há um risco de saúde associado com o uso do alimento depois dessa data. Um "melhor consumido antes" fala mais sobre a qualidade, quando ela expira, não significa, necessariamente, que o alimento seja prejudicial, mas que pode perder parte do sabor e textura. No entanto, muitos consumidores não sabem a diferença entre os rótulos e jogam no lixo alimentos antes que o prazo de validade expire.
POPULAÇÃO CRESCENTE
     Na Grã-Bretanha, cerca de 16,3 bilhões dólares em alimentos são jogados fora pelas residências todos os anos, e parte disso é apta para o consumo, disse o estudo. Já em países menos desenvolvidos, como os da África subsaariana ou os do Sudeste Asiático, o desperdício costuma ocorrer devido à ineficiência na colheita e no armazenamento. Nos países do Sudeste Asiático, por exemplo, as perdas com o arroz podem ser de 37 a 80 por cento da produção, totalizando cerca de 180 milhões de toneladas por ano, disse o documento. A Organização das Nações Unidas (ONU) prevê que a população mundial atinja o pico de cerca de 9,5 bilhões de pessoas até 2075, significando que haverá 2,5 bilhões de pessoas a mais para alimentar. O aumento populacional, junto com a melhoria da nutrição e a mudança de dietas, pressionará pelo aumento no fornecimento global de alimentos nas próximas décadas. O aumento no preço dos alimentos e das commodities vai levar à necessidade de reduzir o desperdício, tornando a prática de descartar frutas e legumes comestíveis por razões cosméticas menos viáveis economicamente. No entanto, os governos não deveriam esperar que o preço dos alimentos provoque uma ação sobre essa prática de desperdício, mas produzir políticas que mudem o comportamento do consumidor e convençam os varejistas a deixar de lado esse modo de agir, disse o estudo. Países que se desenvolvem rapidamente, como Brasil e China, vêm aprimorando a infraestrutura para transportar as colheitas, ganhar acesso aos mercados exportadores e melhorar as instalações de armazenamento, mas precisam evitar os erros cometidos pelas nações desenvolvidas e garantir que sejam eficientes e bem conservados. Países mais pobres exigem investimentos significativos para melhorar sua infraestrutura, disse o relatório. Por exemplo, a Etiópia está estudando desenvolver uma rede nacional de instalações para armazenamento de grãos que deve custar pelo menos 1 bilhão de dólares. "Esse nível de investimento será necessário para diversas commodities e em vários países, e os esforços coordenados serão essenciais", disse o relatório.

(Reportagem de Nina Chestney) 


Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,ate-metade-dos-alimentos-do-mundo-vai-para-o-lixo-diz-estudo,982793,0.htm

sexta-feira, 29 de março de 2013

Óleo de avelã e semente de girassol são alternativas saudáveis; veja por quê

A semente de girassol é nutritiva e rica em gordura poli-insaturada e, quando torrada, apresenta nutrientes

Sempre muito popular na cozinha dos brasileiros, o óleo é um produto que requer atenção pelo perigo que pode oferecer à saúde, dependendo da quantidade ingerida e de sua origem.

Durante o último Congresso Internacional de Nutrição Funcional e Esportiva, realizado em São Paulo em 2012, um dos produtos que chamou a atenção foi o óleo de avelã. Não é para menos, ele une o útil ao agradável, dando um sabor especial aos pratos e sendo uma boa opção para a saúde. Por ser uma fruta oleaginosa, a avelã é generosa em gorduras boas e saudáveis para o organismo.

"Rico em ácido oléico, um monoinsaturado dos ácidos graxos, o óleo ajuda a reduzir os níveis de colesterol e a controlar o diabetes. Além disso, possui as vitaminas B1, B2 e B6, essenciais para a formação do sangue e saúde mental", explica Paula Castilho, nutricionista da Sabor Integral Consultoria em Nutrição.

