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quinta-feira, 6 de junho de 2013

Ceres mostra benefícios do sorgo sacarino, uma nova matriz energética para a cadeia produtiva do etanol

Empresa norte-americana da área de biotecnologia, especializada na produção de sementes para culturas energéticas, introduz no Brasil uma solução que permite às usinas estender sua produção de etanol ao período da entressafra da cana-de-açúcar

Novo gerente geral da Ceres para o Brasil, o executivo André Luiz Junqueira Franco será oficialmente apresentado no evento

A experiência da norte-americana Ceres Inc. no desenvolvimento de plantas energéticas empregadas na fabricação de biocombustíveis e outros produtos será tema de um seminário que acontece nesta terça-feira (4/6), em Campinas. A subsidiária do grupo no Brasil, a Ceres Sementes, apresenta resultados parciais colhidos com uma tecnologia inovadora que permite às usinas produzir etanol a partir de híbridos de sorgo sacarino, e com isso estender a fabricação do biocombustível ao período da entressafra da cana-de-açúcar.

Segundo a Ceres Brasil, 24 usinas da região Centro-Sul do País, incluindo os maiores grupos do setor, realizam desde 2010 estudos relacionados ao etanol de sorgo sacarino. De acordo com o gerente de marketing, Antonio Kaupert, essas empresas estão hoje prolongando a fabricação do etanol combustível por períodos de até 60 dias no ano-safra.

“Temos desafios a superar em relação ao manejo agronômico, que é recente. Porém, a viabilidade econômica para estabelecimento de uma cadeia produtiva ancorada no sorgo sacarino, com operação efetiva na entressafra da cana-de-açúcar, está mais que comprovada”, afirma Kaupert. “Os estudos que elaboramos com as usinas revelam que o sorgo sacarino embute potencial para aumentar a rentabilidade dessas empresas pela maior oferta de biocombustível”, complementa.

Kaupert explica que a planta sorgo sacarino apresenta ciclo produtivo de aproximadamente 120 dias, com limite de 150 dias, realizado no período de novembro a março - exatamente, portanto, na entressafra da cana-de-açúcar. 

Introduzido no Brasil pela Embrapa nos anos de 1970, oriundo da África, o sorgo sacarino é cultivado pelo manejo de sementes híbridas e exibe diversas semelhanças com a cana, sobretudo o alto potencial energético resultante do acúmulo de açúcar.

Ainda mais surpreendente, acrescenta Kaupert, é o fato de o processamento de etanol de sorgo sacarino não demandar alteração no maquinário de colheita e industrialização, que em geral é o mesmo usado no processamento da cana-de-açúcar. 

“Para produzir etanol de sorgo sacarino as usinas não precisam investir em equipamentos novos. A capacidade está instalada. A conhecida operação logística que envolve a cana da colheita até o processamento industrial é exatamente a mesma para o sorgo sacarino”, complementa Kaupert.

As semelhanças, contudo, param por aí. Ele enfatiza que o sorgo sacarino não substitui à cana-de-açúcar. “Trata-se de matriz energética complementar, que funciona como instrumento de suporte para aumento da escala de produção e de fornecimento de etanol ao mercado”, observa Kaupert.

O seminário começa às 8h00, com ênfase nas características econômicas e agronômicas do sorgo sacarino e terá também a apresentação do novo gerente geral, André Luiz Junqueira Franco (ex-Monsanto). Ao longo do dia grandes grupos sucroenergéticos e outras empresas de peso do agronegócio relatam seus casos de sucesso e expectativas quanto ao futuro do sorgo sacarino no Brasil.

Indicadores parciais da cultura

A Ceres Brasil informa que os resultados da safra de sorgo sacarino 2012/13 estão sendo apurados. A expectativa é que os indicadores tragam ganhos no comparativo com o ano passado, quando ocorreu a primeira safra comercial dos híbridos da empresa, da marca BLADE®. 

O pipeline da Ceres, assinala o executivo, possui híbridos com potencial para ultrapassar a produtividade de 100 t/ha num futuro bastante próximo. “Esse dado é altamente relevante, atestando o grande potencial econômico da cultura do sorgo sacarino.”

