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quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Chocolate pode ser bom para o coração, mostra estudo

Comer um pouco de chocolate: comer um quarto de chocolate todos os dias, um montante igual a cerca de um ovo de Páscoa pequeno, pode reduzir o risco de sofrer um ataque cardíaco ou um acidente vascular cerebral Foto: Getty Images

Chocolate pode evitar problemas cardíacos
Foto: Getty Images

Comer chocolate não é apenas gostoso, como também pode trazer benefícios para a saúde do coração, tais como reduzir levemente a pressão arterial, mostrou um estudo envolvendo mais de mil pessoas.
O estudo, que combinou resultados de 42 estudos menores e foi publicado no Jornal Americano de Nutrição Clínica, descobriu ainda que os participantes tiveram pequenas melhoras no funcionamento dos vasos sanguíneos e queda nos níveis de insulina.
Uma série de estudos passados mostrou que os amantes de chocolate parecem ter taxas menores de certos riscos cardíacos, tais como pressão alta.
"Minha mensagem para levar para casa seria de que se as pessoas gostam de chocolate amargo, então comer um pouco no lugar de outros alimentos gostosos é bom e pode ser benéfico", disse a líder do estudo Lee Hooper, na Norwich Medical School, na Grã-Bretanha.
"Entretanto, as evidências ainda não são boas o suficiente para sugerir que nós todos deveríamos estar fazendo isso."
Ela alertou que os estudos envolvidos não eram nem amplos nem longos o suficiente para mostrar se comer chocolate tem qualquer efeito no risco de a pessoa ter um ataque cardíaco ou um acidente vascular cerebral.
Em contraste com estudos passados, que eram amplamente de observação e não podiam provar causa e efeito -de que o próprio chocolate causava as mudanças- o estudo atual se concentrou em experimentos clínicos, onde os pesquisadores designaram pessoas para comer chocolate ou não e depois observaram mudanças na pressão arterial, colesterol e outros fatores de risco cardíacos.
Hooper e sua equipe coletaram dados de 42 experimentos clínicos pequenos envolvendo cerca de 1.300 pessoas e descobriu que aqueles que comeram chocolate reduziram alguns pontos de sua pressão arterial, além de terem diminuído o nível de insulina e outros benefícios.
Embora não esteja claro por que o chocolate teve esse efeito, acredita-se ser devido a componentes como os flavonoides, que também estão presentes em alimentos como nozes, soja, chá e vinho.
Mas os pesquisadores reconheceram falhas no estudo, incluindo diferenças nas pessoas envolvidas nos experimentos, alguns saudáveis, alguns com problemas cardíacos crônicos, e nas diferentes maneiras de testar os efeitos do chocolate.
Alguns estudos usaram bebidas à base de cacau, alguns utilizarem chocolate sólido e outros usaram suplementos de cacau. Eles também variaram no tempo em que as pessoas eram "tratadas", embora a maioria tenha durado menos de seis semanas.
A grande dúvida pode ser se quaisquer benefícios valem o lado negativo do chocolate. Com base nos estudos utilizados, escreveu a equipe de Hooper, você pode ter que consumir várias centenas de calorias de chocolate para ver os efeitos sobre a insulina e o funcionamento das veias, e isso pode ser um problema para a sua cintura.
"De uma perspectiva prática, é prematuro aconselhar as pessoas a consumir chocolate ou cacau para reduzir o risco de doença cardiovascular", afirmou Alice Lichtenstein, diretora do laboratório de nutrição cardiovascular da Tufts University, em Boston, que não fez parte do estudo.
Por enquanto, acrescentou ela, se você gosta de um pouco de chocolate na sua vida, provavelmente pode continuar comendo. Apenas não crie expectativas de ajudar seu coração.
Fonte: http://saude.terra.com.br/nutricao/chocolate-pode-ser-bom-para-o-coracao-mostra-estudo,ecb98c3d10f27310VgnCLD100000bbcceb0aRCRD.html

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

5 alimentos mais saudáveis do mundo

Alguns alimentos são capazes de fazer verdadeiros milagres pelo corpo. E não estamos falando apenas de emagrecimento. Afastar o câncer e combater o diabetes estão entre os poderes deles. A revista americana Shape elencou os cinco alimentos mais saudáveis do mundo.


As pimentas podem afastar o câncer  Foto: Getty Images
A capsaicina, substância presente nas pimentas, 
pode afastar o câncer e o diabetes
Foto: Getty Images
Pimenta do reino: vinda da planta Piper nigrum, a pimenta preta tem sido associada a benefícios de saúde que vão desde combate a bactérias até o bom funcionamento do sistema digestivo. Além disso, um recente estudo publicado no Journal of Agricultural and Food Chemistry mostra que a susbtância que torna a pimenta ardida poderia barrar a produção de células de gordura.

Manjericão: a erva, popularmente utilizada na culinária italiana, pode ajudar a combater a ansiedade e até mesmo a curar infecções bacterianas na pele. Estudos em animais ainda sugerem que o manjericão pode desempenhar papel antioxidante, anti-inflamatório, analgésico e antioxidante.

Pimentas ardidas: o composto responsável pelo ardor, chamado capsaicina, pode combater diabetes, câncer e até favorecer a perda de peso.

Arroz preto: assim como o arroz integral, o arroz preto é fonte de ferro e fibras. A versão mais escura ainda tem vitamina E e uma quantidade superior de antioxidantes às blueberries.

Damascos: o fruto é cheio de fibras, potássio, vitamina A e C, betacaroteno e licopeno. As pesquisas sugerem que damascos poderiam diminuir os riscos de câncer de fígado, devido à presença de vitamina E.