O óleo de avelã ajuda ainda a prevenir problemas como aterosclerose (acúmulo de material gorduroso nas paredes das artérias), doenças cardíacas e AVC (Acidente Vascular Cerebral).  A vitamina E, presente em abundância nesse produto, é um potente oxidante que ajuda a reduzir a degeneração da célula.
Fábio Bicalho, nutricionista clínico e funcional, ressalta outro benefício da avelã: "É rica também em ômega-9, gordura essencial à alimentação, caroteno, selênio, fósforo, potássio e magnésio". Por ser estável a altas temperaturas, o óleo não queima facilmente e possui um sabor adocicado que enriquece tanto pratos salgados como doces.
  • Thinkstock
    A avelã é rica em gorduras boas e saudáveis para o organismo e seu óleo ajuda a reduzir os níveis de colesterol e a controlar o diabetes
O ideal é que 30% da energia que uma pessoa precisa seja obtida por meio da ingestão de gordura. "A de origem vegetal é constituída de vários ácidos graxos mono e poli-insaturados, que apresentam benefícios à saúde, como a melhora na proporção de colesterol bom e ruim no sangue. Por isso, óleos como o de avelã são indicados", explica Paulo Henkin, médico nutrólogo da Abran (Associação Brasileira de Nutrologia).

Girassol

Outro destaque no último Congresso Internacional de Nutrição Funcional foi o óleo de pepita de girassol. A semente de girassol é nutritiva e rica em gordura poli-insaturada e, quando torrada, apresenta nutrientes como vitaminas E, D e do complexo B, selênio, fósforo e potássio. Com tantos benefícios, esse óleo foi apresentado no evento como um grande auxiliar nos tratamentos nutricionais. O produto representa uma alternativa saudável em substituição à manteiga, óleo de soja e margarina.

Bicalho explica o motivo: "Esses outros apresentam alto teor de gordura saturada, mais prejudicial à saúde: 66%, 15% e 18%, respectivamente. Em comparação a eles, o óleo de girassol ganha, pois seu teor é de apenas 11%."

Leve e fluido, o óleo traz benefícios à saúde e pode ser consumido todos os dias. "Contém gorduras poli-insaturadas, que desempenham a função de reduzir o mau colesterol (LDL) e atua como antioxidante essencial para a formação e recuperação muscular", afirma Castilho. Outra vantagem é seu alto teor de vitaminas B e B1, fundamentais, como já foi dito, para o bem-estar psicológico.

Com um sabor que lembra o de nozes, o óleo de pepita de girassol pode acompanhar saladas, pratos frios, massas e carnes.
fonte : http://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/redacao/2013/03/29/oleo-de-avela-e-pepita-de-girassol-sao-alternativas-saudaveis-veja-porque.htm