Uma projeção da consultoria Datagro, divulgada pela Agência CMA, aponta que o sorgo sacarino pode adicionar aos números da indústria sucroenergética um volume entre 3,5 mil e 5 mil litros de etanol, por hectare, ao ano, o que equivale também a elevar a produção em aproximadamente 5 bilhões de litros ao ano.

Parcerias e híbridos na safra 13/14

Parte do esforço da Ceres para consolidar o sorgo sacarino no Brasil está ancorado em acordos firmados com a Embrapa – Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – e a suíça Syngenta, companhia líder mundial do setor de proteção de cultivos e biotecnologia.

Com a Embrapa, a Ceres desenvolverá práticas de manejo agrícola e industrial da nova variedade de sorgo sacarino BRS 511. De acordo com a Ceres, trata-se de uma semente precoce com alto potencial produtivo de colmos e teores elevados de açúcares fermentáveis no caldo. A empresa obteve licenciamento exclusivo para produzir e comercializar as sementes da variedade BRS 511, que passará a integrar o portifólio BLADE®, formado por híbridos de ciclo precoce e pleno. 

Já a Syngenta será parceira numa estratégia que visa a desenvolver o sorgo sacarino como fonte de açúcares fermentáveis nas usinas de etanol no Brasil.

A Ceres também está lançando oito novos híbridos de sorgo sacarino com vistas ao manejo da cultura na safra 2013/14. O novo portfólio abrange seis híbridos de ciclo pleno da marca BLADE® – CB 7640, CB 7621, CB 7521, CB 7300, CB 7290 e CB 7201 – e dois de ciclo precoce – EJ 7282 e EJ 7281. Estes, diz o executivo, têm recomendação de cultivo no início da safra de sorgo sacarino, entre os meses de novembro e dezembro.

Após instalar-se e consolidar sua estrutura operacional no País em Janeiro de 2010, a Ceres considera ter avançado rapidamente e aposta no crescimento do número de ‘sorgoviais’ instalados nas usinas. “As principais empresas do Brasil estão aderindo à nossa tecnologia e a veem hoje como a melhor e mais viável alternativa de curto prazo no suporte à produção do etanol, bem como à cogeração de energia”, conclui Antonio Kaupert.
Fonte: http://www.portaldoagronegocio.com.br/conteudo.php?tit=ceres_mostra_beneficios_do_sorgo_sacarino,_uma_nova_matriz_energetica_para_a_cadeia_produtiva_do_etanol&id=94204

domingo, 2 de junho de 2013

Estudo encontra vínculo entre substância do café e aumento de peso

    Um estudo feito na Austrália surpreendeu cientistas ao indicar que o consumo de uma substância encontrada no café pode estar ligado ao aumento de peso.

 

    Segundo a pesquisa do Instituto de Pesquisa Médica do Oeste da Austrália e da Universidade do Oeste da Austrália, o consumo diário de ácido clorogênico em quantidades equivalentes às encontradas em mais de seis xícaras de café por dia pode levar a um aumento no acúmulo de gordura nas células.
    O ácido clorogênico vinha sendo associado à redução do risco de diabetes, de hipertensão arterial e acúmulo de gordura corporal, daí a surpresa dos cientistas.
    A pesquisa, divulgada na publicação científica Journal of Agricultural and Food Chemistry, procurou analisar como o aumento do consumo de certos compostos encontrados no café poderia melhorar a função cardiovascular.
    Nela, os estudiosos submeteram camundongos obesos a uma dieta rica em gordura durante 12 semanas.
    Eles tinham sua dieta diária enriquecida com ácido clorogênico em uma quantidade equivalente à encontrada em seis xícaras de café. A expectativa era de que eles teriam menos resistência à insulina e perderiam peso.
    No entanto, os resultados sugerem o oposto - que o consumo do ácido não só cria condições para um ganho de peso, como também uma maior intolerância à glicose e um aumento da resistência à insulina.

