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domingo, 16 de junho de 2013

Estudo busca prolongar vida útil da pimenta dedo-de-moça

Irradiação é eficaz na conservação da polpa da pimenta e testes determinarão se ocorrem perdas sensoriais


Pimentas

Piracicaba - Uma das pimentas mais apreciadas pelos brasileiros, de picância e aroma suaves, é foco de pesquisa que está sendo realizada na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) e no Centro de Energia Nuclear na Agricultura (CENA) da USP, em Piracicaba. Aplicação de radiação, com doses de 7,5 a 10 kGy (unidade de radiação), e armazenamento à temperatura de 25 graus Celsius (ºC) foram eficientes para conservar a polpa pura da pimenta ‘Dedo-de-Moça’.
O estudo, que tem como objetivo prolongar a vida útil da pimenta in natura e em polpa pelo uso da irradiação, trabalha com a hipótese de que com aplicação da radiação gama pode-se aumentar a vida útil, com alterações mínimas na qualidade sensorial e nutricional do alimento.
A qualidade e os fatores que afetam a conservação da Capsicum baccatum var. Pendulum, conhecida popularmente como ‘Dedo-de-Moça’, ainda são pouco conhecidos, embora seu valor nutricional, econômico e social no Brasil e no mundo seja de grande importância.
“As pimentas do gênero Capsicum estão entre as especiarias mais consumidas e mais valorizadas na culinária mundial como temperos. Pesquisas tem indicado a irradiação como uma técnica economicamente viável, bem como fisicamente segura para a conservação de alimentos”, explica a doutoranda Regina Célia Rodrigues de Miranda Milagres.
Conservantes
Dois fatores influenciaram a pesquisa. O primeiro, é que as pimentas são comercializadas, geralmente, na forma de conservas, molhos ou desidratadas. Esses produtos são, normalmente, adicionados de sal ou outros conservantes químicos que, se consumidos em grandes quantidades, podem ser nocivos à saúde. Dessa forma, a utilização de polpa de pimenta pura será uma alternativa para o consumidor que busca por produtos mais saudáveis.
O segundo se deu por conta de que as conservas e os molhos de pimenta, geralmente, passam por processamento térmico, o que pode contribuir para a redução do valor nutricional e sensorial. Assim, espera-se que o uso da técnica de irradiação prolongue a vida útil da polpa de pimenta sem causar grandes perdas nutricionais.
Irradiação
Foram realizados testes para determinar a dose ideal de irradiação a ser empregada na pimenta in natura e em polpa. Os frutos recém-colhidos foram selecionados, embalados, irradiados com as doses de 0,00; 0,25; 0,50; 0,75; 1,00; 1,25 e 1,50 kGy, armazenados a 5ºC e 25ºC por 15 dias e avaliados quanto às características físico-químicas (teor de sólidos solúveis, pH, acidez total, titulável, ratio, cor, perda de peso e umidade) e visuais (incidência de doenças, turgidez e cor).
A radiação gama, nas doses estudadas, não foi promissora para conservação da pimenta Dedo-de-Moça in natura. “O fator que mais contribuiu para manter a qualidade das pimentas durante a estocagem foi a refrigeração”, justifica a pesquisadora.
Diante desses resultados, outro foco da pesquisa foi testar a técnica de irradiação na polpa da pimenta, onde foram realizados testes com doses entre 1 e 20 kGy e armazenamento a temperatura de 25ºC. “Os resultados indicaram que as doses de 7,5 a 10 kGy apresentam uma boa resposta quanto a conservação de polpa de pimenta”, complementa.
Um próximo passo da pesquisa será a realização das análises físico-químicas, nutricionais, microbiológicas e sensoriais nas amostras que obtiveram os melhores resultados durante esta primeira fase.
As análises laboratoriais do projeto, orientado pela professora Solange Guidolin Canniatti Brazaca, do Departamento de Agroindústria, Alimentos e Nutrição (LAN), estão sendo realizadas em laboratórios da Esalq e a irradiação no Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen). Regina Célia realiza a pesquisa pelo programa de pós-graduação (PPG) em Ciências, área de concentração Energia Nuclear na Agricultura e no Ambiente do CENA.