Fonte: Saúde Terra

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Coma bem e passe longe das doenças

Alimentação balanceada aliada à prática de exercícios físicos é o segredo há muito tempo revelado pelos especialistas para manter a saúde em dia e, de quebra, exibir um corpo com tudo em cima.

O que o Minha Vida mostra, a seguir, são os resultados de alguns estudos sobre os efeitos dos alimentos na saúde. Revelamos, portanto, quais são os nutrientes capazes de ter dar uma mãozinha na hora de tratar e até mesmo prevenir doenças como diabetes ou transtornos como as dores-de-cabeça.

Porém, vale ressaltar que as seguintes informações não dispensam orientações médicas e que a alimentação por si só não consegue combater os danos causados pelo sedentarismo e outros maus hábitos

Acne
Chocolate e batatinha frita: será que eles influenciam na sua pele?
É polêmica a associação entre algumas delícias, como chocolate e batatinha frita, e o aparecimento de espinhas. A verdade é que nenhum estudo aponta hábitos (incluindo alimentação, higiene e vida sexual) como os culpados pela explosão de acne pelo rosto.

Os responsáveis pela maioria dos casos de acne, tanto nos adolescentes quanto nos adultos, são os hormônios.O estresse, por exemplo, é um dos causadores das variações hormonais, que, por sua vez, podem estimular o desejo por chocolate ou outras tentações. Isso leva à conclusão errada sobre certos alimentos.

O fato é que uma pele bonita é conseqüência de um equilíbrio completo da saúde. Mas, se quiser contar com a mãozinha do cardápio para exibir um rosto impecável, recorra aos alimentos ricos em vitaminas A e C, essenciais para a constituição e manutenção de uma pele saudável. Tomate, pêssego e cenoura são boas fontes de vitamina A. Já a vitamina C pode ser encontrada em abundância nas frutas cítricas.

Para obter a quantidade adequada desses nutrientes, insira, pelo menos, cinco porções de legumes e frutas no menu. Essa quantia garante que as recomendações diárias das vitaminas sejam atingidas. A vitamina A, por exemplo, deve atingir os 900 microgramas nos pratos dos rapazes com mais de 19 anos e 700 microgramas no cardápio de mulheres na mesma faixa etária.

Enquanto o consumo recomendável de vitamina C fica em torno dos 90 miligramas para homens e 75 miligramas para mulheres, ambos com mais de 19 anos. Fique alerta aos excessos de vitamina A. Em quantidade exagerada, ela pode tornar a pele seca e escamosa.

Acredita-se ainda que as vitaminas do complexo B controlem a produção de sebo. Bons exemplos de fontes de tais nutrientes são os cereais e grãos integrais, pães, feijão, legumes e as carnes magras. De quebra, eles ainda oferecem boas doses de zinco, outro mineral associado à saúde da pele.

Afta

Carnes vermelhas e ovos ajudam a aliviar o incômodo das aftas
Para passar longe do incômodo causado pelas aftas, certifique-se que seu cardápio contém ferro e vitamina B12 na quantidade adequada. Encontrados nas carnes vermelhas e nos ovos, respectivamente, esses nutrientes aumentam a ocorrência de aftas, quando estão em falta no organismo.

Para homens e mulheres de 19 a 50 anos, o consumo diário de ferro deve ser de 8 e 18 miligramas, respectivamente. Já a recomendação diária da vitamina B12 é de 2,4 microgramas. Comer um bife médio de carne vermelha garante 2,31 miligramas do mineral, enquanto um ovo fornece 0,4 microgramas da vitamina.

Se as aftas já estiverem instaladas, evite alimentos que possam irritar ainda mais as úlceras, como bebidas quentes, álcool, comidas muito salgadas e ácidas. Opte por alimentos pastosos que não dificultem a digestão, como arroz, canja, iogurte e gelatina.

Anemias

Bifes de carne vermelha devem participar do prato dos anêmicos
Não à toa, o ferro é famoso por prevenir e curar a anemia. Cerca de 80% das nossas reservas deste mineral são usadas na produção de glóbulos vermelhos. Ele faz parte da hemoglobina, proteína responsável pelo transporte de oxigênio no sangue, e também favorece a imunidade. Para incluí-lo na alimentação, é só contar com as carnes vermelhas, miúdos, brócolis, salsa, beterraba, ervilha, lentilha, espinafre e caldo de cana.

O ferro de origem animal, porém, é melhor absorvido pelo organismo. Para melhorar a absorção do ferro de origem vegetal, vale ingerir um alimento fonte de vitamina C (laranja, limão, abacaxi, tomate) na mesma refeição em que as verduras verde-escuras ou o feijão participarem. Basta tomar um copo de suco de laranja durante o almoço ou comer uma fatia de abacaxi como sobremesa. Para homens e mulheres de 19 a 50 anos, o consumo diário de ferro deve ser de 8 e 18 miligramas, respectivamente.

Em um bife médio de carne vermelha, dá para obter 2,31 miligramas do mineral.Tipos mais raros de anemia podem ocorrer devido à falta de vitamina B12 e ácido fólico. Ambas as vitaminas estão envolvidas na fabricação de hemoglobinas do desenvolvimento adequado do sistema nervoso. Vegetais verde-escuros, sucos de frutas cítricas, lentilha e feijão são boas opções para encher o prato de ácido fólico. Já a vitamina B12 é encontrada nas carnes, peixes, ovos, leite e derivados.