Fígado

    "(Os camundongos usados na pesquisa) ganharam pelo menos o mesmo peso que camundongos alimentados com comida normal", disse o bioquímico Kevin Croft, da Universidade do Oeste da Austrália, ao jornal The Sydney Morning Herald.
    "Isso (o ácido clorogênico) também não teve efeito benéfico sobre seus níveis de açúcar e também, um pouco mais preocupante, os camundongos que receberam essa substância do café apresentaram uma tendência a acumular gordura em seus fígados."
    Os estudiosos estão agora conduzindo testes em 25 pessoas para verificar neles o efeito do ácido clorogênico sobre a saúde vascular e a pressão arterial.
    Além de no café, o ácido clorogênico também é encontrado em chás e algumas frutas, como ameixas e frutas vermelhas.
    Em declarações no jornal britânico The Daily Telegraph, Vance Matthews, professor do Instituto de Pesquisa Médica do Oeste da Austrália, destacou que o consumo de café com moderação ainda é considerado seguro.
   "Aparentemente, os efeitos na saúde dependem da dose", explicou. "O consumo moderado de café, até três ou quatro xícaras por dia, aparentemente diminui a chance de se desenvolver males como doenças cardiovasculares e diabetes tipo 2."

sábado, 25 de maio de 2013

Brasil é o sexto país que mais usa pesticida no mundo

Pesquisa sobre o uso de agrotóxicos no mundo mostra o Japão na liderança do ranking, quando considerado o volume de investimento em dólares por tonelada de alimento produzido. Brasil aparece em sexto lugar.
Quando considerado o investimento em dólares por tonelada de alimento produzido, o Japão é líder mundial no consumo de agrotóxicos, segundo estudo feito pela consultoria alemã Kleffmann, encomendado pela Associação Brasileira de Agronegócio (Abag). O Brasil aparece em sexto lugar no levantamento realizado em 2009.
Segundo a Anvisa, responsável por analisar o uso de agrotóxicos e conceder registro no Brasil, juntamente o com o Ministério da Agricultura e o Ibama, os níveis de resíduos de agrotóxicos nos alimentos consumidos no Brasil não são exatamente altos. Para a entidade, o que são altos são os níveis de irregularidades encontradas.
O Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos apontou o uso de substâncias não autorizadas na cultura alimentar como a principal irregularidade observada. O controle ineficaz do nível de agrotóxico no varejo é um dos principais responsáveis para essa situação, aliado a outros fatores, na avaliação da entidade, como o baixo nível de conscientização de alguns produtores.
De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), pesticidas são potencialmente tóxicos para outros organismos, incluindo seres humanos.Para a Anvisa, o uso descontrolado de agrotóxicos pode trazer sérios riscos à saúde. Entre os principais problemas estão efeitos neurotóxicos, que afetam os sistemas nervoso e imunológico, problemas respiratórios e o desenvolvimento de alergias, problemas renais, hepáticos e até mesmo câncer.
Ranking:
1: Japão,  2: França,  3: Comunidade Européia,  4: Argentina,  5: Estados Unidos,  6: Brasil.

Fonte:

domingo, 19 de maio de 2013

FAO sugere consumo de insetos para combater a fome


A Organização das Nações Unidas (ONU) tem novas armas para combater a fome, melhorar a nutrição e reduzir a poluição. Na verdade, elas podem estar rastejando ou voando perto de você agora mesmo: são os insetos comestíveis.
A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, conhecida pelas iniciais em inglês FAO, declarou que gafanhotos, formigas e outros membros do mundo dos insetos são subutilizados na alimentação de pessoas, de animais de estimação e na pecuária.
Em um relatório de 200 páginas divulgado nesta segunda-feira em Roma, a FAO observa que 2 bilhões de pessoas em todo o mundo já suplementam suas dietas com insetos, que têm alta porcentagem de proteínas e minerais e trazem benefícios ao ambiente.
Os insetos são "extremamente eficientes" na conversão de ração em carne comestível, diz a agência. Na média, ele podem converter 2kg de ração em 1kg de massa. Em comparação, o gado exige 8kg de ração para produzir 1kg de carne.
"A maioria dos insetos tende a produzir menos gases causadores do efeito estufa, altamente nocivos ao ambiente, além de se alimentarem de resíduos e lixo humano, compostagem e chorume animal e alimentos", argumentou a agência.
Atualmente, a maioria dos insetos comestíveis são recolhidos em florestas. A maior parte da produção em escala é geralmente familiar e atende a nichos de mercado específicos, mas a ONU diz que a mecanização pode elevar a produção, lembrando que a indústria de iscas para pesca há muito tempo produz insetos.
A produção de insetos é "uma das várias formas de abordar a alimentação e a segurança alimentar", prossegue a agência.
"Os insetos estão em todo lugar e se reproduzem rapidamente", afirmou a FAO, acrescentando que eles deixam "uma pequena pegada ambiental". Eles fornecem proteínas e nutrientes de alta qualidade na comparação com carne e peixe e são "particularmente importantes como suplemento alimentar para crianças subnutridas", diz o documento.
Os insetos também podem ser ricos em cobre, ferro, magnésio, manganês, fósforo, selênio e zinco, além se ser uma fonte de fibra.
A FAO lembrou que seu Programa de Insetos Comestíveis também examina o potencial dos aracnídeos, tais como aranhas e escorpiões, embora eles não sejam estritamente considerados insetos.
Biólogos têm analisado o valor nutricional dos insetos comestíveis e alguns deles, como certos besouros, formigas, grilos e gafanhotos chegam perto da carne vermelha magra ou do peixe assado em termos de quantidade de proteínas por grama.
Mas eles são saborosos? O relatório lembra que algumas lagartas no sul da África e ovos de formigas tecelãs no sudeste da Ásia são considerados iguarias e atingem altos preços.
E muitas pessoas que podem não gostar da ideia de consumir insetos podem já tê-los ingerido em algum momento na vida, já que muitos são engolidos inadvertidamente. As informações são da Associated Press.

Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,fao-sugere-consumo-de-insetos-para-combater-a-fome,1031400,0.htm

sexta-feira, 17 de maio de 2013


FDA alerta incorporação da cafeína em alimentos e guloseimas

O diretor adjunto da FDA, Michael Taylor, considerou "muito preocupante" o aumento cada vez maior do número de alimentos aos quais é adicionada cafeína


"Temos a impressão de que alguns grupos da indústria da alimentação seguem um caminho potencialmente perigoso", disse Taylor ao site da FDA na internet
A agência encarregada de alimentos e medicamentos nos Estados Unidos (FDA) considerou "perigosa" a incorporação da cafeína em alimentos, guloseimas e gomas de mascar, pedindo à indústria alimentícia que atue com moderação no que diz respeito a esta prática.
O diretor adjunto da FDA, Michael Taylor, considerou "muito preocupante" o aumento cada vez maior do número de alimentos aos quais é adicionada cafeína - à exceção das bebidas -, após o anúncio do lançamento pelo grupo Mars de uma versão com cafeína da goma de mascar Wrigley.
Nas últimas semanas, as lojas dos Estados Unidos receberam vários produtos novos com adição de cafeína, entre eles xarope para panquecas, aveia, biscoitos, batatas fritas ou sementes de girassol.
"Temos a impressão de que alguns grupos da indústria da alimentação seguem um caminho potencialmente perigoso", disse Taylor ao site da FDA na internet. "Esta goma de mascar (lançada pela Mars) é só o último exemplo desta moda de adicionar cafeína aos alimentos", acrescentou.
"Um pacote desta goma de mascar equivale a ter quatro xícaras de café no bolso", afirmou.
"Nossa preocupação está relacionada com o fato de ver a cafeína em uma série de produtos que podem atrair crianças e adolescentes, sem nenhuma consideração pelas consequências que isto pode ter", continuou o diretor adjunto da FDA.
A agência não regula o consumo de cafeína desde que permitiu sua incorporação em refrescos na década de 1950, lembrou Taylor, afirmando que as normas atualmente em vigor "não preveem a proliferação atual de produtos com cafeína".
Em 2010, a FDA proibiu adicionar cafeína às bebidas alcoólicas e no final do ano passado questionou a alta concentração de cafeína em bebidas energéticas, depois que várias mortes foram aparentemente associadas ao seu consumo.
Taylor pediu à indústria que atue com moderação enquanto a FDA estuda o tema. "Esperamos que este possa ser um ponto de inflexão para evitar a adição irresponsável de cafeína nos alimentos e bebidas", disse.