quinta-feira, 13 de junho de 2013

Brasil é o 6º em problemas com alimentos na UE

Jamil Chade, correspondente / Genebra - O Estado de S.Paulo
A Europa registrou em 2012 mais de cem casos de carregamentos de alimentos e produtos agrícolas brasileiros infectados, com fraudes ou doenças detectadas. Os dados fazem parte do levantamento anual da segurança de alimentos no mercado europeu, o maior do mundo.
Segundo o informe, mais de 8,7 mil notificações de problemas com alimentos foram identificados na Europa durante o ano. Os dados incluem casos de doenças ou problemas também registrados localmente entre os fornecedores.
Entre os exportadores de produtos alimentícios para a Europa, o Brasil aparece na sexta colocação entre os países com maior número de incidentes nos lotes vendidos. Foram 109 casos, ante 94 em 2011. A liderança disparada é da China, com 540 casos, seguido por 338 casos de exportações da Índia e 310 casos da Turquia.
Exportações americanas para a Europa também tiveram maior número de casos que do Brasil. Dentro da Europa, Alemanha e Espanha tiveram número maior de incidentes que as exportações brasileiras, ainda que as autoridades da UE considerem isso normal, já que não podem controlar toda a produção agrícola brasileira.
O que surpreende as autoridades europeias é que importantes exportadores de alimentos ao mercado da UE, como Canadá e Argentina, apresentaram número bem menor de casos. Juntos, os dois países não chegaram a mais de 80 casos.
Problemas. Entre os problemas com alimentos do Brasil está a rejeição da entrada de 34 carregamentos de frango por causa de substâncias proibidas na carne. O bloco também inclui infecção de duas pessoas na Irlanda após terem consumido melancias em fevereiro. A causa teria sido Salmonella.
A UE aumentou a vigilância sobre nozes brasileiras, diante do ocorrência de notificações em relação a problemas de saúde com o produto.
Casos de irregularidades ainda foram registrados com a ração. Sementes de algodão teriam níveis elevados de substâncias proibidas na Europa.
Do total de 8,7 mil casos, a UE constatou que 526 eram notificações de emergência e representavam riscos à saúde dos consumidores.
Uma delas resultou na morte de 36 pessoas na República Checa. Um caso que também ganhou notoriedade foi a identificação de carne de cavalo em produtos que eram vendidos como carne bovina.

domingo, 9 de junho de 2013

Anvisa propõe regras para recall de alimentos

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) colocará em consulta pública novas regras para a comunicação do recall de alimentos. A proposta de mudança deve ficar 60 dias sob consulta. Prevê que o recall deverá ser comunicado à Anvisa por meio eletrônico em até 24h, a partir do momento em que as indústrias souberem da necessidade de recolhimento de algum produto. A consulta pública foi aprovada pela diretoria da agência, nesta quinta-feira (23/5).
O diretor de Controle e Monitoramento da Anvisa, Agenor Álvares, ressalta que a norma supre uma lacuna, verificada nos últimos anos, quando aconteceram recolhimentos voluntários de alimentos sem que houvesse comunicação apropriada dos fatos à Agência. Após o retorno da proposta à agência ele sofrerá as alterações necessárias e entrará em vigor imediatamente, segundo Álvares.
De acordo com a norma proposta, a empresa responsável pelo alimento que for alvo de recall (fabricante ou importadora) deve elaborar e implementar um plano de recolhimento dos produtos, na forma de procedimentos operacionais padronizados. Esse plano deve contemplar: procedimentos para recolhimento do produto, forma de segregação dos produtos e destinação final, definição dos responsáveis pela execução das atividades previstas e os procedimentos de comunicação do recolhimento dos alimentos à cadeia de produção, às autoridades sanitárias e aos consumidores.
O regulamento da Anvisa indica, ainda, que as empresas responsáveis serão obrigadas a veicular na mídia alertas ao consumidor sobre o recolhimento dos alimentos. Esse alerta deve ser dimensionado de forma a atingir o universo de consumidores do produto. 