As doses recomendadas de ácido fólico são de 400 microgramas diários, enquanto as taxas diárias de B12 são de 2,4 microgramas. Meia xícara de aspargo cozido, por exemplo, contém 131 mcg de ácido fólico. Já 
uma xícara de leite apresenta 0,9 mcg de vitamina B12.

Azia

Fuja das comidas condimentadas para passar longe da azia
Ficar atento a certos hábitos alimentares pode evitar a má digestão. A queimação depois das refeições se dá pela subida do ácido estomacal em direção ao esôfago. Portanto, alimentos que aumentam a acidez digestiva, como frutas muito ácidas e comidas condimentadas demais, dão uma mãozinha para a azia aparecer. Chocolate e gorduras em geral, por serem mais difíceis de serem digeridos, são outros alimentos que podem estar relacionados ao incômodo.

A má notícia é que pesquisas não apontam nenhum alimento eficaz no combate à azia. O leite, famoso por aliviar a queimação no estômago, acaba agravando o incômodo. Inicialmente ele dá a sensação de alívio, mas, depois de três horas pode provocar o efeito rebote, ou seja, uma maior acidez estomacal que pode induzir à azia.
Recorrer a um copo de água gelada pode ajudar, já que o líquido neutraliza a acidez e a temperatura funciona como uma anestesia no tubo gástrico.

Uma xícara de chá também pode ser útil na guerra contra a queimação estomacal. Além de favorecer a boa digestão, a quentura da bebida dissolve as gorduras e diminui a formação de gases. Encher o prato de alimentos de fácil digestão, como carnes brancas, arroz e massas, é mais uma boa opção para quem não quer passar mal depois de deixar a mesa. Dar preferência aos cozidos, em vez dos crus, também evita que a azia tome conta do estômago. 

Cãimbra

Alimentos ricos em potássio são a solução para dar fim às cãibras
Para que os músculos funcionem, o corpo desempenha todo um processo, a partir da ingestão dos alimentos. A começar pela glicose, que é o resultado final do metabolismo dos carboidratos e é utilizada como energia para qualquer atividade muscular. (Descubra todos os motivos contra o corte de carboidratos do prato).

As vitaminas, com destaque para as do complexo B, têm um papel importante na conversão de carboidratos, proteínas e gorduras em energia. Já para formar a hemoglobina (pigmento do sangue que fornece oxigênio aos músculos), o organismo conta com o ferro. Outros minerais, como sódio, potássio e cloreto, atuam no envio de impulsos nervosos do cérebro para os músculos.

O cálcio, por sua vez, inicia a contração muscular e conta com o potássio para encerrar o ciclo. Por ser o responsável pelo desfecho da atividade muscular, o potássio é famoso pelo alívio e pela prevenção das cãibras.
Para desfrutar do benefício, basta lançar mão de damasco, nozes, sementes de girassol, suco de tomate, banana ou frutas cítricas, alimentos ricos em potássio.

Cálculos renais

2 litros de água por dia ajudam a ficar longe das pedras nos rins
Para prevenir o acúmulo de minerais que formam as pedras nos rins, é fundamental ingerir bastante líquido. Beber, pelo menos, dois litros de água por dia, ajuda a limpar o sistema urinário e ainda repõe a quantidade perdida pela transpiração e excreção. Embora a água com gás e a semente de tomate carreguem a má fama de formadores dos cálculos renais, trata-se de um mito da alimentação.

Eles são formados quando componentes da urina, como ácido úrico, cálcio, fósforo e cistina, se concentram demais e acabam se agregando em forma de cristais. Outro erro comum é relacionar o cálcio aos transtornos nos rins. Apesar de o oxalato de cálcio ser o maior componente dos cálculos renais, a ingestão do mineral não está relacionada à formação das pedras. Por isso, a recomendação diária do mineral de 1.000 miligramas deve ser seguida normalmente. Pessoas com tendência à formação dos cálculos renais só devem evitar alimentos com grande quantidade de oxalato, como espinafre, beterraba, nozes, amendoim, quiabo, cenoura, batata doce e chocolate.

Além desses alimentos, proteínas de origem animal, como carne bovina, peixes, mariscos, embutidos, carne suína e bacalhau, precisam ser consumidas com moderação, já que são ricas em purinas, substâncias que dão origem ao ácido úrico, relacionado à formação das pedras nos rins.

Câncer

Para se proteger, atente ao corte da carne vermelha
De acordo com o Instituto Nacional do Câncer, o risco de desenvolvimento da doença está relacionado à alimentação, podendo, inclusive, ser minimizado com a adoção de hábitos saudáveis. Frutas e vegetais, por exemplo, são associados à redução do risco de diversos tipos de câncer.

Por serem ricos em bioflavonóides, fibras e antioxidantes, como betacaroteno, vitaminas A, C, E e selênio, esses alimentos têm o poder de retardar ou evitar que a doença apareça. Os mecanismos de atuação para proteger o organismo contra o câncer são bem variados, passando pela neutralização de agentes causadores da doença, pela fuga de alterações pré-cancerosas no material genético ou pela redução de hormônios que podem estimular o crescimento de tumores. As fibras são outras protetoras do organismo na luta contra o câncer de intestino.

Elas são capazes de acelerar a passagem dos restos alimentares pelo cólon, diminuindo assim, o risco do tumor se desenvolver. De quebra, as fibras ainda podem fazer parte de uma dieta com baixo valor calórico, o que evita os riscos de câncer ligado ao excesso de gordura corporal. (Além de ser rica em fibras, aveia esconde outros benefícios à saúde) Já no time adversário, encontram-se as gorduras.