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Anvisa vai criar regras para recall de alimentos


LÍGIA FORMENTI - O Estado de S.Paulo
BRASÍLIA - A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) vai regulamentar o recall de produtos alimentícios no País. O texto que servirá de base para a resolução obriga as empresas a comunicarem ao órgão problemas constatados em seus produtos e dá poderes para que a agência aponte prazos para o recolhimento de alimentos e a forma como a companhia deverá informar problemas para os consumidores.
"A Anvisa não dispõe no momento de instrumentos necessários para garantir que a empresa comunique a população sobre eventuais problemas com alimentos", afirma o diretor da agência, José Agenor Álvares.
No caso da recente contaminação do suco Ades, a Unilever não era obrigada a informar a agência sobre o desvio de produção. "Não fomos comunicados. A informação foi dada num primeiro momento para o Departamento de Proteção de Defesa do Consumidor", contou Álvares.
No fim de fevereiro, uma falha em uma das 11 linhas da fábrica de Pouso Alegre da Unilever fez com que 96 embalagens de 1,5 litro do suco de maçã Ades fossem envasadas com soda cáustica e água. Quando ingerido, o líquido provoca queimaduras.
A agência ficou sabendo do problema por meio da imprensa. "O episódio reforçou a necessidade de regras claras para os casos de desvios de produção", disse Álvares, que estuda estender a iniciativa a outros produtos regulados pela agência.
Pelo menos 14 pessoas entraram em contato com a fabricante relatando problemas provocados pelo consumo do produto. Para Álvares, a forma como a população foi informada sobre a contaminação também deixou a desejar. "Daí a importância de a Anvisa verificar também a forma como as informações são prestadas à comunidade."
Cronograma. A minuta da proposta será apresentada na próxima reunião da Diretoria Colegiada da Anvisa, programada para terça. O texto, depois de aprovado pela diretoria e pela consultoria jurídica da agência, vai para consulta pública. A expectativa é de que o texto final seja publicado em até quatro meses.
O diretor da agência defendeu também a definição de mecanismos para garantir que o recolhimento do produto seja feito de forma adequada, num prazo razoável. "Não vamos delimitar um período. Isso vai depender de cada caso, mas é preciso que haja regras. O objetivo é que produtos sejam retirados o mais rapidamente possível."
O texto também prevê punições em caso de desrespeito. Os mecanismos existentes hoje permitem que as multas cheguem a R$ 1,5 milhão. Na reunião de terça-feira também será discutida uma proposta de resolução com regras para regulamentar o acesso e o fornecimento de remédios em investigação clínica.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Feijão deve tomar o lugar do tomate como novo vilão da inflação