domingo, 13 de janeiro de 2013

Alimentos mais nutritivos já estão sendo produzidos no Brasil

A produção é parte de um projeto da Embrapa Foto: Getty Images

A produção é parte de um projeto da Embrapa
Foto: Getty Images


Feijão com o dobro de ferro, batata-doce alaranjada com muita vitamina A e arroz polido com altos teores de zinco. Esses alimentos já estão sendo produzidos no Brasil e podem ser aliados importantes no combate à desnutrição, principalmente da população mais pobre. Os produtos foram desenvolvidos pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e são conhecidos como alimentos biofortificados.
A técnica proporciona o melhoramento por meio da seleção das sementes que apresentam características desejáveis de micronutrientes e não usa a manipulação genética, o que significa que não são alimentos transgênicos. A pesquisa começou há cerca de dez anos, sob a coordenação da engenheira de alimentos da Embrapa Marilia Nucci.
'Nós estamos desenvolvendo cultivos agrícolas com maiores teores de ferro, zinco e pró-vitamina A. Começamos trabalhando com mandioca, feijão e milho. Depois fomos adicionando outros alimentos, como o feijão caupi [variedade resistente à seca], batata-doce, trigo e abóbora. Estamos buscando alimentos básicos, consumidos em grande quantidade pela população mais carente.'
A Embrapa dispõe de uma quantidade de sementes para o plantio das safras. A distribuição é feita por meio de pedidos diretos, que podem ser feitos por prefeituras ou escolas, podendo ser utilizados nos programas de merenda escolar. O foco do projeto é a Região Nordeste. Testes foram feitos nos estados do Maranhão, de Sergipe e do Piauí, onde também é processada a multiplicação das sementes.
O feijão teve os teores elevados de 50 gramas para 90 gramas de ferro por quilo. A mandioca, que praticamente não tem betacaroteno, passou para nove microgramas por grama. A batata-doce teve o betacaroteno elevado de 10 microgramas por grama para 115 microgramas por grama. O arroz teve o teor de zinco acrescido de 12 para 18 microgramas por quilo. 'A batata-doce que nós lançamos é cor de abóbora. Ela tem a mesma quantidade de pró-vitamina A que a cenoura. O gosto é muito bom e está agradando principalmente as crianças', disse.
A Embrapa faz parte de uma aliança internacional para desenvolver alimentos biofortificados, mas a propriedade intelectual do que for desenvolvido no Brasil pertencerá à empresa. No país, já são cerca de 1,2 mil famílias plantando alimentos biofortificados, com expectativa de se chegar a 15 mil nos próximos três anos.
Em 2014, a Embrapa pretende desenvolver um teste de impacto nutricional com a população para medir os resultados dos alimentos biofortificados em comparação aos convencionais. Atualmente a empresa desenvolve sete variedades agrícolas: abóbora, arroz, batata-doce, feijão, feijão caupi, mandioca e milho. Outras informações podem ser acessadas na página da Embrapa sobre o projeto: www.biofort.com.br.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013


Alergia a alimentos pode melhorar com exposição a pequenas doses

Técnica conhecida como dessensibilização tenta imunizar o paciente por meio de um consumo leve, porém crescente, de produtos que costumam causar o problema.


Até pouco tempo atrás, pessoas com alergia a algum alimento tinham de eliminá-lo de sua dieta. Mas pesquisas recentes têm demonstrado a eficácia de uma nova alternativa: a imunoterapia por dessensibilização, que consiste em expor o paciente a quantidades pequenas e crescentes do alimento que provoca a reação alérgica.
Gabriel, entre sua mãe e a médica Ariana Yang: ele tem alergia a leite desde os 6 meses de vida - Epitácio Pessoa/AE
Epitácio Pessoa/AE
Gabriel, entre sua mãe e a médica Ariana Yang: ele tem alergia a leite desde os 6 meses de vida
Caso a resposta do paciente seja positiva, ele não precisa mais se privar do ingrediente e, além disso, livra-se do risco de consumi-lo sem saber, no meio de alimentos industrializados. “Essa é uma mudança recente que tem ocorrido no tratamento de alergias a alimentos mais comuns, como leite, ovo e trigo”, afirma a médica Ariana Campos Yang, da Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia.
Um dos estudos que comprovou o sucesso da estratégia foi publicado neste ano pela revistaNew England Journal of Medicine. Pesquisadores da Universidade da Carolina do Norte submeteram 40 crianças de 5 a 11 anos alérgicas a ovo ao consumo diário de um pó à base de ovo.
A quantidade do produto, no início muito pequena, foi aumentando progressivamente. Depois de 22 meses, as crianças passaram por um teste no qual ingeriram 10 gramas do alimento, o que equivale a dois ovos inteiros. O resultado foi que 75% dos participantes conseguiram passar no teste e começaram a tolerar o consumo de ovo.
Outra pesquisa, divulgada pela Universidade de Cambridge em março, testou a técnica para tratar alergias a amendoim. Crianças com alergia severa receberam quantidades crescentes de farinha de amendoim, o que fez com que se tornassem tolerantes ao alimento.
A alergia ocorre quando há um erro no sistema imunológico. Com a função de nos defender, o sistema pode errar nessa tarefa e provocar uma reação forte contra um alimento que, para outras pessoas, é inofensivo. “Quando começamos com uma dose menor e aumentamos de forma contínua, conseguimos induzir as células regulatórias, que consertam o que está errado no sistema, deixando assim de ter aquela reação contra o alimento”, diz Ariana, que aplica o tratamento no Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP).
“No início, o alimento é ingerido em concentrações muito diluídas. Começamos com doses bem pequenas por via oral até chegar ao alimento puro. Cerca de 90% dos pacientes têm boa resposta”, observa Ariana.
Reação imediata. No HC, essa estratégia já vem sendo adotada há cerca de dez anos. Nem todo alérgico é candidato ao tratamento, mas podem se beneficiar aqueles que têm a alergia conhecida como IgE mediada, na qual a reação ao alimento é imediata.
“O fato de a reação ser rápida facilita a dessensibilização, pois já se sabe na hora se o paciente teve ou não reação. Nas alergias tardias, em que os sintomas começam horas ou dias depois, não se sabe qual dose o paciente está tolerando”, explica Ariana. Existe também uma idade mínima para o início do tratamento, de 5 anos, pois antes disso a alergia pode desaparecer sozinha.
Especialistas lembram que esse tipo de tratamento jamais deve ser feito sem acompanhamento médico. “O tratamento deve ser feito em uma instituição segura. Existe um risco de o paciente ter um choque anafilático, por isso é preciso ter recursos de tratamento e profissionais habilitados para lidar com uma reação”, diz a alergologista Yara Arruda Mello, do Hospital São Luiz.
Segundo Yara, a alergia alimentar pode ter manifestações na pele, com urticárias, no trato digestivo, com diarreia e vômito, ou no sistema respiratório.
Para o médico gastroenterologista Aytan Miranda Sipahi, do Hospital Sírio-Libanês, os casos de alergia têm aumentado. “Discute-se se o aumento veio com a maior capacidade de diagnosticar ou se houve um aumento de verdade”, afirma. Ele observa que fatores ambientais como o aumento da poluição e dos aditivos agrícolas usados na alimentação poderiam ser responsáveis por este aumento.
fonte:http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,alergia-a-alimentos-pode-melhorar-com-exposicao-a-pequenas-doses,979089,0.htm