Estudos revelam uma associação entre dietas ricas em gorduras e um risco maior de desenvolvimento de diferentes tipos de câncer, como o de mama, cólon, útero, próstata e pele. De acordo com as recomendações nutricionais, as gorduras não devem ultrapassar os 30% do cardápio diário, sendo que um bife médio de carne vermelha contém, em média, 12,9 g de gordura total. Ficar atento ao consumo de bebidas alcoólicas é mais uma arma preventiva contra o câncer.

O excesso de álcool está associado a um risco maior de câncer de boca, laringe, esôfago e fígado. Além de sua ação perigosa no organismo, o álcool ainda inibe a atuação do betacaroteno, capaz de proteger o organismo desses tipos de câncer. Quando ingerido além da conta, ele ainda pode destruir reservas de folato, tiamina e algumas outras substâncias do complexo B, também associadas à prevenção de diferentes tipos de tumores. Refeições abundantes de diversas preparações de carnes, como as secas, fermentadas, defumadas, industrializadas ou churrasco somam outro fator de risco para o desenvolvimento da doença.

Por serem alimentos ricos em nitritos e nitratos (compostos convertidos em nitrosaminas, causadoras do câncer), eles têm grande incidência de tumores no estômago e esôfago. Mas, nada de banir completamente as carnes vermelhas do cardápio. Ela oferece nutrientes fundamentais para o organismo, como a grande quantidade de aminoácidos essenciais e o ferro heme, mais facilmente absorvido pelo corpo, além da vitamina B12. (Sinal verde para a carne bovina. Aprenda a consumir na dose certa).

Para desfrutar dos benefícios sem aumentar o risco de desenvolvimento de câncer, vale ficar atento ao corte, optando sempre pelas carnes mais magras. O preparo também tem boa influência no limite entre vantagens e desvantagens da carne. Por isso, escolha sempre pelas preparações cozidas, assadas ou grelhadas.

As porções de carne vermelha devem ser balanceadas com outras fontes de proteínas, como carnes brancas, peixes, leguminosas, leite e derivados.

Levando a variedade das fontes de proteínas em consideração, um bife médio de carne vermelha, com cerca de 100 gramas, oferece 28 gramas de proteína e é a dose ideal por dia. Isso porque a quantidade de proteínas da dieta deve ser de 20% do valor calórico total o que, para uma dieta de 2.000 calorias equivale a 500 calorias ou 125 gramas diários de proteínas. 

Colesterol

Abusar dos alimentos fontes da gordura pode aumentar as taxas
As gorduras podem ser ótimas aliadas de quem luta contra as altas taxas de colesterol. Basta saber por quais tipos optar para o feitiço não virar contra o feiticeiro. O próprio colesterol é uma gordura essencial para o corpo, sendo participante da estrutura das membranas celulares e da produção de hormônios.

O fígado é responsável pela produção de cerca de 75% do colesterol, enquanto a porcentagem restante é obtida através da alimentação. Para não extrapolar essa quantidade, o colesterol vindo da alimentação deve ser menor que 300 miligramas diários, quantia estipulada para pessoas que estão com as taxas de colesterol sanguíneo em dia. Já aquelas que apresentam números alterados, não devem ultrapassar os 200 miligramas diários da gordura.

As taxas saudáveis de colesterol sanguíneo devem ser menores que 200 mg/dl. Números que estão entre a faixa de 200 a 239 mg/dl estão no limite, enquanto valores iguais ou maiores que 240, são considerados elevados. Encontrado nos alimentos de origem animal, como carnes, gema de ovo, manteiga, leite integral e derivados, vale ficar de olho na quantidade deles na hora de inseri-los no cardápio. Além do próprio colesterol, as gorduras saturadas e trans estão relacionadas ao aumento do colesterol sanguíneo.

Por isso, é importante respeitar a recomendação de gordura total da dieta, que se refere à somatória de todos os tipos de gordura e deve corresponder a, no máximo, 30% do valor calórico do dia. Uma pessoa que ingere 2.000 calorias diárias, por exemplo, soma em seus pratos 600 calorias ou 66 gramas de gorduras.

O resultado da quebra desse valor total de gorduras é igual a 7% de gordura saturada, 1% de gordura trans e 22% de gordura insaturada (mono e poliinsaturada). A gordura saturada, encontrada nos alimentos de origem animal, é sólida em temperatura ambiente e ajuda a aumentar as taxas de colesterol sanguíneo. Enquanto a trans está presente nos alimentos industrializados que passam por um processo chamado de hidrogenação, como biscoitos recheados, salgadinhos fritos e bolos, e também influencia no aumento das taxas ruins de colesterol (o LDL), favorecendo o desenvolvimento de doenças do coração.

Óleo de canola e de soja, azeite de oliva, abacate, castanha e amêndoa fazem parte do time das gorduras do bem, representado pelas gorduras insaturadas, e não só reduzem os níveis de LDL (colesterol maléfico), como também ajudam a elevar as taxas do bom colesterol, o HDL.

A alimentação voltada para prevenção e diminuição das taxas de colesterol sanguíneo prioriza a ingestão de legumes, verduras, frutas e cereais integrais. Além disso, dar preferência a alimentos com baixa quantidade de gorduras, como as versões desnatadas do leite e de seus derivados, e evitar os alimentos ricos em gorduras saturada e trans, é mais uma medida eficaz.