Alta nos preços de alimentos não dará trégua, projeta economista


As refeições dos brasileiros deverão continuar caras. Depois do aumento da salada puxada pela disparada do preço do tomate, será a vez do feijão ganhar peso no orçamento do consumidor.
É que, segundo o economista e sócio-diretor da Global Financial Advisor, Miguel Daoud, o tomate pode sair de cena na pressão inflacionária de hortaliças e verduras, mas o feijão tomará o lugar de vilão da inflação no grupo alimentar de grãos ao longo das próximas semanas.
– A inflação de alimentos não vai dar sossego. O preço do feijão já está subindo – alertou Daoud.
Segundo o especialista, o aumento de preço está ligado ao fato de o governo, via Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), não ter reunido condições para fazer preço mínimo (estocagem) no ano passado. Isso ocorreu porque, conforme Daoud, o valor do saco de feijão no atacado permaneceu durante todo o ano de 2012 acima do preço do mínimo.
O economista explica que a questão nem passa pelo peso do produto na composição do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (somados, os feijões carioca, mulatinho, preto e fradinho representam 0,43% do indicador). O problema, explica o especialista, é que, por ser um produto frequente na dieta diária do brasileiro, o feijão tem poder para disseminar inflação por toda a refeição dentro e fora do domicílio.
– Uma inflação desta natureza acaba se espalhando porque atinge o orçamento das pessoas comuns – observou Daoud.
Na ponta do consumidor, segundo mostrou o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), na segunda quadrissemana, período de 30 dias encerrados no último dia 15, o preço do feijão subiu 5,06%.
Em alta
No Paraná, maior produtor de feijão no país, o preço da saca de 30 quilos do grão subiu 25,85%, para R$ 154,66, no período de 8 a 11 de abril em relação à semana anterior.
A safra 2012/2013 poderá chegar a 2,987 milhões de toneladas, alta de 2,3% em comparação com 2,919 milhões de toneladas no período anterior.
Além disso, a Conab informou que a produção tende a ser menor nos próximos levantamentos, em razão do "clima chuvoso no sul do país e seco no Nordeste".
Fonte: http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/economia/noticia/2013/04/feijao-deve-tomar-o-lugar-do-tomate-como-novo-vilao-da-inflacao-4113885.html

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Embrapa lança variedade de arroz destinada à produção de etanol


foto 2 de arroz gigante reduzida

    A nova linhagem ganhou o apelido de arroz gigante porque o tamanho do grão é duas vezes maior que o do arroz comum – como você observa na figura acima – más não é só essa diferença, o arroz gigante também tem o dobro da quantidade de amido, o que representa grande vantagem para a produção de etanol.
    O lançamento da variedade será para o Rio Grande do Sul, estado que importa hoje 98% do etanol que consome e com a produção a partir do arroz, a meta para a safra do ano que vem é produzir metade do volume do combustível comprado de outros estados.
    “Num volume de produção em termos de área, se atingíssemos 10% da área do estado, o restante destinado para a produção de alimentos, apenas esses 10% estariam produzindo etanol suficiente para reduzir em 50% a importação de etanol no Rio Grande do Sul”, explica Ariano Magalhães, pesquisador da Embrapa.
    O cultivo da nova variedade é o mesmo do arroz comum, só que o grão gigante deve ter 40% a mais de produtividade. Além do uso na produção de biocombustível, ele pode ser usado também na alimentação animal e humana, mas a produção vai ser limitada pelas próprias usinas para evitar que os produtores migrem das lavouras do cereal comum para a produção de etanol.
    “Todos ganharão no sentido de que não haverá excesso de produção do arroz para consumo humano porque quando isso acontece, o preço cai muito na hora da colheita“.
    Para se chegar a essa grão foram necessários oito anos de pesquisa. A primeira safra deve ser plantada no segundo semestre deste ano.

terça-feira, 23 de abril de 2013

Pesquisadores produzem carboidratos a partir de plantas não-comestíveis

Reconfiguração molecular da celulose presente em folhas e caules de milho deu origem à amilose, que se transforma em glicose no organismo humano



Pesquisadores do Instituto Politécnico e Universidade Estadual da Virgínia (conhecido também como Virginia Tech), nos Estados Unidos, criaram uma técnica que transforma plantas não-comestíveis em um tipo de alimento rico em nutrientes. No estudo, publicado no periódico Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), a equipe demonstra como conseguiu reconfigurar as propriedades químicas da celulose para que ela se transforme em amido (um carboidrato) — que pode corresponder a até 40% da ingestão calórica humana.

A celulose, presente na parede celular das plantas, é responsável por sua rigidez e sustentação. De característica fibrosa, ela não é digerida pelos seres humanos. Já o amido, presente nos vegetais, é a reserva energética desses seres, e corresponde de 20% a 40% da ingestão calórica diária dos seres humanos.