sábado, 5 de janeiro de 2013

Técnica americana mantém pão conservado por até 60 dias

Uma empresa americana desenvolveu uma técnica que mantém o pão conservado por até 60 dias, o que reduziria significativamente o total de alimentos desperdiçados, segundo seus criadores.

A técnica da Microzap consiste em erradicar as substâncias e organismos que produzem o bolor ao cozinhar a massa em fornos micro-ondas especiais que foram desenvolvidos inicialmente para matar as bactérias causadoras da salmonela e o estafilococo.

No laboratório da empresa, sediado na Universidade de Tecnologia do Texas, fica o forno especial, que lembra um aparelho de produção em linha industrial. Don Stull, executivo da empresa, explica como é o processo. "Nós tratamos uma fatia do pão no forno, e então checamos a quantidade de bolor no pão. Depois de 60 dias, a quantidade era a mesma desde o momento em que saiu do forno", diz.

O bolor é um dos principais problemas do armazenamento do pão. Se os pães estão em embalagens plásticas, qualquer resquício de água no alimento pode evaporar e tornar a superfície úmida. Com isso, criam-se condições para o crescimento do Rhizopus stolonifer, fungo que gera o bolor, que geralmente aparece 10 dias após aberto o pacote.

O forno usado tem a mesma tecnologia dos micro-ondas comuns, mas com algumas particularidades. "Nós usamos frequências de formas variadas, emitidas por um radiador. Temos basicamente uma densidade homogênea no sinal, o que quer dizer que não deixamos pontos frios e quentes como nos micro-ondas domésticos", explica Stull.

O aparelho atraiu a atenção da indústria panificadora, mas há receios de que ele aumente os custos de produção. Além disso, há o fato de que os consumidores não necessariamente estejam dispostos a comer um pão com mais de um mês de fabricação. "Precisamos que haja aceitação do consumidor. A maioria das provavelmente aceitaria se a qualidade do alimento for mantida", afirma.

Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,tecnica-americana-mantem-pao-conservado-por-ate-60-dias,967457,0.htm

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Criança que faz refeições em família come mais frutas e verduras


Segundo pesquisa, ter pais que consomem com frequência esses alimentos e morar em uma casa com grande variedade de vegetais também são fatores contribuem com boa alimentação das crianças

Alimentação

O estudo mostrou que, em média, as crianças inglesas consomem 293 gramas por dia de frutas e verduras, o que equivale a 3,7 porções (Thinkstock)
O hábito de realizar refeições junto com pais e familiares faz com que as crianças consumam mais frutas, legumes e verduras. E, quanto maior a frequência com que isso ocorre, maiores são as chances de o jovem atingir as recomendações diárias de ingestão desses alimentos. É o que mostra uma pesquisa realizada na Inglaterra e publicada nesta quarta-feira no periódico Journal of Epidemiology and Community Health. Ainda segundo o estudo, que foi feito na Universidade de Leeds, na Grã-Bretanha, outros fatores, como a dieta dos pais e a variedade de vegetais disponíveis na casa da criança, também ajudam a elevar esse consumo.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda a ingestão diária de cinco porções de 80 gramas cada de frutas, verduras e legumes, para que as quantidades necessárias de vitaminas e minerais sejam obtidas. Isso porque esses alimentos ajudam a evitar diversas doenças e prevenir a obesidade. No entanto, os níveis reais de consumo continuam abaixo dessa meta na maior parte dos países da Europa e também no Brasil.
Segundo escreveram os autores desse estudo no artigo, o ambiente do lar é um fator importante, pois é onde os hábitos alimentares se desenvolvem, e onde os pais, que são quem mais influenciam a qualidade da dieta dos filhos, dão os exemplos a serem seguidos.
            Participaram da pesquisa mais de 2.000 crianças com idade média de oito anos que estudavam em 52 escolas primárias de Londres. Os pais responderam questionários sobre a alimentação de seus filhos, a frequência com que as refeições em família eram realizadas e a quantidade de frutas e verduras que os próprios pais consumiam.

CONHEÇA A PESQUISA

Título original: Family meals can help children reach their 5 A Day: a cross-sectional survey of children’s dietary intake from London primary schools

Onde foi divulgada: periódico Journal of Epidemiology and Community Health

Quem fez: Meaghan S Christian, Charlotte E L Evans, Neil Hancock, Camilla Nykjaer e Janet E Cade

Resultado: Crianças cujos pais afirmaram que comem juntos “às vezes”, consumiram 95 gramas por dia a mais do que aquelas que nunca comem com os familiares, o que equivale a 4,6 porções. Já aquelas que sempre fazem as refeições em família consumiram 125 gramas de frutas e verduras a mais diariamente, atingindo a quantidade recomendada de cinco porções.



Fonte: http://veja.abril.com.br/noticia/saude/crianca-que-faz-refeicoes-em-familia-come-mais-frutas-e-verduras

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Natal não precisa ser sinônimo de açúcar e gordura; veja dicas para uma ceia saudável

     Sempre prefira champanhe e vinho a bebidas destiladas, pois estas últimas são mais calóricas

     Você sabia que é possível engordar até dois quilos em um único dia de comilança nas festas de fim de ano? E, além de comprometer as formas, há o risco de a pessoa ainda passar mal, com sensação de barriga cheia, estufamento e outros desconfortos como má digestão e azia.

     A razão para toda essa problemática é simples: nesta época do ano, ingerimos alimentos que não estamos acostumados a comer e que, não raro, são pesados. Afinal, o cardápio das ceias é baseado em hábitos da Europa, continente muito frio em dezembro, o que leva à inclusão de itens calóricos.

     Como as preparações são sazonais, as pessoas exageram com a desculpa de que só comem tais delícias uma vez por ano. O problema é que as iguarias – rabanada, tender, pernil, chester, panetone – não são nada leves, aumentando o consumo de gordura saturada, trans e colesterol.