Cólica Menstrual

Frutas ajudam o organismo nessa fase conturbada do mês
Medicamentos prescritos por um ginecologista são os responsáveis pelo tratamento da cólica menstrual. A alimentação entra em ação como plano secundário, sendo uma maneira de evitar os sintomas que acompanham a cólica, como dor nas costas e pernas, náusea, vômito, sudorese, dor-de-cabeça e diarréia, ou ainda, para driblar desconfortos mais intensos. O cardápio ideal para não sobrecarregar o organismo nessa fase do mês é composto por frutas, legumes e verduras, e pobre em gorduras.  






fonte :  http://www.minhavida.com.br/alimentacao/materias/10039-coma-bem-e-passe-longe-das-doencas

sexta-feira, 31 de agosto de 2012


Margarina e temperos prontos terão redução de sódio


    Um acordo assinado ontem entre o governo e a indústria de alimentos promete reduzir o teor de sódio nas margarinas, nos cereais matinais e nos temperos prontos usados no preparo da comida.
      As reduções propostas, escalonadas para 2013 e 2015, variam de 1,3% ao ano (para temperos à base de alho e cebola para arroz) até 19% ao ano (margarinas vegetais).
     Essa é a terceira rodada dos acordos voluntários com a indústria para a redução do sódio --substância associada a doenças cardíacas e dos rins.
Em 2011, foram assinados dois termos para massa instantânea, pão francês, pão de forma, bisnaga, mistura para bolos, salgadinhos de milho, batata frita e maionese.
    Enquanto os primeiros miravam alimentos consumidos por crianças e jovens, este tem foco maior nas refeições familiares e em restaurantes.
    "Boa parte do sódio da dieta do brasileiro está relacionada a caldos [temperos] prontos, usados em domicílios, espaços de alimentação no trabalho e nos restaurantes", explica Patrícia Jaime, da área de política de alimentos do Ministério da Saúde.
      Com os acordos, o governo tenta se aproximar do consumo diário de sódio recomendado pela OMS (Organização Mundial da Saúde): 2 gramas, o que equivale a 5 gramas de sal. Estima-se que, hoje, o brasileiro consuma 12 gramas de sal.
     Esse novo termo pode eliminar cerca de 8,8 mil toneladas de sódio do mercado até 2020, nos cálculos do governo e do setor alimentício.
      Fechando a próxima rodada de acordos --que deve valer para laticínios e comidas prontas--, a expectativa é retirar 25 mil toneladas de sódio das prateleiras até 2020.


METAS TÍMIDAS

      Os acordos preveem o monitoramento das metas dois anos após a assinatura pelo governo. Assim, os alvos da primeira rodada (macarrão instantâneo e bisnaga) só serão verificados em 2013. A indústria afirma que já houve redução em alguns produtos.
     Para o Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor), que analisou a primeira rodada, as metas estabelecidas são "tímidas", mantendo o consumo de sódio elevado e com pouca alteração do cenário atual do mercado.
    A meta de 2012 para o macarrão instantâneo, segundo o Idec, é quase igual ao consumo diário total de sódio recomendado para adultos.
    Edmundo Klotz, presidente da Abia (Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação), discorda. Ele diz que os acordos colocarão o Brasil à frente de países com regulações muito rígidas.
    O ministro Alexandre Padilha (Saúde) vai na mesma linha. "Uma meta em discussão pela OMS é a redução do sódio nos alimentos. O Brasil não só se antecipa a isso como o modelo de adesão voluntária, com monitoramento das vigilâncias, pode vir a ser o modelo recomendado pela OMS."


Fonte: Folha de S. Paulo 

segunda-feira, 27 de agosto de 2012


O desperdício de alimentos custa caro aos EUA

Prejuízo chega a US$ 165 bilhões por ano

26 de agosto de 2012 | 3h 07

DINA, EL-BOGHDADY, THE WASHINGTON POST, É JORNALISTA, DINA, EL-BOGHDADY, THE WASHINGTON POST - O Estado de S.Paulo
Os americanos desperdiçam até 40% de sua comida a cada ano, enchendo aterros sanitários com pelo menos US$ 165 bilhões em hortifrutigranjeiros e carnes numa época em que centenas de milhões de pessoas passam fome em todo o mundo, segundo análise divulgada na terça-feira pelo Conselho de Defesa dos Recursos Naturais (NRDC, na sigla em inglês).
A análise, uma compilação de estudos e estatísticas, revela que há desperdício desde a fazenda até o garfo, mesmo agora que a seca ameaça elevar o preço dos alimentos. Os recursos que o governo dedicou para identificar onde estão as deficiências e como combatê-las são irrisórios em comparação com os esforços em curso na Europa.
Por enquanto, os preços americanos relativamente baixos facilitam o desperdício de comida, o que pode explicar a razão porque a família americana média de quatro pessoas termina jogando no lixo o equivalente a US$ 2.275 em comida todo ano, diz o relatório. Essa tendência perdulária piorara como tempo e hoje o americano médio desperdiça 10 vezes mais comida do que um consumidor do Sudeste Asiático e 50% mais do que nos anos 70.
"Não surpreende que a comida seja o maior componente do lixo sólido nos aterros", disse Dana Gunders, cientista do NRDC que assina o estudo. A frustração dos ambientalistas é que recursos naturais - água, terra e energia - são usados para produzir todo esse alimento não consumido. "Estamos jogando fora quase a metade da comida que cruza nosso caminho", disse Gunders. "É dinheiro jogado no ralo."
A análise cita pontos fracos em cada etapa da cadeia produtiva. Na fazenda, os plantadores, às vezes, não colhem alimentos em razão dos preços ruins do mercado, que dificultam a recuperação dos custos.
O mercado também obriga os plantadores a selecionar as plantas que colhem, removendo alimentos com manchas ou outros defeitos cosméticos. O relatório cita um fazendeiro que estima que 75% dos pepinos que ele joga fora são comestíveis e uma empresa embaladora de tomate que afirma poder encher um caminhão de lixo com cerca de 10 mil quilos de tomates descartados a cada 40 minutos.
Quando bens perecíveis são embarcados de navio, eles também são rejeitados por distribuidores responsáveis por levá-los ao comércio local e por bancos de alimentos, que, às vezes, recebem quantidades maiores do que podem usar.
No entanto, muitos estudos sugerem que a maior parte do desperdício ocorre nas lojas e casas. O governo estima que supermercados percam US$ 15 bilhões por ano só em frutas e legumes não vendidos. O NRDC atribui parte dessas perdas ao excesso de produtos estocados para impressionar consumidores.
Em restaurantes, que também sofrem prejuízos com o desperdício de alimentos, tamanhos de porções que excedem os recomendados pelo governo desempenham papel importante. Ano passado, associações industriais lançaram uma iniciativa para ajudá-los a doar mais comida e reduzir os 36 milhões de toneladas de alimentos enviados aos lixões a cada ano.
A Europa, porém, saiu na frente. O Parlamento Europeu adotou uma resolução que cortará o desperdício pela metade até 2020. Na Grã-Bretanha, há cinco anos, alguns varejistas já estão usando promoções para desencorajar consumidores a comprar mais do que precisam - do tipo "compre a metade", em vez da tática de "compre um e leve dois" usada nos EUA.
Segundo pesquisa do Shelton Group, 39% dos americanos classificaram o desperdício de comida como sua principal "culpa" - bem acima de deixar as luzes acesas ao sair (27%) ou não reciclar (21%). Suzanne Shelton, fundadora do grupo, disse que as pessoas têm as melhores intenções ao encher as sacolas de supermercado, mas a vida acaba interferindo. "Ficamos atolados no trabalho e nos vemos comprando uma pizza na volta para casa", disse. "No fim de semana, jogamos fora a comida estragada da geladeira." / TRADUÇÃO DE CELSO PACIORNIK

