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quarta-feira, 4 de abril de 2012

Qualidade de alimentos desidratados depende do controle da umidade


Quantidade adequada de água nos alimentos evita alterações microbiológicas e garante boa textura

A desidratação é um método conhecido e amplamente utilizado por indústrias para a retirada da água de frutos e hortaliças. O que muitos não sabem é que a atividade dessa água removida é um dos fatores que mais interfere na qualidade do produto final.
A maneira em que a água é retirada do alimento é o grande segredo para que a desidratação se dê de forma eficiente. A atividade da água é a propriedade que indica a umidade que deve permanecer no produto, sendo fundamental para o processamentoconservação e o armazenamento de alimentos.
“A atividade da água quantifica a força e o grau de ligação da água contida no produto. Essa força de ligação é importante porque influencia na capacidade da água agir como solvente”, explica o especialista em desidratação de alimentos, Pedro Meloni.
Se a água passa a funcionar como solvente, as reações químicas começam a acontecer dentro do alimento, provocando transformações químicas, microbiológicas e bioquímicas no produto. Isso reforça a necessidade do controle correto da umidade, o que permite que o alimento seja estocado sem alterações provocadas por micro-organismos.
A umidade é determinante também no que diz respeito à textura dos alimentos. Essa característica não deriva de alterações de natureza química, mas da quantidade de água mantida no alimento, ou seja, o teor de umidade final.
“Com teores mais baixos de umidade, a textura dos alimentos é muito dura, enquanto com teores mais elevados eles tornam-se mais apetitosos”, ressalta Meloni.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Chocolate é menos de 30% do custo do ovo de Páscoa, diz pesquisa

02/04/2012 06h46 - Atualizado em 02/04/2012 06h46

Brindes e embalagem, entre outros itens, encarecem preços dos ovos.
Barra de chocolate de tamanho equivalente chega a custar quase metade. 

 

Anay Cury Do G1, em São Paulo

Na Páscoa, o consumidor que compara o preço de um ovo de chocolate com o de uma barra de mesmo peso se surpreende com a diferença de valores – um tablete chega a custar quase metade do preço. E se engana quem pensa que o mais caro na composição dos custos do ovo é o chocolate.
De acordo com levantamento do Grupo Azo, consultoria especializada em varejo, o chocolate representa apenas 27% do valor de um ovo de Páscoa. Na receita para o cálculo dos preços – que deixam os ovos sempre em desvantagem – estão ainda custos com embalagem, que pesa 16%, além de brinquedos, armazenamento e transporte, que chegam a 39% do preço dos produtos. Na decomposição dos valores, ainda entram os gastos com mão de obra: 18% do custo do ovo. Diferente das barras de chocolate, os ovos são montados manualmente.
“Transporte e armazenagem são feitos em carros especiais, com refrigeração, logo, mais caros. Além disso, os ovos são transportados em volume muito menor que um mesmo carro com diversos produtos. Por isso o frete é bem mais caro”, disse Marco Quintarelli, consultor do Grupo Azo.

Fora o cálculo do preço feito pela indústria, o varejo também inclui, na hora de definir seus preços, percentuais específicos relativos à sazonalidade, segundo o especialista. “É para aproveitar este curto período de vendas, de aproximadamente 40 dias. Os preços dos ovos de Páscoa são bem mais inflacionados mesmo”, afirmou.

Uma pesquisa da Associação de Consumidores (Proteste) comparou os preços no varejo e constatou, considerando os preços médios por 100 gramas, que uma caixa de bombom é 84% mais barata do que um ovo de tamanho número 15, e os preços dos tabletes, 44% menores.

É preciso pesquisarQuem optou por comprar ovos de Páscoa em vez de barras de chocolate ou caixas de bombons, deve ficar atento. A Fundação Procon-SP orienta que o consumidor compare preço, qualidade e quantidade. De acordo com pesquisa do órgão, os preços de produtos de Páscoa – como ovos, bolos e caixas de bombom – podem variar quase 88%..
A recomendação da Proteste é comparar o peso, e não o número impresso na embalagem, pois são encontrados ovos com a mesma numeração, mas pesos muito variados.

Fonte:http://g1.globo.com/economia/noticia/2012/04/chocolate-e-menos-de-30-do-custo-do-ovo-de-pascoa-diz-pesquisa.html

quinta-feira, 22 de março de 2012

FAO pede que o mundo reduza desperdício de água e de alimentos


22/03/2012 15h04 - Atualizado em 22/03/2012 15h05


Organização calcula que 1 bilhão de toneladas de comida é desperdiçada.
Redução dessas perdas permitiria economizar água.