     "É um prato cheio, literalmente falando, para o surgimento de doenças cardiovasculares, pois são gorduras que se acoplam facilmente em nossas veias e artérias", salienta Andréa Santa Rosa Garcia, nutricionista pela Universidade Santa Úrsula (RJ) e membro do Institute for Functional Medicine (EUA).

Perigo

     A situação fica ainda mais delicada se a pessoa se alimenta mal durante o ano e, para completar, acaba extrapolando nessa época, conforme analisa Paula Castilho, especializada em nutrição clínica e diretora da Sabor Integral Consultoria de Nutrição, de São Paulo. "Se a dieta já está errada, só tende a piorar nas festas, o que traz riscos não só para as formas como também para a saúde."

     Caso haja determinação e força de vontade, todas as tentações gastronômicas não impedirão você de organizar um Natal e um Réveillon sofisticados, porém, saudáveis e, na medida do possível, mais "enxutos". Segundo Paula Castilho, há itens benéficos para o organismo, como as nozes e as frutas – cereja, uva, ameixa, abacaxi. "Os doces com açúcar refinado, por outro lado, podem ficar fora do menu, pois não só engordam como alavancam a produção de radicais livres, que levam ao envelhecimento precoce".


Dicas

1. APERITIVOS
     Você pode comer sementes e oleaginosas como nozes, castanhas e amêndoas, mas sempre de forma moderada porque são itens calóricos. Outra opção viável são as frutas secas como figo, tâmara, ameixa e damasco.

2. ENTRADA: 
     Invista em uma boa salada como prato inicial, incrementada com sementes de abóbora, girassol e linhaça. Além de favorecer a saúde, você evita começar a refeição de estômago vazio, com muita fome. "Ou, então, ingira um pires de sopa antes de sair de casa", sugere Paula Castilho, especialista em nutrição clínica.

3. PRINCIPAL:
     Agora, o mais difícil - qual escolher entre peru, chester, tender e pernil? Se for se guiar pela quantidade de calorias, a ordem é exatamente esta: o peru é o mais magrinho, seguido pelos outros. "Todos constituem proteínas de alto valor biológico, com nutrientes valiosos como ferro, biotina e vitaminas do complexo B", diz a nutricionista Andréa Santa Rosa Garcia. Ela sugere retirar a pele das aves antes do cozimento, medida que ajudará a reduzir o teor de colesterol do prato. Outras dicas: consuma tais alimentos sempre assados e, durante o preparo, evite o uso de manteiga ou azeite, preferindo óleo de canola ou girassol (use o azeite apenas na finalização); e acrescente frutas ao prato, como o abacaxi, que ainda dá uma força na digestão .



4. GUARNIÇÃO:
     Na hora de compor o prato, selecione uma porção apenas de carboidrato. Quer dizer, vá de arroz ou farofa. E, ao preparar esta última, misture com legumes ralados (cenoura, abobrinha) e farelos. "Além de diminuir o índice glicêmico (nível de açúcar no sangue), você reduz as calorias", atesta a nutricionista Andréa Santa Rosa Garcia. O arroz pode ganhar um punhado de castanhas moídas, que o deixarão mais colorido e saboroso.
      Além disso, incluir a lentilha na refeição é decisão inteligente. Ela é rica em triptofano, aminoácido que se converte em serotonina, neurotransmissor responsável pelo bem-estar e pelo humor.