No estudo, partes de plantas menos utilizadas para consumo e pela indústria, como folhas e caules — que têm bastante celulose mas são pobres em amido — foram empregadas para a geração de um produto com utilidade alimentícia. O tipo de molécula que os pesquisadores produziram é a amilose, uma das partes que compõem o amido, e se transforma em glicose no organismo humano.

“Além de ser uma fonte de alimento, o amido pode ser utilizado para a produção de plásticos para embalagens biodegradáveis”, afirma Yi-Heng Percival Zhang, principal autor do estudo.

Cadeia de transformação — Para transformar a celulose em amido, os pesquisadores utilizaram uma cadeia de enzimas. “A celulose e o amido possuem a mesma fórmula química. A diferença são as ligações entre as moléculas. Nós utilizamos essa cadeia de enzimas para quebrar as ligações da celulose, permitindo a sua reconfiguração”, diz Zhang.

A técnica utiliza celulose de folhas e caules de milho e converte em média 30% da celulose em amido. O restante é transformado em glicose, que pode ser utilizada para a produção de etanol. Como não precisa de equipamentos especiais, calor ou reagentes químicos, e também não produz resíduos, o processo é considerado ecologicamente correto.

Leia mais sobre o assunto em: http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia/pesquisadores-produzem-carboidratos-a-partir-de-plantas-“nao-comestiveis”

domingo, 21 de abril de 2013

Beterraba pode reduzir a pressão arterial


Beterraba contém nitrato, substância usada em drogas contra pressão arterial alta
Foto: Fábio Seixo/ 03-11-2010



  Suco de beterraba pode reduzir a pressão arterial em torno de 7%, segundo um pequeno estudo publicado no periódico “Hypertension”. Cientistas acreditam que o nitrato presente na beterraba amplia os vasos sanguíneos, ajudando o sangue a fluir mais facilmente. Atualmente, pessoas com dor no peito, ou angina, usam drogas que contém nitrato para amenizar os sintomas.
  A pesquisa envolveu oito mulheres e sete homens com pressão entre 140 to 159 milímetros de mercúrio (mm Hg), sem outras complicações médicas e que não ingeriam medicamento de controle. Os participantes beberam 250 mililitros do suco ou água (placebo) e tiveram a pressão monitorada por 24 horas. Comparado com o grupo de placebo, os participantes que beberam suco de beterraba tiveram a pressão arterial sistólica e diastólica reduzidas em média em 10 mm Hg, mesmo depois que os níveis de nitrito no sangue voltaram ao normal. O efeito foi mais acentuado ocorreu entre três a seis horas depois de beber o suco, mas ainda teve resultado até 24 horas depois.
  Os pesquisadores, A Escola de Medicina e Odontologia de Londres, que têm estudado a relação da beterraba com a pressão arterial há anos, acreditam que mais estudos ainda são necessários. Eles advertem, por exemplo, que uma consequência de beber o suco de beterraba é que a urina pode ficar rosa.
  Grandes concentrações de nitrato também são encontradas no aipo, couve, outros vegetais e folhas verdes, como espinafre e alface. O suco de beterraba utilizado no estudo continha cerca de 0,2g de nitrato, níveis encontrados em uma grande bacia de alface ou duas beterrabas.
- Ficamos surpresos com o quão pouco nitrato era necessário para fazer um efeito tão grande - comentou a autora do estudo e professora de farmacologia vascular na Faculdade de Medicina de Londres, Amrita Ahluwalia. - Nossa esperança é que um aumento da ingestão de vegetais com alto teor de nitrato na dieta, tais como folhas ou beterraba, pode melhorar a saúde cardiovascular.
  Ela ressalta, entretanto, que as descobertas ainda são preliminares para sugerir uma dieta baseada no consumo de suco de beterraba:
- O estudo mostra que, em comparação aos indivíduos com pressão arterial normal, menos nitrato é necessário para produzir a redução na pressão arterial. No entanto, ainda é incerto se este efeito é mantido a longo prazo.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/saude/beterraba-pode-reduzir-pressao-arterial-8125235#ixzz2R4DQbU1y