Da France Presse

A Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO) pediu à comunidade internacional para reduzir o desperdício de água, por ocasião da comemoração do Dia Mundial da Água, nesta quinta-feira (22).
Segundo a entidade, cuja sede fica em Roma, calcula-se que a cada ano sejam desperdiçados cerca de 1,3 bilhão de toneladas de alimentos e que uma redução de 50% nessas perdas e do desperdício de alimentos em nível mundial permitiria economizar cerca de 1.350 km³ de água a cada ano.
"A agricultura e a segurança hídrica estão interconectadas", afirma a FAO. "Cerca de 1,6 bilhão de pessoas vivem em países ou regiões com absoluta escassez de água e em 2025 dois terços da população do planeta poderiam viver sob condições de estresse hídrico", calcula a agência especializada das Nações Unidas.
O desperdício de água na produção alimentar preocupa as autoridades internacionais. Se uma pessoa bebe uma média de 2 a 4 litros de água por dia, são necessários de 2.000 a 5.000 litros de água para produzir os alimentos que consome em um dia.
"A agricultura é responsável por 70% do total do consumo de água potável e água subterrânea em nível mundial", enfatiza a entidade, que organizou uma cerimônia em sua sede central de Roma.
água na índia (Foto: Anupam Nath/AP)FAO manifetou preocupação com desperdício de água para produzir alimentos e os impactos que isto pode ter no abastecimento de água da população mundial (Foto: Anupam Nath/AP)
Fome
O êxito na luta contra a fome depende de um melhor uso da água, sustenta a agência, que pede uma melhor gestão de "certos recursos hídricos limitados" para alimentar o planeta. Em uma declaração lida no començo da cerimônia, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu "um uso sustentável" do recurso limitado mais importante no mundo.
"A menos que aumentemos nossa capacidade de utilizar a água sabiamente na agricultura, não conseguiremos acabar com a fome nem com uma série de problemas diversos, como a seca e a instabilidade política", alertou Ban Ki-moon.
Segundo a ONU, em muitas partes do mundo, a escassez de água está aumentando e a taxa de crescimento da produção agrícola desacelerou, explicou o responsável da ONU.
Ao mesmo tempo, as mudanças climáticas estão agravando os riscos e a incerteza entre os agricultores, "em especial os agricultores pobres nos países de baixa renda, que são mais vulneráveis e os menos capazes de se adaptar".
O dirigente da ONU considera que garantir a segurança alimentar e hídrica sustentável para todos "requerirá a transferência das tecnologias hídricas adequadas, a promoção dos pequenos produtores de alimentos e a conservação dos serviços ecossistêmicos essenciais".
Ki-moon pediu também políticas que promovam o direito à água para todos, uma maior capacidade regulatória e igualdade de gênero. "A água desempenhará um papel-chave na construção do futuro que queremos", disse.
Todo dia 22 de março, a aliança ONU-Água, da qual participam 28 organismos das Nações Unidas, comemora o Dia Mundial da Água como forma de chamar atenção da opinião pública sobre a necessidade de gerir de forma sustentável os recursos hídricos.

segunda-feira, 19 de março de 2012

Setor de alimentos é o mais rentável e químico, o menos




Na pesquisa com 153 empresas, as de alimentos e bebidas tiveram rentabilidade de 30,5% no ano passado; setor químico ganhou 2,1%





LEANDRO MODÉ - O Estado de S.Paulo

O levantamento da empresa de informações financeiras Economática sobre a rentabilidade das companhias brasileiras de capital aberto em 2011 tem como destaque, do lado positivo, o setor de alimentos e bebidas, com 30,5%. O pior desempenho é o do setor químico, com ganho sobre o patrimônio de apenas 2,1%.

A pesquisa inclui as 153 empresas que já haviam divulgado balanço até o meio da semana. Outras cem, aproximadamente, devem divulgar os resultados até 31 de março, data-limite estabelecida pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

"Como as principais empresas do País já apresentaram seus balanços, acreditamos que o resultado final do levantamento não mudará muito em relação ao que apuramos até agora", explicou o presidente da Economática, Fernando Exel. Entre as companhias que publicaram balanço destacam-se Petrobrás e Vale.