domingo, 19 de agosto de 2012

Clima eleva preço global de alimentos em 6%


Seca nos EUA prejudica produção de cereais, como o milho, que subiu 23%; já as chuvas irregularesno Brasil afetaram preço do açúcar, segundo a FAO

10 de agosto de 2012 | 3h 04


ANDREI NETTO , CORRESPONDENTE / PARIS - O Estado de S.Paulo
O preço médio dos alimentos no mundo subiu 6% no mês de julho em relação a junho, depois de três meses de baixa. O sinal amarelo foi aceso ontem pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), cujo relatório aponta como vilões o preço dos cereais e do açúcar.
Enquanto o primeiro sobe por causa da seca nos Estados Unidos, o segundo sofreu o impacto das chuvas irregulares no Brasil. Com o aumento, o índice da FAO se aproxima do recorde de 2008, ano das revoltas provocadas pela fome na África e na Ásia.
O aumento foi verificado na cesta de produtos básicos que serve de parâmetro para os relatórios da organização. Em julho, a alta interrompeu uma sequência de três meses de baixas contínuas, e elevou o índice da FAO a um total de 213 pontos, 12 pontos a mais do que no mês anterior.
Por ora, a alta é considerada resultado de uma série de conjunturas climáticas desfavoráveis, como seca nos Estados Unidos, chuvas irregulares no Brasil e atraso nas monções (fenômeno climático que provoca chuvas intensas) na Índia.
O dado preocupante é que o nível atual se situa próximo ao pico de fevereiro de 2008, quando ocorreram as "revoltas da fome" - as manifestações violentas em países como Burkina Faso, Senegal, Costa do Marfim, Mauritânia, Egito, Haiti, Indonésia, Filipinas e Camarões.
Na época, o índice da FAO havia subido de 139 pontos para 219 pontos no intervalo de um ano, impulsionado por altas nos preços de cereais e de produtos derivados do leite.
"Quando 18 milhões de pessoas já sofrem de fome no Sahel (região do deserto do Saara), essa alta dos preços é muito alarmante", diz Clara Jamart, da organização não governamental Oxfam. "A situação alimentar é muito tensa e a especulação continua agindo."
Desta vez, os produtos que mais pesaram na balança foram o açúcar e os cereais. De acordo com as Nações Unidas, o açúcar teve alta de 12% em média em relação ao mês anterior, interrompendo uma baixa que se repetia desde março.
"O vigor da cotação do açúcar se explica pelas chuvas intempestivas no Brasil, primeiro exportador mundial, que atrapalharam a colheita de cana", dizem os experts da FAO. "As preocupações ligadas ao atraso das monções na Índia e a falta de precipitações na Austrália também contribuíram para a alta da cotação."
A tendência, no entanto, tende a se inverter nos próximos meses. Ontem, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), órgão do Ministério da Agricultura, apresentou suas projeções para a safra de cana-de-açúcar de 2012 e 2013, com previsão de aumento de 6,5% no Brasil, com uma safra de 593,63 milhões de toneladas, ante 560 milhões na temporada passada.
Cereais. Outro fator importante na inflação no preço dos alimentos foi a perspectiva de quebra parcial da colheita de milho nos Estados Unidos por causa da seca, o que fez o produto subir 23% no mês de julho. O trigo também sofreu forte alta, de 19%, desta vez causada por problemas na safra da Rússia e pelo aumento da demanda para alimentação de rebanhos.
Já o arroz fechou o mês com tendência estável. Com as altas, também o índice dos cereais, que agora chega a 260 pontos, se aproxima do ápice, "somente 14 pontos a menos do que seu recorde absoluto (em termos nominais) de 274 pontos em abril de 2008".
A boa notícia do balanço da FAO é a redução, ainda que pequena, em torno de 1%, do preço das carnes bovina e ovina e de aves. No caso dos derivados de leite, a queda chega a 16% desde o início do ano.

domingo, 12 de agosto de 2012

Alimentação certa ajuda a prevenir doenças na tireoide

   Há maneiras de prevenir algumas doenças que acometem a tireoide. A ioga, por exemplo, trabalha em benefício do sistema endócrino, do qual a tireoide faz parte.
   Outra possibilidade é reforçar a dieta com alimentos necessários ao bom funcionamento da glândula, que requer dosagens equilibradas de um mineral, o iodo, para produzir seus hormônios.
  