5. SOBREMESAS:
     Que tal rabanada cozida ou no forno, em vez de frita? "Não faça frituras para as festas. Esta técnica praticamente dobra o número de calorias de um prato. Só para ter ideia, uma colher de sopa de óleo acrescenta cerca de 100 calorias", adverte a nutricionista Andréa Santa Rosa Garcia.
     Optar pelas frutas típicas da época como cereja, pêssego, abacaxi, uva e ameixa. "Elas oferecem um aporte de antioxidantes, que combatem o envelhecimento das células, e de minerais como selênio, zinco e manganês, capazes de, inclusive, ajudar o organismo a processar outros alimentos", diz a nutricionista Andréa Garcia.  
     Se está com vontade de algo "mais doce", em vez do pêssego em calda, vá de uma fatia de abacaxi regada com canela (cerca de 40 calorias). "Você ainda pode moer avelãs e jogar por cima", sugere Paula Castilho.
     Outras trocas sugeridas pela nutricionista Paula Castilho são uma fatia de bolo de chocolate diet (140 calorias), em vez de atacar o panetone (280 calorias a fatia de 80 g); 4 colheres (sopa) de banana congelada batida com cacau em pó (80 calorias) no lugar do sorvete (no sabor chocolate, 120 calorias a bola pequena de 60 g); e 5 unidades de cereja natural (40 calorias), em vez de cereja em calda (51 calorias em 1 colher de sopa). "Neste último caso, você pode consumir com gelatina diet, se quiser. E lembre-se de que a fruta oferece flavonoides, desintoxicantes do organismo".

Quando a festa acabar, aproveite o dia seguinte para aderir a um programa de desintoxicação. Faça refeições leves, com verduras, legumes e frutas. "E beba bastante chá que tem efeito diurético", indica Paula Castilho, complementando com sua última dica: praticar pelo menos 30 minutos de atividade física ou esporte, mesmo que seja uma simples caminhada.



quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Alimento orgânico versus não orgânico: qual o melhor?

Seja qual for o médico ou nutricionista consultado, 100% deles recomendam o consumo de verduras, legumes e frutas como forma de garantir uma boa saúde. Mas essa unanimidade se esfacela na hora de dizer se os alimentos orgânicos são mais saudáveis que os demais. E a polêmica parece que ainda está muito longe de ser resolvida em definitivo.

Para alguns, vale a pena procurar por eles e até pagar um pouco a mais; a recompensa é um alimento mais saboroso, livre de agrotóxicos e mais amigável ao meio ambiente. Mas há os que defendam que, sob o ponto de vista da saúde do consumidor, não há provas de que os orgânicos tragam benefício extra e, portanto, não faz diferença a forma como o alimento é produzido.

A corrente que defende a indiferenciação entre orgânicos e não-orgânicos ganhou fortes argumentos com a publicação no início de setembro do mais amplo estudo de meta-análise (compilação de vários estudos científicos) feito até o momento, mostrando que, sob o aspecto da quantidade de nutrientes – como carboidratos, proteína, vitaminas e minerais – há pouca ou nenhuma diferença entre os orgânicos e os demais.

Para chegar à conclusão, pesquisadores da Universidade Stanford, coordenados pela médica Dena Bravata, fizeram uma revisão de 17 acompanhamentos clínicos em humanos e 233 pesquisas que comparavam os níveis de nutrientes e contaminantes em alimentos, de acordo com a forma de produção.

Segundo Durval Ribas Filho, presidente da Abran (Associação Brasileira de Nutrologia), esse resultado já era esperado, pois na prática clínica nenhum médico observa diferenças na nutrição de pacientes que só consomem orgânicos. “Muitas vezes a versão do fato é mais forte que o fato. Até o momento, o fato é que não há comprovação científica de que a composição dos alimentos orgânicos seja melhor que os demais”, diz.

Mas o nutrólogo ressalta que, de forma nenhuma, isso significa ele esteja desaconselhando o consumo de orgânicos. “Ambos fazem bem à saúde. Frutas, verduras e legumes devem ser consumidos sempre. Se a diferença nutricional ainda não foi observada cientificamente, é certo que existe um lado filosófico e ambiental”, afirma.

Ribas Filho alerta apenas que, orgânicas ou não, as hortaliças precisam ser bem lavadas, pois independentemente do tipo de produção elas podem ter contaminações por bactérias como salmonela e E.coli, por exemplo.

Confira a reportagem inteira em http://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/redacao/2012/12/03/alimento-organico-versus-nao-organico-qual-o-melhor.htm

Fonte: www.uol.com.br