O bom desempenho das companhias de alimentos e bebidas é explicado pela forte expansão do lucro operacional em 2011 - 38,8%, para R$ 17,7 bilhões. O lucro operacional é aquele que considera os resultados advindos da atividade principal da empresa.

O setor é um dos que mais vêm se beneficiando do crescimento do consumo no Brasil nos últimos anos, em parte decorrente da ascensão das classes D e E.

A indústria química, por sua vez, teve a pior rentabilidade entre todos os setores por causa da expressiva evolução das despesas financeiras - que saíram de R$ 1,9 bilhão para R$ 3,5 bilhões. Essa expansão ocorreu na esteira da valorização do dólar em relação ao real, de pouco mais de 12% no ano passado. "Muitas empresas com dívidas em dólar sofreram impacto na rentabilidade em 2011", disse Exel.

O crescimento da despesa financeira ofuscou a maior variação das receitas entre os setores que compõem o levantamento. No químico, a alta nessa rubrica atingiu 13,3%, bem superior ao segundo colocado da lista, o setor de veículos e peças, com expansão de 8,7% nas receitas.

A maior queda no índice de rentabilidade de 2010 para 2011 também se deu no setor químico - 16,2% para 2,1%. De outro lado, as empresas de alimentos e bebidas apresentaram a maior evolução no período - de 25% para os 30,5% que levaram o segmento ao topo da pesquisa.

O levantamento da Economática revela, ainda, que as 153 empresas, juntas, tiveram no ano passado um lucro líquido somado de R$ 112 bilhões, o que representou uma queda de quase 5% na comparação com 2010.

Em compensação, o lucro operacional foi a R$ 169,5 bilhões, alta de 3,3% em relação ao ano anterior. Exel frisou que todos as variações foram calculadas em termos reais, ou seja, já considerando o efeito da inflação do período sobre os números.
Fonte:http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,setor-de-alimentos-e-o-mais-rentavel-e-quimico-o-menos,o,setor-de-alimentos-e-o-mais-rentavel-e-quimico-o-menos--,849653,0.htm

terça-feira, 13 de março de 2012

Peixes e frutas podem ajudar a preservar o cérebro, diz estudo



Pesquisa com idosos aponta que alimentação evita sintomas de Alzheimer. Ômega 3, vitaminas do complexo B e vitaminas C, D e E são indicados.



    Uma pesquisa publicada na edição online da revista científica “Neurology” mostra que a alimentação também pode ser uma arma na prevenção aos sintomas do mal de Alzheimer. De acordo com o estudo, alguns nutrientes estão relacionados com a ocorrência maior ou menor dos sinais da doença.

    Dietas ricas em ômega 3 e nas vitaminas do complexo B e nas vitaminas C, D e E tornam menos prováveis o encolhimento do cérebro e as limitações de memória e raciocínio provocados pelo mal de Alzheimer. Por outro lado, as gorduras trans aumentam a frequência desses fatores de risco.

    O ômega 3 é um ácido graxo presente nos peixes, que são também uma boa fonte de vitamina D. As vitaminas C e E são encontradas principalmente nas frutas e vegetais. As vitaminas do complexo B são antioxidantes com várias fontes alimentares diferentes. Já as gorduras trans costumam aparecer nos alimentos fritos, congelados e nas margarinas.

    O estudo analisou os níveis sanguíneos de 104 pessoas com idade média de 87 anos e poucos fatores de risco para a memória e o raciocínio. A capacidade cerebral deles foi testada e 42 deles foram submetidos à ressonância magnética para medir o tamanho do cérebro.

    Excluindo fatores como idade, sexo, nível de instrução e outras doenças, a alimentação está relacionada a 17% da variação nos resultados nos exames qualitativos para a memória e o raciocínio. Quanto ao tamanho do cérebro, os alimentos respondem por 37% da variação, segundo a pesquisa.

    “Esses resultados precisam ser confirmados, mas obviamente é empolgante pensar que as pessoas podem evitar que o cérebro encolha e mantê-lo afiado apenas ajustando a dieta”, aponta Gene Bowman, autor do estudo e pesquisador da Universidade de Ciência e Saúde de Oregon, em material divulgado pela instituição.