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Ceres mostra benefícios do sorgo sacarino, uma nova matriz energética para a cadeia produtiva do etanol

Empresa norte-americana da área de biotecnologia, especializada na produção de sementes para culturas energéticas, introduz no Brasil uma solução que permite às usinas estender sua produção de etanol ao período da entressafra da cana-de-açúcar

Novo gerente geral da Ceres para o Brasil, o executivo André Luiz Junqueira Franco será oficialmente apresentado no evento

A experiência da norte-americana Ceres Inc. no desenvolvimento de plantas energéticas empregadas na fabricação de biocombustíveis e outros produtos será tema de um seminário que acontece nesta terça-feira (4/6), em Campinas. A subsidiária do grupo no Brasil, a Ceres Sementes, apresenta resultados parciais colhidos com uma tecnologia inovadora que permite às usinas produzir etanol a partir de híbridos de sorgo sacarino, e com isso estender a fabricação do biocombustível ao período da entressafra da cana-de-açúcar.

Segundo a Ceres Brasil, 24 usinas da região Centro-Sul do País, incluindo os maiores grupos do setor, realizam desde 2010 estudos relacionados ao etanol de sorgo sacarino. De acordo com o gerente de marketing, Antonio Kaupert, essas empresas estão hoje prolongando a fabricação do etanol combustível por períodos de até 60 dias no ano-safra.

“Temos desafios a superar em relação ao manejo agronômico, que é recente. Porém, a viabilidade econômica para estabelecimento de uma cadeia produtiva ancorada no sorgo sacarino, com operação efetiva na entressafra da cana-de-açúcar, está mais que comprovada”, afirma Kaupert. “Os estudos que elaboramos com as usinas revelam que o sorgo sacarino embute potencial para aumentar a rentabilidade dessas empresas pela maior oferta de biocombustível”, complementa.

Kaupert explica que a planta sorgo sacarino apresenta ciclo produtivo de aproximadamente 120 dias, com limite de 150 dias, realizado no período de novembro a março - exatamente, portanto, na entressafra da cana-de-açúcar. 

Introduzido no Brasil pela Embrapa nos anos de 1970, oriundo da África, o sorgo sacarino é cultivado pelo manejo de sementes híbridas e exibe diversas semelhanças com a cana, sobretudo o alto potencial energético resultante do acúmulo de açúcar.

Ainda mais surpreendente, acrescenta Kaupert, é o fato de o processamento de etanol de sorgo sacarino não demandar alteração no maquinário de colheita e industrialização, que em geral é o mesmo usado no processamento da cana-de-açúcar. 

“Para produzir etanol de sorgo sacarino as usinas não precisam investir em equipamentos novos. A capacidade está instalada. A conhecida operação logística que envolve a cana da colheita até o processamento industrial é exatamente a mesma para o sorgo sacarino”, complementa Kaupert.

As semelhanças, contudo, param por aí. Ele enfatiza que o sorgo sacarino não substitui à cana-de-açúcar. “Trata-se de matriz energética complementar, que funciona como instrumento de suporte para aumento da escala de produção e de fornecimento de etanol ao mercado”, observa Kaupert.

O seminário começa às 8h00, com ênfase nas características econômicas e agronômicas do sorgo sacarino e terá também a apresentação do novo gerente geral, André Luiz Junqueira Franco (ex-Monsanto). Ao longo do dia grandes grupos sucroenergéticos e outras empresas de peso do agronegócio relatam seus casos de sucesso e expectativas quanto ao futuro do sorgo sacarino no Brasil.

Indicadores parciais da cultura

A Ceres Brasil informa que os resultados da safra de sorgo sacarino 2012/13 estão sendo apurados. A expectativa é que os indicadores tragam ganhos no comparativo com o ano passado, quando ocorreu a primeira safra comercial dos híbridos da empresa, da marca BLADE®. 

O pipeline da Ceres, assinala o executivo, possui híbridos com potencial para ultrapassar a produtividade de 100 t/ha num futuro bastante próximo. “Esse dado é altamente relevante, atestando o grande potencial econômico da cultura do sorgo sacarino.”

Uma projeção da consultoria Datagro, divulgada pela Agência CMA, aponta que o sorgo sacarino pode adicionar aos números da indústria sucroenergética um volume entre 3,5 mil e 5 mil litros de etanol, por hectare, ao ano, o que equivale também a elevar a produção em aproximadamente 5 bilhões de litros ao ano.