   "A quantidade ideal de iodo para um adulto saudável é de 150 a 220 microgramas diários, que podem ser extraídos dos alimentos", diz Vânia Assaly, nutróloga especializada em endocrinologia.

   Uma alimentação equilibrada precisa conter níveis corretos de vitamina A e do complexo B, nutrientes antioxidantes, como a vitamina C, tocoferóis mistos (vitamina E), minerais (ferro, cobre, selênio, zinco) e oligoelementos (iodo). "A falta ou o excesso deles modifica a síntese dos hormônios da tireoide e interfere na qualidade do tecido", diz Assaly.
  
   Algas marinhas devem ser incluídas no cardápio porque carregam iodo em sua forma original. "O sal também contém iodo em sua forma orgânica, mas, no processo de refino, passa por uma lavagem e vai perdendo algas microscópicas que fixam o iodo natural", diz Assaly. Além de iodo, perdem-se outros minerais, como selênio, cobre e molibdênio, que fazem parte do equilíbrio iônico.

   Com iodo, cálcio e selênio, esses alimentos são bons aliados da tireoide: algas (um pires de chá duas vezes por semana); abacate (1/4 da fruta duas vezes por semana); ovos (dois ou três por semana); peixes e frutos do mar (uma cumbuca de caldo de peixe com crustáceos uma vez por semana); nozes (duas porções de 15 g três vezes por semana); castanha-do-pará (uma por dia) e sal (uma colher de chá por dia).
  
   É aconselhável incluir, também, abóbora (uma porção de purê por semana), tomate orgânico (um por dia) e cenoura (meia por dia), porque esses vegetais têm vitamina A e carotenoides.
 
   Vegetais escuros, como escarola, agrião e rúcula ""fontes de vitaminas B, C e betacaroteno, além de cálcio, fósforo e ferro"", devem constar na dieta: bastam dois pratos de sobremesa ao dia.
  
   Já o excesso de vegetais crucíferos (couve, couve-flor, brócolis) deve ser evitado: "Eles contêm substâncias que bloqueiam a produção dos hormônios da tireoide", diz Assaly. "Não se deve consumir mais de oito flores de brócolis por semana."

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/1124641-alimentacao-certa-ajuda-a-prevenir-doencas-na-tireoide.shtml

terça-feira, 7 de agosto de 2012

O que comeremos em 20 anos?


 Insetos, carne de laboratório e algas têm grandes chances de fazer parte da dieta do homem do futuro.
31 de julho de 2012 | 8h 36

Projeções de especialistas indicam que o aumento populacional, dos preços dos alimentos e a limitação de disponibilidade de recursos vão mudar os hábitos alimentares humanos nas próximas décadas.
Alguns analistas calculam que o preço dos alimentos pode dobrar nos próximos cinco a sete anos, tornando itens hoje comuns, como carne, em artigo de luxo.
Veja abaixo algumas alternativas que, embora estranhas á primeira vista, são apontadas como caminhos prováveis para resolver a demanda por alimentos.
Insetos
O governo holandês já investiu um milhão de euros em pesquisa sobre como inserir carne de insetos nas dietas de seus cidadãos e preparar leis para regulamentar sua criação.
Insetos fornecem tanto valor nutricional quanto carne de mamíferos, mas custam e poluem muito menos. Cerca de 1, 4 mil espécies poderiam ser consumidas pelo homem, compondo salsichas ou hambúrgueres.
Boa parte da humanidade já come insetos, especialmente na Ásia e África. Mas os mercados ocidentais devem resistir à ideia e vão ser necessárias grandes campanha de marketing para tornar aceitável ideia de incluir insetos como gafanhotos, formigas e lagartas no cardápio.
Uso de som
Já é bem conhecida a influência que aparência e cheiro podem ter sobre o que comemos, mas uma área em expansão que pode render descobertas interessantes é a dos estudos sobre o efeito do som sobre o paladar.
Um estudo da Universidade de Oxford descobriu que é possível ajustar o gosto der determinados alimentos através da música que se ouve ao fundo.
A música pode, por exemplo, fazer uma comida parecer mais doce do que ela é. Esse recurso pode ajudar a reduzir o consumo de açúcar.
Outro exemplo: Sons graves de instrumentos de sopro de metal (como saxofones ou tubas) acentuariam o gosto amargo de alimentos.
Empresas podem passar a recomendar listas de músicas para melhorar a "experiência" do consumo de seus produtos.
Carne de laboratório
Cientistas holandeses criaram carne em laboratório usando células-tronco de vaca e esperam desenvolver o primeiro "hambúrguer de proveta" até o fim de 2012.
A produção de carne artificial poderia trazer grandes benefícios ao meio ambiente, pela redução no número de cabeças de gado - grandes emissores de CO2 - e nas áreas de floresta desmatada para a criação de pastos. A carne de laboratório poderia ser manipulada para ter níveis bem mais saudáveis de gordura e nutrientes.
Os pesquisadores holandeses dizem que a meta é fazer a carne in vitro ter o mesmo gosto que a tradicional - coisa que ainda está longe de ter.
Algas
Elas podem alimentar homens e animais, oferecer uma alternativa em graves crises alimentícias e ainda abrem mão do gasto de terra ou água potável para seu cultivo.
Cientistas ainda apontam para o potencial de algas como fontes de biocombustíveis - o que reduziria a dependência dos combustíveis fósseis.
Alguns especialistas preveem que fazendas de algas poderiam se tornar a mais promissora forma de agricultura intensiva.
Elas já existem em países asiáticos como o Japão.
Como os insetos, elas poderiam ser introduzidas em nossas dietas sem que soubéssemos. Cientistas na Grã-Bretanha estudam a substituição de sal marinho por algas em pães e outros alimentos industrializados.
Grãos têm um forte sabor, mas com baixo índice de sal, sendo portanto, mais saudáveis.
Com informações de Denise Winterman da BBC News BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

 Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/geral,o-que-comeremos-em-20-anos,908531,0.htm

sábado, 4 de agosto de 2012

Exportação de soja supera a de minério de ferro

As exportações brasileiras do complexo soja (soja em grãos, farelo e óleo de soja) já superam as receitas obtidas com o minério de ferro.

Quebra de produção de grãos na América do Sul e seca nos Estados Unidos colocaram a soja no topo das exportações brasileiras de commodities, desbancando a liderança do minério.
Este sofre os efeitos das incertezas econômicas mundiais, que reduzem a demanda por minério e esfriam os preços da commodity.

As receitas com a soja devem atingir patamar não esperado pelo próprio setor nas estimativas do início do ano. Só nos sete primeiros meses já atingem US$ 18 bilhões, 21% mais do que em igual período anterior.
De janeiro a julho, as exportações de minério de ferro renderam US$ 17,7 bilhões, 20% menos do que em igual período de 2011.
Apesar do bom desempenho de soja e de milho, cujas receitas são maiores neste ano, o cenário econômico internacional não favorece as exportações brasileiras de commodities.
No setor agrícola, vários dos principais itens da balança comercial continuam com queda nas receitas neste ano.
Uma das principais quedas é a do açúcar, cujas receitas recuaram para US$ 5,6 bilhões até julho, 22% menos do que entre janeiro e julho do ano passado.
Nesse mesmo período, as vendas de café, setor que vinha recuperando espaço na balança comercial brasileira, recuaram para US$ 3,2 bilhões, 22% menos do que no ano anterior.
As carnes também perdem peso na balança, principalmente porque os preços internacionais caem. O setor de avicultura, carro-chefe do setor, teve queda de 4% no volume exportado no mês passado em relação a 2011. Já os preços recuaram 14%, derrubando as receitas totais do mês para US$ 481 milhões, 17% menos do que em julho do ano passado.
A balança de commodities foi afetada também pela redução das exportações de petróleo, que caíram para US$ 11,8 bilhões neste ano, 2% menos do que no ano passado.

terça-feira, 31 de julho de 2012


Gordura nos alimentos afeta áreas cerebrais ligadas ao paladar


A gordura dos alimentos reduz a atividade de várias áreas cerebrais ligadas à percepção de gosto e aroma e ao sistema de recompensa.

Isso foi demonstrado pela primeira vez por um estudo que usou imagens de ressonância magnética para observar mudanças no cérebro de participantes ao consumirem produtos com ou sem gordura.

A pesquisa foi feita na Universidade de Nottingham (Reino Unido), em parceria com a Unilever, multinacional da indústria de alimentos, e durou três anos.

Os participantes do estudo experimentaram quatro emulsões de frutas, todas com a mesma consistência e doçura, enquanto seus cérebros eram mapeados por computador. Uma das emulsões não continha gordura e as outras três tinham diferentes proporções de gorduras em sabores variados.

Os pesquisadores observaram que as áreas cerebrais responsáveis pela percepção do sabor (como o córtex somatosensorial e a ínsula) são muito menos ativadas pelas emulsões gordurosas.

O interesse da indústria no estudo, segundo notícia publicada no site da universidade britânica, é descobrir meios de produzir alimentos com menos gorduras sem prejudicar o sabor e a sensação de satisfação do consumidor. O objetivo é, em uma década, melhorar os hábitos alimentares da população e combater a obesidade.

EFEITOS

"Esse é o primeiro estudo que avaliou o efeito da gordura no sistema cerebral de percepção do sabor. Agora, levantamos a questão: por que as emulsões com gordura bloquearam a ativação cortical em regiões do cérebro ligadas ao processamento do sabor e ao sistema de recompensa? Também precisamos determinar quais as implicações desse efeito nas sensaçãoes de fome, saciedade e recompensa", disse Joanne Hort, professora adjunta de ciências sensoriais da Universidade de Nottingham.

A maior ativação dessas áreas não resulta necessariamente em maior percepção de sabor ou na sensação de recompensa, lembram os pesquisadores.

Para Johanneke Busch, engenheiro de alimentos do laboratório de desenvolvimento e pesquisa da Unilever, na Holanda, as descobertas foram um passo importante para descobrir como produzir um tipo de comida mais saudável que seja atraente para o consumidor. "Além da gordura, há mais coisas que criam a satisfação, como a textura da comida e a capacidade de produzir saciedade", disse Busch.

A pesquisa acaba de ser publicada no periódico científico "Chemosensory Perception" e teve apoio do Conselho de Pesquisas em Biotecnologia e Ciências Biológicas do Reino Unido.

Fonte: http://www.asbran.org.br/