Fonte: http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2011/12/peixes-e-frutas-podem-ajudar-preservar-o-cerebro-diz-estudo.html

terça-feira, 6 de março de 2012

Senai auxilia indústrias de alimentos a produzirem com qualidade

Em Dourados, a entidade dá suporte com implantação de programas de autocontrole

As indústrias do setor de alimentos de Dourados e região contam com o suporte do CetecSenai Dourados para desenvolvimento e implantação de programas de autocontrole de qualidade na produção. Segundo a supervisora técnica da área de alimentos e bebidas do CetecSenai Dourados, Setlla Fernanda de Aquino Oliveira, de 2010 até agora cinco empresas implantaram os chamados programas de boas práticas, etapa que dura cerca de seis meses para ser inserida na indústria. 

Stella Oliveira detalha que a implantação dos programas se fundamenta na inspeção contínua e sistemática de todos os fatores que de alguma forma podem interferir na qualidade higiênico-sanitária dos produtos expostos ao consumo da população. “As indústrias que trabalham com proteína animal e estão registradas no Ministério da Agricultura precisam desenvolver o programa de boas práticas”, disse. 

Ela ressaltou ainda que todo o processo de produção (recebimento de matéria-prima, manipulação, industrialização, armazenamento e expedição), aplicando-se os modernos instrumentos de gerenciamento voltados à qualidade, é visualizado como um macroprocesso, composto de várias metodologias agrupadas basicamente em quatro grandes categorias: matéria-prima, instalações de equipamentos, colaboradores e metodologia de produção. “Todos são de interesse da inspeção oficial e devem ser objeto de avaliação criteriosa durante as avaliações de rotina do SIF (Serviço de Inspeção Federal)”, pontuou. 

Implantação

Stella Oliveira lembrou que são 16 programas implantados de acordo com o tipo de produto da indústria: manutenção das instalações e equipamentos industriais, vestiários, sanitários e barreiras sanitárias, iluminação, ventilação, água e abastecimento, águas residuais, controle integrado de pragas, limpeza e sanitização, higiene, hábitos higiênicos, treinamento e saúde dos operários, procedimentos sanitários das operações, controle da matéria-prima, ingredientes e material de embalagem, controle de temperaturas, calibração e aferição de instrumentos de controle de processo, APPCC (Avaliação do Programa de Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle), controles laboratoriais e análises e controle de formulação dos produtos fabricados.  

Para ela, o trabalho desenvolvido pela equipe, composta por seis profissionais, tem surtido bons resultados. “As empresas vão recomendando para outras e assim a nossa demanda por esse tipo de trabalho está sendo crescente”, avaliou. Um exemplo é a Indústria e Comércio de Laticínio, onde a equipe do CetecSenai Dourados desenvolveu recentemente o trabalho. Para a empresária Cristina Neivock, do Laticínio Buritama, o trabalho prestado pelo Senai contribuiu para o crescimento da empresa. 

“O aprendizado, o crescimento e principalmente a melhoria na qualidade de nossos produtos chegou a um ótimo nível. Podemos dizer que o Laticínio Buritama possui duas fases: uma antes do Senai e outra depois do Senai”, declarou a empresária. Ela ressalta que, se tivesse condições financeiras, manteria uma consultoria constante para a melhoria na qualidade dos produtos.


Fonte: www.pantanalnews.com.br

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Brasil financiará compra de alimentos em países africanos


O Brasil contribuirá com US$ 2,37 milhões para um novo programa de compra de alimentos para a população mais pobre da Etiópia, Malauí, Moçambique, Níger e Senegal, informou nesta terça-feira um comunicado da FAO (agência da ONU para a Agricultura e a Alimentação).
O programa é uma parceria da FAO e do PMA (Programa Mundial de Alimentos) e se inspira no programa "Fome Zero", lançado em janeiro de 2003 pelo governo brasileiro.Por meio do acordo, assinado em Roma na sede da FAO, o Brasil financiará a compra da produção dos pequenos camponeses e sua distribuição a categorias de risco, como crianças e jovens, através de programas de merenda escolar, explicou a agência da ONU em comunicado.
O acordo estabelece que a FAO receberá US$ 1,55 milhão para os aspectos relacionados à produção, fornecimento de sementes e fertilizantes e para encorajar a capacidade dos pequenos agricultores e das associações de camponeses.
O PMA receberá US$ 800 mil para organizar as compras e distribuir os alimentos nas escolas e entre os grupos mais vulneráveis, destaca o comunicado.
"Além de ajudar a complementar a dieta das pessoas que passam fome, o projeto foi feito para fortalecer os mercados locais de alimentos, ajudando, em última análise, a melhorar a segurança alimentar e prevenir futuras crises alimentares", informou a FAO.
Desde janeiro deste ano, a FAO, fundada em 1945, é presidida pelo brasileiro José Graziano da Silva, que substituiu o senegalês Jacques Diouf para o mandado de 2012-2015.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/mundo/1051672-brasil-financiara-compra-de-alimentos-em-paises-africanos.shtml

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

O carnaval pede alimentos refrescantes, muita hidratação e energia

"O Carnaval é sinônimo de dias de muita alegria, diversão, bebidas alcoólicas, má alimentação e poucas horas de sono. Essa mistura de maus hábitos pode causar problemas de saúde e uma dificuldade aumentada de voltar a rotina de trabalho na quarta-feira de cinzas.