Parcerias e híbridos na safra 13/14

Parte do esforço da Ceres para consolidar o sorgo sacarino no Brasil está ancorado em acordos firmados com a Embrapa – Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – e a suíça Syngenta, companhia líder mundial do setor de proteção de cultivos e biotecnologia.

Com a Embrapa, a Ceres desenvolverá práticas de manejo agrícola e industrial da nova variedade de sorgo sacarino BRS 511. De acordo com a Ceres, trata-se de uma semente precoce com alto potencial produtivo de colmos e teores elevados de açúcares fermentáveis no caldo. A empresa obteve licenciamento exclusivo para produzir e comercializar as sementes da variedade BRS 511, que passará a integrar o portifólio BLADE®, formado por híbridos de ciclo precoce e pleno. 

Já a Syngenta será parceira numa estratégia que visa a desenvolver o sorgo sacarino como fonte de açúcares fermentáveis nas usinas de etanol no Brasil.

A Ceres também está lançando oito novos híbridos de sorgo sacarino com vistas ao manejo da cultura na safra 2013/14. O novo portfólio abrange seis híbridos de ciclo pleno da marca BLADE® – CB 7640, CB 7621, CB 7521, CB 7300, CB 7290 e CB 7201 – e dois de ciclo precoce – EJ 7282 e EJ 7281. Estes, diz o executivo, têm recomendação de cultivo no início da safra de sorgo sacarino, entre os meses de novembro e dezembro.

Após instalar-se e consolidar sua estrutura operacional no País em Janeiro de 2010, a Ceres considera ter avançado rapidamente e aposta no crescimento do número de ‘sorgoviais’ instalados nas usinas. “As principais empresas do Brasil estão aderindo à nossa tecnologia e a veem hoje como a melhor e mais viável alternativa de curto prazo no suporte à produção do etanol, bem como à cogeração de energia”, conclui Antonio Kaupert.
Fonte: http://www.portaldoagronegocio.com.br/conteudo.php?tit=ceres_mostra_beneficios_do_sorgo_sacarino,_uma_nova_matriz_energetica_para_a_cadeia_produtiva_do_etanol&id=94204

domingo, 2 de junho de 2013

Estudo encontra vínculo entre substância do café e aumento de peso

    Um estudo feito na Austrália surpreendeu cientistas ao indicar que o consumo de uma substância encontrada no café pode estar ligado ao aumento de peso.

 

    Segundo a pesquisa do Instituto de Pesquisa Médica do Oeste da Austrália e da Universidade do Oeste da Austrália, o consumo diário de ácido clorogênico em quantidades equivalentes às encontradas em mais de seis xícaras de café por dia pode levar a um aumento no acúmulo de gordura nas células.
    O ácido clorogênico vinha sendo associado à redução do risco de diabetes, de hipertensão arterial e acúmulo de gordura corporal, daí a surpresa dos cientistas.
    A pesquisa, divulgada na publicação científica Journal of Agricultural and Food Chemistry, procurou analisar como o aumento do consumo de certos compostos encontrados no café poderia melhorar a função cardiovascular.
    Nela, os estudiosos submeteram camundongos obesos a uma dieta rica em gordura durante 12 semanas.
    Eles tinham sua dieta diária enriquecida com ácido clorogênico em uma quantidade equivalente à encontrada em seis xícaras de café. A expectativa era de que eles teriam menos resistência à insulina e perderiam peso.
    No entanto, os resultados sugerem o oposto - que o consumo do ácido não só cria condições para um ganho de peso, como também uma maior intolerância à glicose e um aumento da resistência à insulina.

Fígado

    "(Os camundongos usados na pesquisa) ganharam pelo menos o mesmo peso que camundongos alimentados com comida normal", disse o bioquímico Kevin Croft, da Universidade do Oeste da Austrália, ao jornal The Sydney Morning Herald.
    "Isso (o ácido clorogênico) também não teve efeito benéfico sobre seus níveis de açúcar e também, um pouco mais preocupante, os camundongos que receberam essa substância do café apresentaram uma tendência a acumular gordura em seus fígados."
    Os estudiosos estão agora conduzindo testes em 25 pessoas para verificar neles o efeito do ácido clorogênico sobre a saúde vascular e a pressão arterial.
    Além de no café, o ácido clorogênico também é encontrado em chás e algumas frutas, como ameixas e frutas vermelhas.
    Em declarações no jornal britânico The Daily Telegraph, Vance Matthews, professor do Instituto de Pesquisa Médica do Oeste da Austrália, destacou que o consumo de café com moderação ainda é considerado seguro.
   "Aparentemente, os efeitos na saúde dependem da dose", explicou. "O consumo moderado de café, até três ou quatro xícaras por dia, aparentemente diminui a chance de se desenvolver males como doenças cardiovasculares e diabetes tipo 2."

sábado, 25 de maio de 2013

Brasil é o sexto país que mais usa pesticida no mundo

Pesquisa sobre o uso de agrotóxicos no mundo mostra o Japão na liderança do ranking, quando considerado o volume de investimento em dólares por tonelada de alimento produzido. Brasil aparece em sexto lugar.
Quando considerado o investimento em dólares por tonelada de alimento produzido, o Japão é líder mundial no consumo de agrotóxicos, segundo estudo feito pela consultoria alemã Kleffmann, encomendado pela Associação Brasileira de Agronegócio (Abag). O Brasil aparece em sexto lugar no levantamento realizado em 2009.
Segundo a Anvisa, responsável por analisar o uso de agrotóxicos e conceder registro no Brasil, juntamente o com o Ministério da Agricultura e o Ibama, os níveis de resíduos de agrotóxicos nos alimentos consumidos no Brasil não são exatamente altos. Para a entidade, o que são altos são os níveis de irregularidades encontradas.
O Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos apontou o uso de substâncias não autorizadas na cultura alimentar como a principal irregularidade observada. O controle ineficaz do nível de agrotóxico no varejo é um dos principais responsáveis para essa situação, aliado a outros fatores, na avaliação da entidade, como o baixo nível de conscientização de alguns produtores.
De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), pesticidas são potencialmente tóxicos para outros organismos, incluindo seres humanos.Para a Anvisa, o uso descontrolado de agrotóxicos pode trazer sérios riscos à saúde. Entre os principais problemas estão efeitos neurotóxicos, que afetam os sistemas nervoso e imunológico, problemas respiratórios e o desenvolvimento de alergias, problemas renais, hepáticos e até mesmo câncer.
Ranking:
1: Japão,  2: França,  3: Comunidade Européia,  4: Argentina,  5: Estados Unidos,  6: Brasil.

Fonte:

domingo, 19 de maio de 2013

FAO sugere consumo de insetos para combater a fome


A Organização das Nações Unidas (ONU) tem novas armas para combater a fome, melhorar a nutrição e reduzir a poluição. Na verdade, elas podem estar rastejando ou voando perto de você agora mesmo: são os insetos comestíveis.
A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, conhecida pelas iniciais em inglês FAO, declarou que gafanhotos, formigas e outros membros do mundo dos insetos são subutilizados na alimentação de pessoas, de animais de estimação e na pecuária.
Em um relatório de 200 páginas divulgado nesta segunda-feira em Roma, a FAO observa que 2 bilhões de pessoas em todo o mundo já suplementam suas dietas com insetos, que têm alta porcentagem de proteínas e minerais e trazem benefícios ao ambiente.
Os insetos são "extremamente eficientes" na conversão de ração em carne comestível, diz a agência. Na média, ele podem converter 2kg de ração em 1kg de massa. Em comparação, o gado exige 8kg de ração para produzir 1kg de carne.
"A maioria dos insetos tende a produzir menos gases causadores do efeito estufa, altamente nocivos ao ambiente, além de se alimentarem de resíduos e lixo humano, compostagem e chorume animal e alimentos", argumentou a agência.
Atualmente, a maioria dos insetos comestíveis são recolhidos em florestas. A maior parte da produção em escala é geralmente familiar e atende a nichos de mercado específicos, mas a ONU diz que a mecanização pode elevar a produção, lembrando que a indústria de iscas para pesca há muito tempo produz insetos.
A produção de insetos é "uma das várias formas de abordar a alimentação e a segurança alimentar", prossegue a agência.
"Os insetos estão em todo lugar e se reproduzem rapidamente", afirmou a FAO, acrescentando que eles deixam "uma pequena pegada ambiental". Eles fornecem proteínas e nutrientes de alta qualidade na comparação com carne e peixe e são "particularmente importantes como suplemento alimentar para crianças subnutridas", diz o documento.
Os insetos também podem ser ricos em cobre, ferro, magnésio, manganês, fósforo, selênio e zinco, além se ser uma fonte de fibra.
A FAO lembrou que seu Programa de Insetos Comestíveis também examina o potencial dos aracnídeos, tais como aranhas e escorpiões, embora eles não sejam estritamente considerados insetos.
Biólogos têm analisado o valor nutricional dos insetos comestíveis e alguns deles, como certos besouros, formigas, grilos e gafanhotos chegam perto da carne vermelha magra ou do peixe assado em termos de quantidade de proteínas por grama.
Mas eles são saborosos? O relatório lembra que algumas lagartas no sul da África e ovos de formigas tecelãs no sudeste da Ásia são considerados iguarias e atingem altos preços.
E muitas pessoas que podem não gostar da ideia de consumir insetos podem já tê-los ingerido em algum momento na vida, já que muitos são engolidos inadvertidamente. As informações são da Associated Press.

Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,fao-sugere-consumo-de-insetos-para-combater-a-fome,1031400,0.htm

sexta-feira, 17 de maio de 2013


FDA alerta incorporação da cafeína em alimentos e guloseimas

O diretor adjunto da FDA, Michael Taylor, considerou "muito preocupante" o aumento cada vez maior do número de alimentos aos quais é adicionada cafeína


"Temos a impressão de que alguns grupos da indústria da alimentação seguem um caminho potencialmente perigoso", disse Taylor ao site da FDA na internet
A agência encarregada de alimentos e medicamentos nos Estados Unidos (FDA) considerou "perigosa" a incorporação da cafeína em alimentos, guloseimas e gomas de mascar, pedindo à indústria alimentícia que atue com moderação no que diz respeito a esta prática.
O diretor adjunto da FDA, Michael Taylor, considerou "muito preocupante" o aumento cada vez maior do número de alimentos aos quais é adicionada cafeína - à exceção das bebidas -, após o anúncio do lançamento pelo grupo Mars de uma versão com cafeína da goma de mascar Wrigley.
Nas últimas semanas, as lojas dos Estados Unidos receberam vários produtos novos com adição de cafeína, entre eles xarope para panquecas, aveia, biscoitos, batatas fritas ou sementes de girassol.
"Temos a impressão de que alguns grupos da indústria da alimentação seguem um caminho potencialmente perigoso", disse Taylor ao site da FDA na internet. "Esta goma de mascar (lançada pela Mars) é só o último exemplo desta moda de adicionar cafeína aos alimentos", acrescentou.
"Um pacote desta goma de mascar equivale a ter quatro xícaras de café no bolso", afirmou.
"Nossa preocupação está relacionada com o fato de ver a cafeína em uma série de produtos que podem atrair crianças e adolescentes, sem nenhuma consideração pelas consequências que isto pode ter", continuou o diretor adjunto da FDA.
A agência não regula o consumo de cafeína desde que permitiu sua incorporação em refrescos na década de 1950, lembrou Taylor, afirmando que as normas atualmente em vigor "não preveem a proliferação atual de produtos com cafeína".
Em 2010, a FDA proibiu adicionar cafeína às bebidas alcoólicas e no final do ano passado questionou a alta concentração de cafeína em bebidas energéticas, depois que várias mortes foram aparentemente associadas ao seu consumo.
Taylor pediu à indústria que atue com moderação enquanto a FDA estuda o tema. "Esperamos que este possa ser um ponto de inflexão para evitar a adição irresponsável de cafeína nos alimentos e bebidas", disse.

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Anvisa vai criar regras para recall de alimentos


LÍGIA FORMENTI - O Estado de S.Paulo
BRASÍLIA - A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) vai regulamentar o recall de produtos alimentícios no País. O texto que servirá de base para a resolução obriga as empresas a comunicarem ao órgão problemas constatados em seus produtos e dá poderes para que a agência aponte prazos para o recolhimento de alimentos e a forma como a companhia deverá informar problemas para os consumidores.
"A Anvisa não dispõe no momento de instrumentos necessários para garantir que a empresa comunique a população sobre eventuais problemas com alimentos", afirma o diretor da agência, José Agenor Álvares.
No caso da recente contaminação do suco Ades, a Unilever não era obrigada a informar a agência sobre o desvio de produção. "Não fomos comunicados. A informação foi dada num primeiro momento para o Departamento de Proteção de Defesa do Consumidor", contou Álvares.
No fim de fevereiro, uma falha em uma das 11 linhas da fábrica de Pouso Alegre da Unilever fez com que 96 embalagens de 1,5 litro do suco de maçã Ades fossem envasadas com soda cáustica e água. Quando ingerido, o líquido provoca queimaduras.
A agência ficou sabendo do problema por meio da imprensa. "O episódio reforçou a necessidade de regras claras para os casos de desvios de produção", disse Álvares, que estuda estender a iniciativa a outros produtos regulados pela agência.
Pelo menos 14 pessoas entraram em contato com a fabricante relatando problemas provocados pelo consumo do produto. Para Álvares, a forma como a população foi informada sobre a contaminação também deixou a desejar. "Daí a importância de a Anvisa verificar também a forma como as informações são prestadas à comunidade."
Cronograma. A minuta da proposta será apresentada na próxima reunião da Diretoria Colegiada da Anvisa, programada para terça. O texto, depois de aprovado pela diretoria e pela consultoria jurídica da agência, vai para consulta pública. A expectativa é de que o texto final seja publicado em até quatro meses.
O diretor da agência defendeu também a definição de mecanismos para garantir que o recolhimento do produto seja feito de forma adequada, num prazo razoável. "Não vamos delimitar um período. Isso vai depender de cada caso, mas é preciso que haja regras. O objetivo é que produtos sejam retirados o mais rapidamente possível."
O texto também prevê punições em caso de desrespeito. Os mecanismos existentes hoje permitem que as multas cheguem a R$ 1,5 milhão. Na reunião de terça-feira também será discutida uma proposta de resolução com regras para regulamentar o acesso e o fornecimento de remédios em investigação clínica.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Feijão deve tomar o lugar do tomate como novo vilão da inflação


Alta nos preços de alimentos não dará trégua, projeta economista


As refeições dos brasileiros deverão continuar caras. Depois do aumento da salada puxada pela disparada do preço do tomate, será a vez do feijão ganhar peso no orçamento do consumidor.
É que, segundo o economista e sócio-diretor da Global Financial Advisor, Miguel Daoud, o tomate pode sair de cena na pressão inflacionária de hortaliças e verduras, mas o feijão tomará o lugar de vilão da inflação no grupo alimentar de grãos ao longo das próximas semanas.
– A inflação de alimentos não vai dar sossego. O preço do feijão já está subindo – alertou Daoud.
Segundo o especialista, o aumento de preço está ligado ao fato de o governo, via Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), não ter reunido condições para fazer preço mínimo (estocagem) no ano passado. Isso ocorreu porque, conforme Daoud, o valor do saco de feijão no atacado permaneceu durante todo o ano de 2012 acima do preço do mínimo.
O economista explica que a questão nem passa pelo peso do produto na composição do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (somados, os feijões carioca, mulatinho, preto e fradinho representam 0,43% do indicador). O problema, explica o especialista, é que, por ser um produto frequente na dieta diária do brasileiro, o feijão tem poder para disseminar inflação por toda a refeição dentro e fora do domicílio.
– Uma inflação desta natureza acaba se espalhando porque atinge o orçamento das pessoas comuns – observou Daoud.
Na ponta do consumidor, segundo mostrou o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), na segunda quadrissemana, período de 30 dias encerrados no último dia 15, o preço do feijão subiu 5,06%.
Em alta
No Paraná, maior produtor de feijão no país, o preço da saca de 30 quilos do grão subiu 25,85%, para R$ 154,66, no período de 8 a 11 de abril em relação à semana anterior.
A safra 2012/2013 poderá chegar a 2,987 milhões de toneladas, alta de 2,3% em comparação com 2,919 milhões de toneladas no período anterior.
Além disso, a Conab informou que a produção tende a ser menor nos próximos levantamentos, em razão do "clima chuvoso no sul do país e seco no Nordeste".
Fonte: http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/economia/noticia/2013/04/feijao-deve-tomar-o-lugar-do-tomate-como-novo-vilao-da-inflacao-4113885.html