Isso acontece porque em situações de grande estresse físico, o sistema imunológico fica debilitado, o que pode favorecer o surgimento de infecções e doenças.

Além disso, o excesso de bebida alcoólica é responsável por diversas alterações no organismo.

Para aproveitar bem o carnaval, e manter o pique para todo o período da festa, fique atento nas dicas da Nutricionista Dra. Natália Colombo, da NCNUTRE Nutrição Funcional Individualizada:

Os alimentos gordurosos (carnes vermelhas, frituras, queijos, embutidos…) e as frituras devem ser evitados. Eles têm uma digestão mais difícil e demorada, podendo causar moleza, que é a última coisa que você vai querer para o carnaval!

As bebidas alcoólicas devem ser consumidas com moderação, por serem responsáveis por diversas alterações no organismo, e também por todos os outros efeitos colaterais como, mudança de comportamento, boca seca, fadiga, dor de cabeça.

A mulher demora mais do que o homem para processar o álcool no organismo, portanto fique atenta para não abusar e passar da conta!

Uma dica é intercalar a bebida alcoólica com água, para retardar o efeito do álcool.

Para aproveitar bem o carnaval, a hidratação é um fator importantíssimo. Consuma de 2 a 3 litros de líquidos por dia como: suco natural, água e água de coco, antes, durante e após o carnaval.

Quando ingerimos bebidas alcoólicas a produção de urina aumenta, levando o corpo à desidratação. Também há alguns componentes presentes nas bebidas alcoólicas que podem causar dor estômago e/ou intestinais

Nesse período, dê preferência para alimentos leves, com pouca gordura, para que o estômago não pese, e também para não correr o risco de ganhar uns quilinhos extras. Consuma saladas, verduras, carnes magras como peixes, frango sem pele, carnes sem gordura e frutas.

Antes de sair para a festa realize uma refeição rica em carboidratos (pão, arroz, macarrão, mandioca, batata) para ter mais energia.

Durante a folia, evite ficar mais de 3 horas sem se alimentar. Esses “lanchinhos” são importantes para manter o pique e retardar o efeito das bebidas alcoólicas. Os lanchinhos podem ser barrinhas de cereais ou frutas (até mesmo as desidratadas).

Se você abusou da bebida e no dia seguinte sentir mal-estar, náuseas, vômitos e dor de cabeça prepare um soro caseiro para ajudar na hidratação e na recuperação da energia. O ideal é consumir de 500ml a 1 litro por dia.

Se os sintomas não melhorarem, procure um médico."



domingo, 12 de fevereiro de 2012

Alimentos não devem ser guardados em panela de alumínio

Metal traz problemas à saúde e solta resíduos que contaminam a comida

Panelas de alumínio só devem ser usadas para preparar o alimento. Depois de pronta, a comida não deve ser armazenada dentro deste recipiente. Isso porque o alumínio é prejudicial à saúde e solta resíduos que contaminam o alimento.

O excesso de alumínio pode trazer danos à saúde. Ele está relacionado ao surgimento do mal de Alzheimer, câncer de pulmão, entre outros males.

Quando o sal é acrescido à comida durante seu preparo na panela de alumínio, o poder de transferir o metal para o alimento aumenta.

O recomendado é só salgar a comida após seu preparo.

Além de atingir o cérebro, possibilitando o surgimento do mal de Alzheimer, o alumínio desprendido da panela também pode causar a osteoporose porque o metal expulsa o cálcio dos ossos.

O alumínio também pode causar bursite e cálculos renais.


Fonte: http://noticias.r7.com/saude/noticias/alimentos-nao-devem-ser-guardados-em-panela-de-aluminio-20120111.html


sábado, 11 de fevereiro de 2012

Especialistas discutem como alimentar população mundial de 9 bilhões em 2050.

O mundo será habitado em 2050 por cerca de 9 bilhões de pessoas, que dependerão de um aumento entre 60 e 90% na produção de alimentos, com seu correspondente impacto no meio ambiente, ou da racionalização de sua produção e consumo.

Este foi o eixo do debate organizado nesta quarta-feira em Genebra pela revista "The Economist", com a participação de políticos, empresários e especialistas, para apresentar propostas e soluções perante a perspectiva de ter que alimentar 9 bilhões de pessoas dentro de 40 anos.

A potencialização dos pequenos produtores, especialmente nos países pobres e em desenvolvimento, a melhora da cadeia de distribuição de alimentos e a luta contra o enorme desperdício de comida foram os assuntos discutidos durante o seminário.

O diretor-geral da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), José Graziano da Silva, abriu a jornada lembrando que três quartos dos 925 milhões de pessoas que passam fome no mundo vivem em áreas rurais de países pobres e em desenvolvimento, e apostou por melhorar sua capacidade de produção e acesso aos alimentos para reverter esta situação.

Graziano lembrou que hoje em dia a comida à disposição de cada pessoa é 40% superior que em 1945, apesar de a população ter aumentado desde então em 4,5 bilhões de pessoas, algo que não se traduziu em uma divisão equitativa.

"A evidência de nosso fracasso coletivo é que quase 1 bilhão de pessoas estão desnutridas e que mais de 1 bilhão sofrem de sobrepeso ou obesidade", destacou.

De acordo com Graziano, o acesso aos alimentos no âmbito local tem dificuldades para ser melhorado. "Corremos o risco de ter um mundo em 2050 com suficiente comida para todos, mas ainda com milhões de pessoas desnutridas. Muito parecido com o de hoje", disse.

"Inclusive se ampliarmos nossa produção agrícola em 60% (nos próximos 40 anos), a porcentagem de desnutrição nos países em desenvolvimento estará em torno de 4% em 2050, ou seja, haverá 300 milhões de pessoas alimentadas de forma insuficiente", explicou.

O diretor-geral da FAO chamou a atenção também sobre o desperdício de comida, já que atualmente são desperdiçados ou esbanjados um terço dos alimentos produzidos, cerca de 1,3 bilhões de toneladas por ano, principalmente no mundo desenvolvido.

"Se reduzíssemos o esbanjamento e a perda de alimentos em torno de 25%, teríamos comida adicional para 500 milhões de pessoas ao ano sem ter que produzir mais", explicou.

Paul Bulcke, executivo-chefe do gigante alimentício Nestlé, advertiu que além de levar em conta que dentro de 40 anos a população terá aumentado em 2,3 bilhões de pessoas, "estaremos em um mundo mais rico, que vai comer de forma diferente".

Na sua opinião, neste contexto a produção de alimentos terá que ser incrementada entre 70 e 80%, e inclusive poderia ter que chegar a 90%, levando em conta que "nos últimos anos o crescimento do rendimento de produção por hectare foi muito mais lento que o crescimento populacional".

Bulcke, que dirige uma multinacional que emprega direta e indiretamente 25 milhões de pessoas no negócio da alimentação, destacou também a importância sociopolítica do setor, com uma crescente volatilidade dos preços que gerou em datas recentes rebeliões civis e quedas de Governos.

Ele criticou o protecionismo na produção agrícola, fazendo referência aos "bilhões de dólares investidos pelos países ricos para proteger seus produtores, provocando uma grave distorção do mercado internacional".

Bulcke alertou também sobre o impacto dos biocombustíveis no aumento dos preços e sobre um risco associado, o da falta de água, para atender às necessidades futuras: "vamos ficar sem água muito mais rápido que sem petróleo".

O diretor-geral da Organização Mundial o Comércio (OMC), Pascal Lamy, falou sobre a distorção apresentada pelo mercado, com uma excessiva concentração da produção, alguns países produzindo mais de 75% de produtos como o arroz e a soja.

Lamy apontou a África "como a peça que falta no quebra-cabeças alimentício mundial" e como a solução potencial às necessidades de comida no mundo nas próximas décadas, já que se trata do continente com maior quantidade de terra cultiváveis e com menor produção.

O exemplo é o Brasil: "o milagre brasileiro poderia ser reproduzido. Em menos de 30 anos, este país deixou de importar alimentos para ser um dos maiores celeiros do mundo. Nesse mesmo período, a África passou de um exportador a um importador", disse.


Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias